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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A CIDADANIA, O REI FILÓSOFO E O GRITO DOS EXCLUÍDOS 2011

(Setembro = Mês 27; Faltam 33 meses para a COPA DO MUNDO DE 2014)

“O rei filósofo

O imperador Marco Aurélio (governante de 161 a 180 d.C.) transformou em realidade o sonho de Platão: “Se terá um bom governo quando os filósofos (aqueles que amor à verdade) chegarem a ser reis ou os reis se transformação em bons filósofos”.

Estoico, helenista, devotado à simplicidade, Marco Aurélio, desde a tenra idade, foi educado a jejuar, a dispensar luxos, a alimentar-se apenas do estritamente necessário, a ler, a estudar, a deitar-se sem colchão, a meditar, a conter os baixos instintos. Apesar de suas escolhas de governante terem sido ditadas pela “razão de Estado”, que exerceu com firmeza, transcorreu toda sua vida a estudar como responder ao mal com o bem, quando, por fim, se diz certo de que “a benevolência é qualidade com que se deve tratar dos delinquentes” e, portanto, “o melhor processo de nos vingarmos dos maus é não ser como eles”.

Declarou-se convicto de que a “humanidade é unida por um parentesco que não é de sangue nem de nascença, mas comunga da mesma fonte de inteligência suprema”, e a quem quisesse seguir seu exemplo aconselhou:“Acautela-te, não te distingas por luxos e excessos. Conserva-te simples, bom, puro, austero, inimigo do fausto, amigo da justiça, religioso, humilde, benévolo, humano, firme na prática dos deveres” e “sempre vela pela saúde e a conservação dos homens”.

Gotas de sabedoria saindo de quem exercia o cargo de imperador no momento de maior expansão territorial de Roma, do monarca absoluto, do maior e mais poderoso homem de que se tem conhecimento e, ainda assim, capaz de escrever: “Sê de igual modéstia em todas as situações. Teu rosto espelhe santidade, serenidade, extrema doçura, desprezo pelas glórias vãs. Não escutes delatores, procura compreender o sentido profundo dos acontecimentos, não trabalhes para teu proveito, mas de toda a raça humana. Nela tu deverás pensar”.

“Fica atento. Não de precipites. Examina, compreenda e, então, age”. “Contenta-te com pouco na habitação, na cama, no vestuário, na mesa e nos serviços de criadagem. Sê laborioso, paciente, sóbrio para enfrentar as tarefas que te cabem, tanto as mais singelas, como as mais grandiosas”.

Marco Aurélio adotou um rigor extremo consigo e uma benevolência infinita com os outros, pois acreditava piamente que “o único fruto da vida terrestre é conservar a alma numa santa disposição e praticar ações úteis à sociedade”.

Ele foi o maior, o mais respeitado e, também, o menos emulado de todos os governantes. Por isso, até hoje continua sendo o “único”, em milhares de anos de história, que mereceu o apelido de “rei filósofo”. Foi o único relâmpago no meio de uma noite interminável de tristezas.”
(VITTÓRIO MEDIOLI, em artigo publicado no jornal SUPER NOTÍCIA, edição de 28 de agosto de 2011, Caderno OPINIÃO, página 2).

Mais uma IMPORTANTE e OPORTUNA contribuição para o nosso trabalho de MOBILIZAÇÃO PARA A CIDADANIA E QUALIDADE vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 31 de agosto de 2011, Caderno OPINIÃO, página 11, de autoria de FREI BETTO, Escritor, autor do romance Minas do Ouro (Rocco), entre outros livros, que merece igualmente INTEGRAL transcrição:

“Grito dos excluídos 2011

Há 17 anos a Semana da Pátria é dedicada, no Brasil, à manifestação popular conhecida como Grito dos Excluídos. Ele é promovido pelo Setor de Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Comissão Pastoral da Terra, Cáritas, Ibrades e outros movimentos e instituições. O lema do 17º grito é “Pela vida grita a Terra, por direitos, todos nós!”. Trata-se de associar a preservação ambiental do planeta aos direitos do povo brasileiro.

