segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A CIDADANIA, OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO HUMANA E PROFISSIONAL E O PODER DO SONHO OLÍMPICO

“Estágio e o mercado de trabalho
        O mercado de trabalho está cada vez mais exigente em relação à contratação de estudantes estagiários. Se no passado bastava que o candidato tivesse interesse, hoje em dia a maioria das empresas, durante o processo de seleção, opta por aqueles que tenham um mínimo de formação tecnológica, com bom conhecimento na área de informática, além de razoável conhecimento da língua portuguesa.
         A experiência tem mostrado que as empresas estão buscando estudantes interessados no próprio desenvolvimento profissional, que utilizem como principal ferramenta o conhecimento e a infraestrutura proporcionada pelas escolas.
         Se por um lado o mercado de trabalho, hoje, está à procura de jovens criativos e que saibam trabalhar em equipe, por outro lado é necessário que o estudante tenha flexibilidade para enfrentar as várias situações do cotidiano de uma empresa. Nesse sentido, o papel da escola torna-se crucial, já que cabe a ela preparar o aluno para vencer os primeiros desafios de sua futura carreira profissional.
         Com mais de três décadas atendendo milhares de estudantes mineiros com o Programa Estágios, o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG) também está atento a esse cenário. Para isso, dispõe de um quadro de colaboradores de diversas áreas que, através de sessões de informação profissional, buscam preparar os candidatos inscritos para concorrerem a uma vaga de estágio.
         Temos ciência, mais do que nunca, de que o estudante bem preparado é aquele que busca, além dos muros da escola, informação e preparação complementar para vencer os desafios que o mercado impõe. Estatísticas do CIEE/MG indicam que pelo menos 80% dos estagiários almejaram o tão sonhado primeiro emprego após o término da atividade de estágio. E o CIEE/MG está preparado para este novo tempo, em apoio às empresas, estudantes e escolas.
         Mas é sempre bom ressaltar que, ao contratar um estagiário, a empresa poderá estar descobrindo um talento para seu quadro de pessoal. Também deverá ter em mente que está contribuindo para o seu aprendizado e desenvolvimento das competências próprias da sua atividade profissional, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho.”.

(SEBASTIÃO ALVINO COLOMARTE. Superintendente-executivo do CIEE/MG, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 12 de agosto de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Respostas olímpicas
        A beleza da abertura dos jogos Olímpicos Rio 2016 elevou, e muito, a autoestima da sociedade brasileira. A releitura histórica e cultural apresentada no desenrolar da solenidade comprova a existência das sólidas bases que o povo tem para enfrentar, com envergadura, suas labutas diárias e edificar uma realidade nos alicerces da justiça, da solidariedade e da paz. Enxergar e reconhecer as riquezas que definem o Brasil é oportunidade para dar passos decisivos rumo a uma sociedade organizada – na perspectiva social, política e cultural - buscando parâmetros do desenvolvimento integral e na contramão de retrocessos civilizatórios. Nesse sentido, a abertura dos jogos Olímpicos não pode ser esquecida – há sempre esse risco, em razão da chamada “memória curta” que ataca cabeças e centros decisórios – pois é mais que simples fantasia. Trata-se de documento que compromete cada cidadão a apresentar “respostas olímpicas”.
         Essas respostas, para serem alcançadas, exigem muita disciplina e empenhos, concentração e espírito de equipe. Necessitam de um sentido patriótico que ultrapasse a mediocridade do interesse limitado pela busca do dinheiro. Ser “olímpico” está muito além de se almejar conquistas apenas pela vaidade ou de se almejar, mesquinhamente, vitórias desconectadas do bem que é de todo o povo. Construir “respostas olímpicas” é espelhar-se nos atletas que, diante das metas, reconhecem a tarefa exigente da disciplina, esforço e muito trabalho. Uma construção norteada, especialmente, pelo sentido de lealdade e o compromisso de se representar uma nação. Assim, visualiza-se na medalha em disputa o sentido do bem maior, a estima e a alegria, capazes de impulsionar a vida de um povo, a “tocha da honestidade” que deve sempre estar acesa.
         A sociedade precisa, urgentemente, de “respostas olímpicas” para sair de marasmos e “enrolações” gerados, justamente, pela falta de sentido olímpico que possa nortear desempenho, funções e missões. Essa deficiência impede o desenvolvimento almejado. Por isso, os ares olímpicos precisam tocar os rostos de líderes, construtores da sociedade pluralista, dos representantes do povo, formadores de opinião, educadores e tantos outros segmentos. Assim será possível renovar o tecido cultural, tornando-o substrato para superar atrasos sociais vergonhosos na sociedade brasileira. Isso se torna claro quando se avalia os desdobramentos no mundo da política, que tem no horizonte as eleições municipais. Inconsistências e a falta de envergadura nas candidaturas, além da carência de nomes com credibilidade e competência, apontam para a grande distância que existe entre o ponto de partida – a necessidade de mudanças – e a meta a ser alcançada.
         Constata-se, também, a falta de força de líderes regionais para impulsionar o desenvolvimento de infraestruturas, o sentido e o apreço pela própria cultura. É lamentável a tibieza das autoridades políticas que não conseguem defender os interesses dos seus representados e assim alavancar, para além de interesses partidários, o crescimento, a articulação das microrregiões, a partir da vocação de territórios e de suas riquezas históricas, culturais e patrimoniais. Ainda mais séria é a falta de sentido de cidadania que corrói o marco civilizatório, o respeito, os bens e as exigências que preservam a inteireza da dignidade humana.
         No horizonte dos sonhos desenhados durante a abertura das Olimpíadas, sejam tocados os brios dos cidadãos brasileiros para se começar a desenhar novos cenários regionais, tendo como meta a busca por soluções audaciosas e o comprometimento de todos. Essas são as “respostas olímpicas”, capazes de promover avanços na cultura e na civilização.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em junho a ainda estratosférica marca de 470,9% para um período de doze meses; e, em julho, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,74% e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 315,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        


