quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A FORÇA DA VISÃO ESTRATÉGICA E A BUSCA DA PAZ NA SUSTENTABILIDADE

“A economia nas cidades mineradoras
        A economia da maioria das cidades mineradoras de Minas Gerais se mostra frágil e dependente da atividade de extração do minério e, em momentos de crise, com queda na arrecadação ou diante de problemas ambientais que impactam na interrupção da extração do recurso mineral, é que fica mais evidente como essa dependência é nociva, pois afeta drasticamente a manutenção dos serviços e a oferta de empregos dessas cidades. Diante disso, o ideal é que os administradores públicos fujam do lugar-comum e invistam no empreendedorismo e na inovação como forma de fomentar e, principalmente, diversificar as economias das cidades.
         Outro fator preocupante que reforça a necessidade da diversificação é que, devido à trajetória histórica de exploração e a continuidade intensa da atividade, muitas jazidas localizadas em Minas Gerais já estão próximas da sua escassez. Por isso, é necessário preparar as cidades mineradoras e criar alternativas econômicas e de desenvolvimento regional, inclusive com a criação de leis que fomentem a diversificação econômica nessas cidades, a fim de fortalecer a administração local por meio do apoio ao planejamento e do incentivo ao desenvolvimento urbanístico das cidades. Um importante passo nesse sentido foi dado em busca de soluções para este impasse em agosto do ano passado, com a aprovação do Projeto de Lei 616/15, que dispõe sobre a política estadual de diversificação produtiva dos municípios mineradores.
         Hoje, 474 municípios de Minas são considerados mineradores e alguns deles sobrevivem quase que somente com os recursos oriundos da mineração. A exploração de recursos não renováveis nesses territórios traz impacto direto nas comunidades produtoras, tanto nos momentos de abundância quanto nos períodos de crise. Contudo, não é admissível que o ciclo da economia de uma cidade fique dependente de um único segmento produtivo. Por isso, o estímulo ao planejamento de novas formas de produção é essencial para que, no futuro, esses municípios tenham outras fontes de geração de emprego e renda. Atualmente, Minas Gerais continua sendo uma das principais fontes de produção de minério do país, representando ainda mais de 50% da produção de todo o território nacional. Isso, no entanto, traz preocupações quanto à sustentabilidade ambiental e à diversificação das economias locais, tendo em vista que o minério é um recurso natural não renovável.
         Um exemplo de cidade mineradora que tem buscado a diversificação da economia é Nova Lima, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os recursos do município são majoritariamente dependentes da atividade e o Tribunal de Contas do Estado solicitou recentemente, ao município, que ele apresente planos que reduzam os impactos ambientais gerados pela mineração e que diversifiquem as atividades econômicas na cidade. Uma experiência que tem mostrado resultados é a implantação de novos empreendimentos nas áreas de prestação de serviço, comércio e outras atividades industriais. Nesse sentido, a cidade receberá um grande projeto de desenvolvimento urbanístico que será implantado pela CSul Desenvolvimento Urbano. Ele deverá transformar-se numa fundamental alternativa para a solução da diversificação das atividades econômicas da cidade e da região (Itabirito, Moeda, Brumadinho e Belo Vale), cidades que ainda têm forte dependência da atividade de mineração. O projeto prevê um extenso leque de possibilidades de habitações e negócios para os próximos 50 anos.
         Com isso, a região reunirá núcleos com uso misto dos espaços públicos, fomentando o desenvolvimento econômico, ambiental, social, cultural e urbanístico, atraindo novos empreendimentos e gerando alternativas de moradia, trabalho e lazer de alta qualidade para todas as classes sociais. Esta é uma solução que deve ser vista como exemplo para as cidades mineradoras.”.