O salário mínimo atual – R$ 545 – tem, hoje, metade do valor de compra de quando foi criado, em 1940. Para equipará-los, precisaria valer R$ 1.202,80. Segundo o Dieese, para atender às necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, conforme prescreve o artigo 7 da Constituição, o atual salário mínimo deveria ser de R$ 2.149,76.

As políticas sociais do governo são, sem dúvida, importantes. Mas não suficientes para erradicar a miséria. Isso só se consegue promovendo distribuição de renda por meio de salários justos, e não mantendo milhões de famílias na dependência de recursos do poder público.

O Brasil começa a ser atingindo pela crise financeira internacional. Com a recessão dos países ricos, nossas exportações tendem a diminuir. O único modo de evitar que o Brasil também caia na recessão é aquecendo o consumo interno – o que significa aumento de salários e de crédito, e redução dos juros.

A população extremamente pobre do Brasil é estimada em 16 milhões de pessoas. E 59% (9,6 milhões de pessoas) delas estão concentradas no Nordeste. Dos que padecem pobreza extrema no Brasil, 51% têm menos de 19 anos e 40%, menos de 14. O desafio é livrar essas crianças e jovens da carência em que vivem, propiciando-lhes educação e profissionalização de qualidade.

Um dos fatores que impedem nosso governo de destinar mais investimentos ao programas sociais e à educação e saúde é a dívida pública. Hoje, a dívida federal, interna e externa, ultrapassa R$ 2 trilhões. Em 2010, o governo gastou, como juros e amortizações dessa dívida, 44,93% do Orçamento Geral da União. Quem lucra e quem perde com as dívidas do governo? O Grito do Excluídos propõe, há anos, uma auditoria das dívidas interna e externa. Ninguém ignora que boa parcela da dívida é fruto da mera especulação financeira. Como aqui os juros são mais altos, os especuladores estrangeiros canalizam seus dólares para o Brasil, a fim de obter maior rendimento.

Há um aspecto da realidade brasileira que atende à dupla dimensão do lema do grito deste ano: preservação ambiental e direitos sociais. Trata-se da reforma agrária. Só ela poderá erradicar a miséria no campo e paralisar o progressivo desmatamento da Amazônia e de nossas florestas pela ambição desenfreada do latifúndio e do agronegócio. Dados do governo indicam que, no Brasil, existem, hoje, 62,2 mil propriedades rurais improdutivas, abrangendo área de 228,5 milhões de hectares. Mera terra de negócio e, portanto, segundo a Constituição, passível de desapropriação.

Comparados esses dados de 2010 aos de 2003, verifica-se que houve aumento de 18,7% no número de imóveis rurais ociosos, e a área se ampliou em 70,8%. Se o maior crescimento de áreas improdutivas ocorreu na Amazônia, palco de violentos conflitos rurais e trabalho escravo, surpreende o incremento constatado no Sul do país. Em 2003, havia nessa região 5.413 imóveis classificados como improdutivos. Ano passado, o número passou para 7.139 – aumento de 32%. São 5,3 milhões de hectares improdutivos em latifúndios do Sul do Brasil. De 130,5 mil grandes propriedades rurais cadastradas em 2010, com área de 318,9 milhões de hectares, 23,4 mil com área de 66,3 milhões de hectares, são propriedades irregulares – terras griladas ou devolutas (pertencentes ao governo), em geral ocupadas por latifúndios.

O Brasil tem, sim, margem para uma ampla reforma agrária, sem prejuízo dos produtores rurais e do agronegócio. Com ela, todos haverão de ganhar – o governo, por recolher mais impostos; a população, por ver reduzida a miséria no campo; os produtores, por multiplicarem suas safras e rebanhos e venderem mais aos mercados interno e externo.”