    
 


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A CIDADANIA, A REAL FORÇA DA CONFIANÇA E A TRANSCENDÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE NA SAÚDE

“Confiança e realidade
        A economia brasileira entrou em recessão no segundo trimestre de 2014 e não saiu até agora. Se a projeção para a variação do PIB do segundo trimestre estiver certa (-0,7%), a queda desde o pico terá sido próxima a 8%. A taxa de desemprego subiu quatro pontos percentuais no período. O clima, no entanto, está mudando. As sondagens com a indústria e o consumidor começam a mostrar uma volta importante da confiança, especialmente por conta de expectativas melhores no futuro. Os estoques na economia vêm recuando e os custos de produção estão menos pressionados. A perspectiva de uma política econômica mais estável e eficiente, que leve à queda da inflação e das taxas de juros, reforça a percepção de melhora na economia.
         O otimismo também contagiou o mercado financeiro. O Ibovespa subiu 30% este ano e a taxa de câmbio se valorizou quase 20%. O CDS spread, uma medida de risco-país, caiu pela metade, de 500 para menos de 300. É verdade que parte desse movimento foi global, após a sinalização dos bancos centrais do G-7 (especialmente o Fed) de políticas monetárias ainda mais expansionistas. Mas os ativos brasileiros apresentaram desempenho acima da média dos emergentes, por conta dos fatores domésticos. As contas públicas seguem deficitárias e o grau de alavancagem pública e privada ainda é elevado. Esta melhora da confiança e do ambiente de mercado é fundamental para a retomada da atividade. A confiança desperta o “espírito animal” dos agentes econômicos, que voltam a investir e consumir, fazendo a roda da economia girar. No entanto, a confiança não funciona como instrumento mágico, que, por si só, pode sustentar o crescimento.
         E como estão os fundamentos da economia brasileira? Em boa parte, de fato, melhores do que no passado recente. A taxa de câmbio está mais próxima de seu equilíbrio, o que permitiu o ajuste das contas externas. Os preços administrados se realinharam, e, depois de um período de alta, a inflação começa a recuar. O excesso de oferta gerado pela demanda artificialmente inflada vem sendo corrigido, ainda que com o penoso custo de demissões e fechamento de plantas e pontos comerciais. A política econômica parece mais coesa e mais alinhada com a busca da eficiência. O fundamental ajuste das contas públicas, no entanto, ainda está por vir. Não adianta uma nova equipe de bordo, motor mais potente, ajustes na aerodinâmica se persiste o rombo no casco do navio. O comprometimento da equipe econômica com o ajuste fiscal está claro, mas sabemos que o processo é longo e difícil. O limite para o crescimento dos gastos é importante, mas não basta. São necessárias medidas que tornem factível seu cumprimento. A lista é longa, começando pela reforma da Previdência, desvinculações, e passando por racionalização de gastos em diversas frentes. É preciso também equacionar as finanças de estados e municípios e de algumas empresas estatais.
         Há razões para o otimismo, mas é cedo para relaxar. As contas públicas seguem deficitárias e o grau de alavancagem pública e privada ainda é elevado. É fundamental que as reformas avancem para que a melhora da confiança se sustente e efetivamente impulsione a economia.”.