(WALDIR SALVADOR. Superintendente da CSul Desenvolvimento Urbano, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 8 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 6 de janeiro de 2017, mesmo caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Uma política para a paz
        O papa Francisco, na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, convoca todos à adoção de uma política para a paz: a não violência. Esse estilo precisa ser adotado por todos os cidadãos, um compromisso especial a ser assumido principalmente pelos responsáveis por comunidades religiosas, segmentos diversos da sociedade civil, chefes de governos e parlamentares, que têm o dever de ser não violentos. Isso significa não manipular parlamentos e outras instâncias do poder para aprovar medidas que, aparentemente, são avanços, mas na verdade representam mais peso nos ombros dos pobres e indefesos. Assim, uma política para a paz é a contramão do que se verifica no âmbito das disputas partidárias, das oligarquias e na egoísta busca pela manutenção de privilégios, dos “foros especiais” que facilitam as contravenções.
         Não podem ser permitidas as “violências do colarinho branco” que buscam atender, por exemplo, às hegemonias pretendidas pelo capital financeiro. Isso inclui condenar e combater qualquer negociação tácita de soberanias, a perda de controle sobre riquezas que deveriam ser administradas para o bem do povo. Se essa direção não for seguida, prevalecem as estratégias pra acobertar privilégios, que se desdobram no crescimento da exclusão, na “vista grossa” para processos de corrupção que corroem o erário e os direitos sociais da população. Uma política para a paz, diz o papa Francisco, é um estilo de viver que se assenta no princípio ético moral da intocável sacralidade da pessoa humana, imagem e semelhança de Deus. Quando não se respeita a dignidade mais profunda de toda pessoa, desconsidera-se o princípio da não violência. E as consequências são sempre nefastas: o caos social e político que emoldura nações, gera a predisposição para confrontos, guerras, roubos, autoritarismos, déficit moral que compromete governos.
         Por isso, faz a diferença quando o povo se reveste do tecido de uma cidadania que se alicerça no estilo da política pela paz. Essa conduta deve se manifestar, particularmente, nos diferentes modos de reivindicar e, especialmente, na hora do voto – caminho democrático para se evitarem transtornos políticos que conduzem a sociedade às muitas formas de violência. Não se pode, portanto, comprometer a paz com imposições políticas, com a perda do sentido da ética, com soluções que ignoram uma série de aspectos intocáveis nos procedimentos e nas decisões. Principalmente, não se combate a violência quando governos ou a participação cidadã na política ignora a urgente necessidade de enfrentar os cenários de degradação humana que revelam uma situação de guerra no país. Afinal, as estatísticas de degradação e de mortes no Brasil superam os números de muitas guerras mundo afora.
         A paz é a única e verdadeira linha do progresso humano, diz o papa Francisco, e não as tensões de racionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras de uma falsa ordem civil. A não violência exige valores humanísticos e religiosos do amor, da verdade, da justiça e da razão. Quando se percebe a carência desses valores, não identificadas as causas dos graves problemas sociais – desmandos, ganâncias, mesquinhez e a inteligência totalmente investida para se alcançar simplesmente vantagens pessoais.
         O papa Francisco deseja que sejam a caridade e a não violência a nortear o tratamento recíproco – nas relações pessoais, sociais e internacionais. É hora de debelar todo tipo de vingança para frear a escalada de descalabros, que incluem guerras devastadoras, os muito conflitos que vão se prolongando neste terceiro milênio. O papa Francisco chama a atenção a respeito da violência que se revela de modo diverso, em diferentes contextos – nos presídios, terrorismos, criminalidade, ataques armados, abusos sobre migrantes, devastação ambiental e tráfico humano. É urgente uma compreensão lúcida sobre o conjunto desses cenários. E as mudanças necessárias não serão alcançadas com revides e vinganças, mas a partir dos entendimentos e do altruísmo. Os líderes mundiais, governamentais, religiosos e políticos estão desafiados a mensurar, sabiamente, suas propostas, o sentido de suas posturas e atitudes, emoldurados pelo mais qualificado sentido humanístico e dialogal. Assim, evita-se a crueldade no sistema prisional, o recrudescimento do ódio, das revoltas e das vinganças. Devem ser prioridades: a seriedade no cumprimento das responsabilidades, a transparência no desempenho de funções e a obediência ao princípio fraterno-solidário de considerar a importância do “outro”. Mais poderosa que a violência é a não violência, estilo efetivo e revolucionário de uma política para a paz.”.
Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e também em novembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 






segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A RIQUEZA DO DOMÍNIO DE NOVAS LÍNGUAS E OS DESAFIOS DA POLÍTICA NA SUSTENTABILIDADE