Eis, pois, mais páginas contendo RICAS e ADEQUADAS abordagens e REFLEXÕES que acenam para as imensas POSSIBILIDADES de realização de nosso SONHOS, juntando AMOR à PÁTRIA, SABEDORIA, DISCERNIMENTO e DEVOTAMENTO às CAUSAS do PAÍS, afastando TUDO aquilo que, durante SÉCULOS, EXCLUI e AFASTA das mais LEGÍTIMAS DISCUSSÕES e ASPIRAÇÕES de MILHÕES e MILHÕES de BRASILEIROS e BRASILEIRAS... Uma verdade, o BRASIL é de TODOS e para o BEM de TODOS...

Assim, diante de GIGANTESCOS DESAFIOS, como por exemplo, a PROBLEMATIZAÇÃO de QUESTÕES absolutamente CRUCIAIS, tais algumas delas:

a) a EDUCAÇÃO – e de QUALIDADE, como PRIORIDADE ABSOLUTA das POLITICAS PÚBLICAS: UNIVERSAL e INCLUSIVA;
b) a INFLAÇÃO;
c) a CORRUPÇÃO;
d) o DESPERDÍCIO, em todas suas MODALIDADES:
e) a DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA, que GRITA por VERDADE, RESPONSABILIDADE, COMPROMISSO e TRANSPARÊNCIA.

Portanto, é INÚTIL lamentarmos FALTA DE RECURSOS diante de TANTA SANGRIA...

Sabemos, e bem, o QUANTO essas QUESTÕES afetam o PAÍS, suas CONCIÊNCIAS CRÍTICAS, além de, entre outras, SANGRAM a nossa ECONOMIA, MINAM nossa capacidade de INVESTIMENTO e POUPANÇA, encolhem nossa CONFIANÇA e APOIO, aumentam as já ABISSAIS desigualdades SOCIAIS e REGIONAIS, e afastam, entre outros igualmente IMPORTANTES ingredientes, a nossa PRODUTIVIDADE e decorrente COMPETITIVADE interna e externa...

Mas NADA, NADA mesmo ABATE o nosso ÂNIMO e ARREFECE nosso ENTUSIASMO e OTIMISMO nesta grande CRUZADA NACIONAL pela CIDADANIA e QUALIDADE, visando à construção de uma NAÇÃO verdadeiramente JUSTA, ÉTICA, EDUCADA, QUALIFICADA, LIVRE, GENUINAMENTE DEMOCRÁTICA, DESENVOLVIDA e SOLIDÁRIA, que permita a PARTILHA de suas EXTRAORDINÁRIAS RIQUEZAS, OPORTUNIDADES e POTENCIALIDADES com TODOS os BRASILEIROS e com TODAS as BRASILEIRAS, especialmente no horizonte de INVESTIMENTOS BILIONÁRIOS previstos para EVENTOS como a CONFERÊNCIA SOBRE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS (RIO + 20) em 2012, a 27ª JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE NO RIO DE JANEIRO em 2013, a COPA DAS CONFEDERAÇÕES em 2013, a COPA DO MUNDO DE 2014, a OLIMPÍADA DE 2016, as OBRAS do PAZ e os projetos do PRÉ-SAL, segundo as exigências do SÉCULO 21, da era da GLOBALIZAÇÃO, da INFORMAÇÃO, do CONHECIMENTO, das NOVAS TECNOLOGIAS, da SUSTENTABILIDADE e de um NOVO mundo, da PAZ, IGUALDADE e FRATERNIDADE UNIVERSAL...

Este é o nosso SONHO, o nosso AMOR, a nossa FÉ e a nossa ESPERANÇA!...