(CAIO MEGALE. Economista do Itaú Unibanco, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 10 de agosto de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de ARISTIDES JOSÉ VIEIRA CARVALHO, médico, mestre em medicina e especialista em clínica médica e em medicina de família e comunidade, e que merece igualmente integral transcrição:

“Espiritualidade e saúde
        Os avanços advindos das observações e dos estudos realizados em várias partes do mundo têm demonstrado que a visão fragmentada do ser humano já não se sustenta, e precisa ser substituída por um olhar integral, que vê a pessoa como um todo. Isso tem a ver com a dignidade do ser humano e, com certeza, com a sua saúde. E é aqui que surge a necessidade de discutir sobre a importância da espiritualidade na saúde das pessoas.
         A Organização Mundial da Saúde (OMS), atenta a esses avanços, introduziu em 1998, em seu conceito de saúde, a dimensão espiritual. O conceito se ampliou e passou a ser “um estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual, e não meramente a ausência de doença”. No ano de 2002, a OMS, ao divulgar o conceito de cuidados paliativos, novamente destacou a preocupação com a dimensão espiritual.
         A palavra espiritualidade, entretanto, ganhou vários conceitos. Não há um consenso em relação a uma definição única. Muitos a confundem com religião ou religiosidade, que não são sinônimas de espiritualidade, embora possam alimentá-la e fortalece-la. A espiritualidade tem a ver com o “cultivo das coisas do espírito”, com os valores que estão no íntimo, no “interior do interior”, usando uma expressão do cantor mineiro Vander Lee, e que levam a redescobrir e a dar sentido àquilo que acontece no cotidiano da vida. Trata-se de um modo de ver e se posicionar diante das coisas, das pessoas, das questões relacionadas à existência. Cada pessoa, mesmo que não tenha se dado conta, tem a sua espiritualidade, que pode ser mais desenvolvida, mais madura, ou tímida e escondida.
         Lembro- de que em conversa com uma senhora, durante a atividade profissional, percebi quão interessantes e entusiasmadas eram as suas colocações, não obstante os seus problemas de saúde. Perguntei-lhe qual era o segredo para manter o entusiasmo e o bom astral. Ela me respondeu recitando, de forma firme e alegre, um texto de dom Helder Câmara: “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”.
         Escutei aquela senhora me falar sobre a fazia se encontrar com o significado das coisas, a lidar com as doenças e contratempos do cotidiano. Ao ouvi-la, pude constatar o que afirmam alguns estudos e observações dos profissionais de saúde: as pessoas que amam a vida e que, mesmo com os problemas do dia a dia, enfrentam paciente e esperançosamente as dificuldades, apresentam respostas melhores aos tratamentos e/ou conseguem lidar de forma mais tranquila com as doenças e agravos à saúde. Essas pessoas que mantêm uma relação amorosa com a existência e que se deixam conduzir por valores amadurecidos no coração, tais como solidariedade, alteridade, paciência, cuidado, atenção, acolhimento e fé, entre outros, são as que descobriram e desenvolveram a sua espiritualidade.
         Influenciada por diferentes motivações, o interesse pela espiritualidade cresce a cada dia. Nas discussões e nas produções científicas o tema ganha espaço e mobiliza as categorias profissionais. Entre os marcos históricos, podemos citar as pesquisas realizadas na década de 1960 pelos epidemiologistas George Comstock e Kay Partridge, da Universidade John Hopkins. Esses autores publicaram no Journal of Chronic Disease que as pessoas que apresentavam uma alta frequência a serviços religiosos mostravam taxas de mortalidade menores. A partir desse estudo, com recorte voltado para as práticas religiosas e outras dimensões da espiritualidade, surgiram outras pesquisas com enfoques e perspectivas diferentes, destacando a importância da espiritualidade e seus impactos na saúde e na qualidade de vida das pessoas.
         Não obstante as concepções divergentes sobre espiritualidade, é importante dizer que muitos estudos e artigos científicos têm destacado que as pessoas que têm um olhar mais abrangente e profundo em relação à vida e que, por isso, buscam um sentido e significado transcendente para o seu viver, tendem a lutar de forma mais leve com os seus problemas de saúde.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em junho a ainda estratosférica marca de 470,9% para um período de doze meses; e, em julho, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,74% e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 315,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        