O BRASIL TEM JEITO!...







quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A CIDADANIA, A CORRUPÇÃO, A PRAGA BRASILEIRA E A ENDEMIA POLÍTICA

“Praga brasileira
A frase é de autor desconhecido e está aí desde o século 19: “Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”. Tantos anos depois, as saúvas, formigas cortadeiras, estão aí e, mesmo assim, o país avança, produz como nunca e assume seu papel de celeiro do mundo, um dos clichês ufanistas sobre o nosso potencial econômico. Assim como a saúva nos anos passados foi uma praga, a corrupção também é uma praga brasileira que, desde tempos imemoriais, vem atrapalhando nosso desenvolvimento. Corrupção em todas as suas formas, desde o superfaturamento de obras, até a produção de leis que criam privilégios que ora causam explosão de gastos, ora beneficiam setores em detrimento do desenvolvimento do país. Somos, dizem os mais indignados, aqueles que têm a corrupção no DNA.

Não é bem assim. Em qualquer parte do mundo as pessoas são tentadas a buscar vantagens pessoais e, se encontram campo para tal, avançam até o limite dos riscos pessoais. Entre nós não é diferente quanto a tentação de auferir vantagens ilícitas, de qualquer dimensão. O que nos diferencia dos tantos outros países, e nos iguala a muitos outros também, é amplitude de nossos limites. Não há freios, o que acaba estimulando até os menos ousados a cometerem as ilicitudes. É preciso colocar um freio e isso começa pela identificação do tipo de corrupção que é praticada. Se é roubo, suborno, nepotismo, favorecimento ou qualquer outra forma. Sua frequência e quem são os corruptos e os corruptores. Um trabalho de inteligência que, necessariamente, precisa terminar em punição. Sem a penalização é impossível colocar limites a esta prática. Esta parece ser a disposição da presidente Dilma. Já deu mostras disto ao demitir sumariamente mais de 20 servidores do Ministério dos Transportes. A rapidez com que agiu deixa claro que ela já conhecia o histórico de devassidão no órgão. Com as demissões, conquistou o apoio popular para levar adiante o que precisa ser feito: apurar e punir.

Razões para punir ela sabe que tem. Precisa agir. Erram os que pensam que a presidente não tem essa disposição. Os mais próximos garantem que ela é intolerante com as práticas de ilegalidades institucionalizadas no país. Sabe com razoável certeza onde os problemas são mais graves e vai agir. E quer fazer isso de forma discreta, mas rapidamente para passar a impressão de que anda a reboque das denúncias na imprensa. Dilma sabe porém que, em política, o tempo de agir é diferente. A base de apoio que sustenta seu governo foi construída não por critério ideológico, mas como resultado da soma de interesses pessoais. Não tem solidez. Nem no PMDB, parceiro de chapa, ela pode confiar. Recebeu a base pronta e, como quem troca um pneu com o carro em movimento, precisa reconstruí-la, ou reorganizá-la sem parar o governo. Agir, mesmo que a contragosto, como algodão entre cristais, contornando e controlando interesses antagônicos num mesmo espaço.

Dilma sabe que está num momento complicado de seu governo. Há sim uma herança maldita do governo Lula, fruto do excesso de gastos no final do ano passado que exige arrumação nas finanças públicas. Nos mesmos moldes que o governador Anastasia está sendo obrigado a realizar em Minas e outros governadores em seus estados. A contenção de gastos exige sacrifícios de todos e nem sempre há compreensão dos aliados de última hora e, claro, das oposições que se aproveitam do descontentamento para engrossar o tom dos discursos. Estes momentos de dificuldades precisam ser contornados com muita habilidade o que a presidente está aprendendo a ter. Vai adquirindo as horas de voo necessárias a quem tem a responsabilidade de pilotar um avião, como é um governo, em zona de turbulência. Não duvidem. A presidente está fazendo as correções de rota que precisam, e isso inclui retirar do governo quem não deveria nem ter entrado, seja por incompetência, seja por falta de condições morais. Podem apostar nisso.”
(PAULO CÉSAR DE OLIVEIRA, jornalista, em artigo publicado na Revista VIVER BRASIL, edição de 12 de agosto de 2011 - ano III – Nº 64, página 30).

Mais uma IMPORTANTE e OPORTUNA contribuição para o nosso trabalho de MOBILIZAÇÃO PARA A CIDADANIA E QUALIDADE vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 24 de agosto de 2011, Caderno OPINIÃO, página 9, de autoria de FREI BETTO, Escritor, autor do romance Minas do ouro, que a Editora Rocco faz chegar às livrarias esta semana, que merece igualmente INTEGRAL transcrição:

“Corrupção, endemia política

A política brasileira sempre se alimentou do dinheiro da corrupção. Não todos os políticos. Muitos são íntegros, têm vergonha na cara e lisura no bolso. Porém, as campanhas são caras, o candidato não dispõe de recursos ou evita reduzir sua poupança, e os interesses privados no investimento público são vorazes. Arma-se, assim, a maracutaia. O candidato promete, por baixo dos panos, facilitar negócios privados junto à administração pública. Como por encanto, aparecem os recursos de campanha. Eleito, aprova concorrências sem licitações, nomeia indicados pelo lobby da iniciativa privada, dá sinal verde a projetos superfaturados e embolsa o seu quinhão, ou melhor, o milhão.

Para uma empresa que se propõe a fazer uma obra no valor de R$ 30 milhões – e na qual, de fato, não gastará mais de R$ 20 milhões, sobretudo em tempos de terceirização – é excelente negócio embolsar R$ 10 milhões e ainda repassar R$ 3 milhões ou R$ 4 milhões ao político que facilitou a negociata.

Conhecemos todos a qualidade dos serviços públicos. Basta recorrer ao SUS ou confiar os filhos à escola pública. (Todo político deveria ser obrigado, por lei, a tratar-se pelo SUS e matricular, como propõe o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), os filhos em escolas públicas.) Vejam ruas e estradas: o asfalto cede com chuva um pouco mais intensa, os buracos exibem enormes bocas, os reparos são frequentes. Obras intermináveis. Isso me lembra o conselho de um preso comum, durante o regime militar, a meu confrade Fernando de Brito, preso político. “Padre, ao sair da cadeia trate de ficar rico. Comece a construir uma igreja. Promova quemesses, bingos, sorteios. Arrecade muito dinheiro dos fiéis. Mas não seja bobo de terminar a obra. Não termine nunca. Assim o senhor poderá comprar fazendas e viver numa boa”.

Com o perdão da rima, a ideia que se tem é que o dinheiro público não é de ninguém. É de quem meter a mão primeiro. E como são raros os governantes que, como a presidente Dilma, vão atrás dos ladrões, a turma do Alí Babá se farta. Meu pai contava a história de um político mineiro que enriqueceu à base de propinas. Como tinha apenas dois filhos, confiou boa parcela de seus recursos (ou melhor, nossos) à conta de um genro, meio pobretão. Um dia, o beneficiário decidiu se separar da mulher. O ex-sogrofoi atrás: “Cadê meu dinheiro?”. O ex-genro fez aquela cara de indignado: “Que dinheiro? Prova que há dinheiro seu comigo”. Ladrão que rouba de ladrão. Hoje, o ex-genro mora com a nova mulher num condomínio de alto luxo.

Sou cético quanto à ética dos políticos ou de qualquer outro grupo social, incluídos frades e padres. Acredito, sim, na ética da política, e não na política. Ou seja, criar instituições e mecanismos que coíbam quem se sente tentado a corromper ou ser corrompido. A carne é fraca, diz o Evangelho. Mas as instituições devem ser suficientemente fortes, as investigações rigorosas e as punições severas. A impunidade faz o bandido. E, no caso de políticos, ela se soma à imunidade. Haja ladroeira!