    
  

          

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A CIDADANIA, OS DESAFIOS DA COMPETITIVIDADE PROFISSIONAL E EMPRESARIAL E A SUSTENTABILIDADE

“O que querem os recrutadores?
        É recorrente entre profissionais que participaram de seleção a pergunta: por que não foram escolhidos? Para eles, dúvida e, por vezes, frustração, enquanto os vencedores desfrutam da agradável sensação de conquistar a meta. Pois é. Falta feedback ao candidato e ele não sabe qual requisito o afasta do sucesso.
         Dicas de profissionais da área propiciam mais assertividade, garantindo maior competitividade na busca pelo novo emprego. Minha recomendação inicial é que você seja amistoso, simpático e estabeleça um ambiente gentil e agradável. Mostre o seu melhor e prepare-se ao comentar um assunto sobre o qual não se sinta seguro ou confortável. Quer um exemplo? Você não tem resultados em seu currículo que demonstrem tal competência, mas o selecionador pergunta a respeito de sua disciplina em relação ao gerenciamento do tempo, horários e rigor com prazos. Responda que está trabalhando para aprimorar seus entregáveis, gerenciando tempo e qualidade. Mas faça isso indicando exemplos do seu dia a dia.
         O selecionador procura evidências de suas competências, habilidades e atitudes a partir daquilo que você escreveu em seu currículo, já que isso evidencia seus projetos vitrines, resultados anteriores, o seu perfil como profissional e/ou líder de uma equipe. Tenha clareza de suas realizações e construa a narrativa para o selecionador. Contextualize suas ações com o momento da empresa e do mercado e destaque o que pode fazer individualmente ou como articulador para o sucesso de determinada entrega.
Procure captar, por meio das questões e pistas, o que o selecionador apresenta no decorrer da entrevista, o “mapa da vaga” e o perfil do gestor que a solicitou; isso ajudará nos próximos passos do processo. Interaja com o selecionador, demonstre interesse pela vaga e pela empresa. Em caso de vagas de sigilo, busque pistas da empresa nos discursos do selecionador e quando o nome for divulgado, prepare-se, leia a respeito da empresa, conheça o perfil de liderança, a cultura, resultados e prioridades, busque a comunicação dessa empresa com o público e construa um protocolo de comunicação indicando que você conhece o cenário do qual aspira fazer parte. Indique o gostaria de realizar ou agregar caso seja contratado.
         Candidatos ansiosos devem treinar, mesmo diante do espelho. Organize um roteiro do que evidenciar no currículo, aspectos relevantes e diferenciais que trazem maior competitividade. Simule e filme a sua atuação e repertório, retire vícios de linguagem, use corretamente o idioma indicado e prepare-se para conversar fluentemente com diferentes pessoas envolvidas no processo, registre e estude esse roteiro, retire o que for periférico e dê foco no que tenha potencial de gerar o interesse da escuta no selecionador.
         Se necessário, recorra ao auxílio profissional para organizar e simular uma situação de entrevista. Sessões de coaching e/ou mentoring possibilitam performance mais segura, robusta e com mais chance de sucesso. Controle os impulsos, fale pausadamente, escute com atenção as perguntas do selecionador e, quando não entende-lo, peça-o para repetir a questão. Você pode repetir o que entendeu e perguntar no final: “Seria isso mesmo que você gostaria que eu respondesse?”.
Após a entrevista, registre os principais aspectos, questões e momentos da entrevista, sejam positivos ou não. Além disso, você pode pedir um feedback para o selecionador, ainda dentro da sala, mesmo que indireto. Anote as impressões advindas do ambiente, faça um repositório para que você possa refletir, comparar a sua performance e evidenciar o que precisa aprimorar.
         Analise suas emoções, prepare-se para diferentes situações, desde o acolhimento e a satisfação até a falta de feedback e a frustração. O que não vale é ficar inerte e deixar de seguir sua meta.”.