Daí a urgência da reforma política – tema que anda esquecido – e de profunda reforma do nossos sistema judiciário. Adianta a Polícia Federal prender se, no dia seguinte, todos voltam à rua ansiosos por destruir provas? E ainda se gasta saliva quanto ao uso de algemas, olvidando os milhões surrupiados e jamais devolvidos aos cofres públicos. Ainda que o suspeito fique em liberdade, por que a Justiça não lhe congela os bens e o impede de movimentar contas bancárias? A parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Os corruptos sabem muito bem o quanto ele pode ser agraciado ou prejudicado.

As escolas deveriam levar casos de corrupção às salas de aula. Incutir nos alunos a suprema verdade de fazer uso privado dos bens coletivos. Já que o conceito de pecado deixou de pautar a moral social, urge cultivar a ética como normatizadora do comportamento. Desenvolver em crianças e jovens a autoestima de ser honesto e de preservar o patrimônio público.”

Eis, pois, mais páginas contendo GRAVES e SÉRIAS abordagens e REFLEXÕES, exigindo o melhor do nosso AMOR à PÁTRIA, na busca INCANSÁVEL das grandes TRANSFORMAÇÕES que, certamente, advirão com a busca da implantação DEFINITIVA da cultura da DISCIPLINA, da PARCIMÔNIA, do RESPEITO MÚTUO e, sobretudo, da ÉTICA em TODAS as nossas RELAÇÕES, afim de conduzirmos o PAÍS ao cenário que lhe cabe no concerto das NAÇÕES já DESENVOLVIDAS, PRÓSPERAS, DEMOCRÁTICAS e CIVILIZADAS...

E, assim, à SEMELHANÇA da INFLAÇÃO, a IMPERIOSA e URGENTE necessidade, também, de PROBLEMATIZARMOS as QUESTÕES cabalmente CRUCIAIS, como:

a) a CORRUPÇÃO;
b) o DESPERDÍCIO;
c) a DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA.

E sabemos, e bem, da ALAVANCA maior de todo o PROCESSO: a PONTIFICAÇÃO da EDUCAÇÃO – e de QUALIDADE –, como PRIORIDADE ABSOLUTA do GOVERNO e SOCIEDADE, através da qual nos LIVRAMOS da IGNORÂNCIA, da PASSIVIDADE, da INDIFERENÇA, das abissais DESIGUALDADES SOCIAIS e REGIONAIS, e nos tornamos CIDADÃOS e CIDADÃS e LIVRES e CRÍTICOS, e por essa via os verdadeiros PROTAGONISTA de nossa HISTÓRIA...

São GIGANTESCOS DESAFIOS que, ainda mais, nos MOTIVAM e nos FORTALECEM nesta grande CRUZADA NACIONAL pela CIDADANIA E QUALIDADE, visando à construção de uma NAÇÃO verdadeiramente JUSTA, ÉTICA, EDUCADA, QUALIFICADA, LIVRE, DESENVOLVIDA e SOLIDÁRIA, que permita a PARTILHA de suas EXTRARDINÁRIAS RIQUEZAS, OPORTUNIDADES e POTENCIALIDADES com TODOS os BRASILEIROS e com TODAS as BRASILEIRAS, especialmente no horizonte de INVESTIMENTOS BILIONÁRIOS previstos para EVENTOS como a CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS (RIO + 20) em 2012, a 27ª JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE no RIO DE JANEIRO em 2013, a COPA das CONFEDERAÇÕES de 2013, a COPA DO MUNDO DE 2014, a OLIMPÍADA de 2016, as OBRAS do PAC e os projetos do PRÉ-SAL, segundo as exigências do SÉCULO 21, da era da GLOBALIZAÇÃO, da INFORMAÇÃO, do CONHECIMENTO, das NOVAS TECNOLOGIAS, da SUSTENTABILIDADE e de um NOVO mundo, da PAZ , IGUALDADE e FRATERNIDADE UNIVERSAL...

Este é nosso SONHO, o nosso AMOR, a nossa LUTA, a nossa FÉ e a nossa ESPERANÇA!...

O BRASIL TEM JEITO!...