(ANA PAULA ARBACHE, professora dos MBAs em desenvolvimento humano de gestores e em economia e gestão: recursos humanos; DJALMA SCARTEZENI, aluno do MBA executivo em economia e gestão: recursos humanos/FGV e coordenador de recursos humanos do Wal Mart, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 9 de agosto de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de JOÃO CARLOS MARCHESAN, presidente do conselho de administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (Sindimaq), e que merece igualmente integral transcrição:

“Mãos à obra
        Iniciamos o segundo semestre de 2016 com a convicção de que, apesar do atual cenário nada confortável da economia, o Brasil continua sendo um país viável, não apenas pelas suas virtudes geográficas e geológicas, mas porque tem uma base produtiva que o coloca entre as 10 maiores economias do mundo.
         Dentro dessa premissa e com o objetivo de contribuir com a busca da competitividade de toda a base produtiva é que temos que reiterar os nossos esforços junto ao governo federal e onde mais for necessário. A nossa palavra de ordem é sobrevivência. Não podemos mais continuar convivendo com o atual cenário, em que, até junho deste ano, a indústria de bens de capital mecânicos acumula uma brutal redução no seu faturamento, de quase 50%, em relação a 2013. E como vamos planejar o nosso futuro se ainda não vemos uma luz no final do túnel?
         Sabemos que essa queda poderá ser minimizada se as exportações recuperarem o nível anterior (de 2012), o que seria viável se o câmbio permanecesse competitivo. Nossos esforços serão no sentido de atuar, junto ao atual governo, para a implantação de uma agenda emergencial com o objetivo de a indústria brasileira de máquinas e equipamentos reencontrar o caminho do desenvolvimento.
         Não podemos perder de vista que o nosso setor é considerado como segmento estratégico pelo seu papel no processo de expansão e modernização de todos os segmentos produtivos da economia. Assim, qualquer política de desenvolvimento que tenha foco no avanço tecnológico, na inovação, na produtividade e em uma maior competitividade da indústria brasileira precisa, para ter uma chance de sucesso, de um ambiente macroeconômico favorável ao investimento produtivo ou, ao menos, de um entorno que não lhe seja hostil, como tem ocorrido nas últimas décadas.
         Assim, toda a Abimaq trabalhará em consonância de objetivos para obtenção de um câmbio competitivo, inflação baixa, juros civilizados, carga tributária compatível com as nossas possibilidades, assim como a criação de uma política industrial que contemple a criação de financiamentos competitivos, desoneração dos investimentos, conteúdo tecnológico local mínimo e revisão da atual estrutura das alíquotas do imposto de importação, de modo que bens manufaturados sejam menos taxados do que bens intermediários e matérias-primas (alíquotas escalonadas).
         Atuaremos, ainda, na ampliação dos atuais prazos de recolhimento de tributos federais (IPI, PIS, Cofins, INSS, FGTS) e na criação de uma linha de financiamento de capital de giro destinada às pequenas e médias empresas (PMEs). Entendemos que os juros devem girar em torno do IPCA futuro + 3%. Esses financiamentos seriam provenientes da liberação de depósitos compulsórios.
         Proporemos ainda a instituição de um Programa de Recuperação Fiscal – Refis – voltado à regularização e à quitação dos débitos fiscais, que facilitaria, inclusive, a arrecadação por meio da volta dos contribuintes ao recolhimento dos impostos gerados a partir da adesão e poderia dar uma sobrevida às empresas com problemas.
         Por último, trabalharemos a favor de uma moratória para novas obrigações fiscais, uma vez que a combinação do excessivo número de tributos, da carga dessas taxas e da complexidade de respectivas legislações coloca o Brasil como o país que tem o mais oneroso, complicado e inseguro sistema tributário do planeta.
         Precisamos, ainda, da ajuda de todos no sentido de construir alianças produtivas e alinhadas com os interesses da indústria de transformação em geral, como iniciamos com a Fiesp no mês passado, buscando a construção de um arco de alianças junto às outras associações para que possamos atingir os nossos objetivos.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em junho a ainda estratosférica marca de 470,9% para um período de doze meses; e, em junho, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,84% e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 315,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        


    


     

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A CIDADANIA, A INCLUSÃO NA SUSTENTABILIDADE E O CLAMOR PELA GESTÃO DE QUALIDADE NA REPÚBLICA

“Lei Brasileira de Inclusão
        Os 45 milhões de brasileiros que têm algum tipo de impedimento de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, conquistaram em 2 de janeiro de 2015 um valioso instrumento no que diz respeito à acessibilidade, permitindo assim uma melhor interação com o meio físico no qual está inserido, o que se reverte também em prol da sociedade como um todo. Nessa data, entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão, ou simplesmente LBI, sancionada em 6 de julho de 2015, com a Lei 13.146/15.
         Essa lei estabelece uma série de avenças para atender esse contingente populacional e ratifica os compromissos assumidos na convenção da ONU de 2008, relativa aos direitos das pessoas com deficiência. Não obstante esses cidadãos já terem garantia na legislação brasileira antes mesmo da existência da LBI.
         Nesse sentido, vale citar o Decreto federal 5.296, de dezembro de 2004, que disciplinou as regras de construção para a execução de projetos que atendam essa demanda, cujos fundamentos técnicos se encontram normatizados pela NBR-9050 (Norma Brasileira de acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
         Nesse dispositivo legal, vale a pena citar o artigo 10, que determina que “a concepção e a implantação dos projetos arquitetônicos e urbanísticos devem atender aos princípios do desenho universal, tendo como referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a legislação específica e as regras contidas neste decreto”.
         Cumpre esclarecer que o desenho universal tem como objetivo definir produtos e ambientes para serem usados por todos, tendo sete princípios de acessibilidade, que são: princípio igualitário ou do uso equiparável; princípio do adaptável ou do uso flexível; princípio do óbvio ou do uso simples e intuitivo; princípio do conhecido ou da informação de fácil percepção; princípio do seguro ou do tolerante ao erro; princípio do sem esforço ou do baixo esforço físico e o princípio do abrangente ou da divisão e espaço para aproximação e uso.
         Também já era obrigatória a aplicação da acessibilidade em todos os procedimentos e etapas dos projetos, além de determinar que essas exigências sejam seguidas para a concessão ou renovação de alvarás, assim como para concessão de “habite-se”. Isso alguns municípios já tinham anteriormente, como o caso de São Paulo, a maior cidade brasileira, que desde 1993 exige acessibilidade em edificações com fluxo de pessoas, como bancos e locais de reunião.
         Esse conjunto de dispositivos legais reforça a necessidade de criação de um ambiente integralmente acessível. A entrada em vigor da LBI contempla a necessidade de adequação dos ambientes das edificações às exigências das normas técnicas e das legislações sobre acessibilidade, e não mais somente aos edifícios novos e àqueles submetidos à reforma, como previa a legislação até então existente.
         A nova legislação adentra, por exemplo, na questão da acessibilidade na hotelaria, cujos estabelecimentos terão prazo de 24 meses para atender às exigências legais. Além disso, eles terão que disponibilizar mínimo de 10% de seus dormitórios acessíveis, garantindo uma unidade pelo menos, assim como os projetos de edifícios corporativos, de serviços e industriais, cujos projetos terão como elemento primordial que as pessoas com deficiência tenham direito ao trabalho livre, em ambiente acessível e incluso.
         O mesmo diploma legal também aborda a questão das calçadas, notoriamente barreiras urbanas à acessibilidade em locais públicos. Entretanto, especialistas apontam que a grande mudança é cultural, começando pela concepção e projeto dos espaços urbanos, assim como a conscientização das novas gerações para a compreensão sobre a importância dessas questões.”.

(FRANCISCO MAIA NETO, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 3 de julho de 2016, caderno LUGAR CERTO CLASSIFICADOS, coluna MERCADO IMOBILIÁRIO, página 2).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 8 de agosto de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de SEBASTIÃO VENTURA PEREIRA DA PAIXÃO JR., advogado, e que merece igualmente integral transcrição:

“Chicana federativa
        A federação brasileira virou uma grande mentira. A insuportável concentração arrecadatória nas mãos de ferro do poder central colocou os estados e os municípios nos currais e nas senzalas, reservando a casa-grande para a majestade presidencial e seus amigos de ocasião. Ora, algo deve estar muito mal no Brasil, pois, se estivesse bem e saudável, o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, por exemplo, não estariam na atual situação pré-falimentar. Dia após dia, o quadro vai se agravando e as casas do Congresso Nacional se mostram absolutamente inertes e silentes frente à gritante injustiça federativa que vigora neste país. Até quando, portanto, o dever da palavra ficará calado na consciência daqueles que têm a obrigação de falar?
         Enquanto as respostas não chegam, a grave crise fiscal brasileira revela mais um sintoma da corrente chicana federativa. Se a União não fosse tão rica, larga e arrogante, teria tido mais responsabilidade na administração do dinheiro do povo. É sabido e ressabido que a verdadeira federação se ergue, especialmente, na força dos municípios, perto dos olhos do cidadão, com melhores e mais ágeis mecanismos de controle. Como está não dá mais para ficar. As distorções são cada vez mais acintosas e evidentes realçando que a concentração de poder em Brasília apenas serviu para o apequenamento das estruturas estaduais e municipais, em prol de uma máquina federal obesa, lerda e incompetente.
         Sem cortinas, jamais conseguiremos eficiência administrativa com um modelo injusto e desequilibrado de repartição federativa. A hipertrofia política e fiscal do Planalto é, aliás, uma das principais causas deste profano e corrupto presidencialismo de coalizão que vigora no país. Em completo abandono ao espírito público superior, empregos públicos e cargos de confiança viraram uma fútil moeda de troca para o apoio político venal e arrecadação do dízimo partidário, entre outros graúdos favores nebulosos. Quando se deveria olhar para as inadiáveis necessidades individuais, coletivas e sociais da Nação, nossos políticos apenas estão preocupados em manter estruturas parasitárias de perpetuação do descrédito institucionalizado.
         Definitivamente, o Brasil não pode mais seguir capitaneado pelo amadorismo na gestão pública. As complexidades do mundo moderno não mais aceitam anacrônicos governos simplórios. A inovação tecnológica e econômica proporcionou à humanidade a possibilidade de fazer mais com muito menos. Aa vida contemporânea exige uma política produtiva, meritocrática e competente. Paradoxalmente, a máquina política brasileira vai na contramão da história: cresce quantitativamente, mas é qualitativamente decadente.
         Enquanto isso, os custos públicos explodem exponencialmente sem uma base proporcional de receitas, associado a um ambiente desfavorável aos negócios e ao crescimento econômico duradouro. Logo, nosso problema é essencialmente estrutural, não se resolvendo com reformas de reboco.
         Em outras palavras, o sistema político-administrativo brasileiro ainda cava raízes no patrimonialismo estatal parasitário, que explora os bens públicos sem desenvolvê-los. De tempos em tempos, mudamos as peças do jogo sem alterar o resultado do processo. No final, é um inocente chamado povo que sempre paga a conta dos desatinos da política. A consequência é conhecida: recessão, desemprego e inflação.
         Por tudo, ainda somos vítimas de um neocolonialismo exploratório que usurpa as riquezas dos cidadãos para a manutenção de majestáticos privilégios na metrópole do poder. Na verdade, a democracia no Brasil é muito mais uma ideia abstrata do que uma prática eficaz. Não raro, o voto não passa de uma forma oficial de escolha de corruptos e serviçais da imoralidade; usa-se a soberania popular para fraudá-la por vias transversas. Depois, invocam as prerrogativas do mandato para blindar a impunidade no coração da República. E, assim, entre abusos e ilicitudes, a federação brasileira vai sendo aniquilada por um sistema caótico de poder que manipula as regras da democracia para fins ilegítimos, tornando o povo um fantoche nas mãos arbitrárias dos donos do poder. Seria engraçado se não fosse triste. Até quando?”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em junho a ainda estratosférica marca de 470,9% para um período de doze meses; e, em junho, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,84% e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 315,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...