“A língua estrangeira
        Em 2016, o Brasil vivenciou um trágico cenário de crise econômica. Altas taxas de desemprego se alastraram por todo o país e elevaram-se ao longo dos últimos 12 meses. Porém, junto com tamanha adversidade, surgiu também a necessidade de novos investimentos profissionais. A busca pela inovação e por um diferencial se intensificou, transformando-se em impulso para as mais variadas profissões. Os brasileiros iniciaram o ano de 2017 com a missão de se reinventar profissionalmente e se qualificar.
         O domínio de outras línguas é uma questão de sobrevivência para a conquista de melhores cargos no mercado de trabalho. Diante da intensa concorrência existente, é necessário apresentar qualificações extensivas, e a compreensão de outros idiomas é um requisito fundamental do novo profissional.
         A língua espanhola está presente por toda a América do Sul, Central e também na Espanha. É ainda ensinada nos Estados Unidos, local em que várias palavras sofreram adaptação do espanhol. Pelo mundo, mais de 500 milhões de pessoas comunicam-se em espanhol, fato que torna a necessidade de aprendizado e domínio da língua hispânica algo crucial na busca pelo crescimento e desenvolvimento na carreira profissional.
         Na realidade, o espanhol é considerado o terceiro idioma mais falado no mundo. O inglês sustenta o primeiro lugar, seguido do mandarim, falado na China, que permanece em segundo lugar devido à quantidade de habitantes desse país. O espanhol se destaca no mundo comercial, principalmente na comunidade europeia, onde, junto com o inglês, é a língua mais utilizada. O idioma também tem alcançado um número considerável de internautas, sendo atualmente a terceira língua mais utilizada na internet.
         No Brasil, a proximidade com as fronteiras de países hispanofalantes e o aumento das relações comerciais, impulsionadas pelo Mercosul, levaram o governo brasileiro a introduzir a língua espanhola como oferta obrigatória nas escolas, através da Lei 11.161, de 5 de agosto de 2005.
         Considera a segunda língua mais utilizada na comunicação internacional, e o terceiro idioma oficial no campo da política internacional, da economia e da cultura, a língua espanhola não de para de evoluir. O Instituto Cervantes BH oferece o exame Dele (Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira), uma certificação de proficiência da língua espanhola. A comprovação do nível do idioma é um fator de excelência no currículo do profissional e abre portas para o estudo em países de língua espanhola e a conquista de vagas de trabalho em grandes instituições, sendo imprescindível em setores como comércio exterior, relações internacionais, negócios e outros.
         De acordo com dados da Pesquisa Salarial do Catho Online, os profissionais que têm fluência em inglês e espanhol recebem, em média, salários 68% acima daqueles que não têm domínio algum de nenhuma das duas línguas.
         A motivação do estudo da língua espanhola no ensino fundamental e médio das escolas brasileiras é imprescindível para o alcance de melhores taxas salariais das novas gerações de profissionais. Porém, nunca é tarde para buscar o domínio de novas línguas, e mesmo com as dificuldades existentes no processo de aprendizado trata-se de uma experiência positiva, capaz de gerar diversos benefícios.”.

(LUIS JAVIER RUIZ SIERRA. Diretor do Instituto Cervantes BH, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 7 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de SEBASTIÃO VENTURA PEREIRA DA PAIXÃO JR., advogado, e que merece igualmente integral transcrição:

“O caminho é a boa política
        Um dos temas mais desafiadores da civilização contemporânea diz respeito ao justo equilíbrio entre a liberdade econômica e a liberdade política. A efetiva compreensão das relações travadas entre o capitalismo e a democracia é absolutamente fundamental para entendermos o nosso papel humano em um mundo de ritmo frenético, marcado pela pressa de viver, pela incessante busca do efêmero e por intensos prazeres pueris. Se tudo parece vazio, nada melhor do que lançar luzes sobre a inteligência de Hannah Arendt no sentido de que “apenas o bem tem profundidade e pode ser radical”.
         Sim, é pela elevação das virtudes da bondade (fazer o bem e ser bom), pela consciência de si e pela preocupação com o outro que voltaremos a dar consistência moral à passagem pela existência. Sem cortinas, as complexas dificuldades do presente voltam a semear mundo afora um discurso político de fechamento nacionalista, que jamais deu certo na história da humanidade. Nessa toada, a estrutura geopolítica mundial passa por um profundo processo de reestruturação sistêmica, modificando o papel hegemônico americano frente às incertezas do bloco europeu e à crescente influência econômica da China.
         Aliás, com a queda do muro de Berlim, muitas das estáticas estruturas do pós-guerra também acabaram por ruir. Durante praticamente 20 anos, vivemos uma época áurea de liberalismo e globalização, com expressivo crescimento econômico e redução da pobreza extrema. Todavia, nenhum sistema é perfeito. A crise de 2008, em sua essência, marcou a sobreposição do mercado sobre o poder soberano dos estados, inaugurando uma era de empresas grandes demais para quebrar. Ora, se as empresas não podem quebrar, é sinal de que o capitalismo deixou de ser liberal. Eis o atual paradoxo do mercado.
         O fato é que estamos diante de um importante hiato institucional. As atuais estruturas do Estado ficaram anacrônicas frente à pujante força dos agentes econômicos e, principalmente, financeiros. A questão não é de simplesmente mais regulamentação ou controle, mas de maior inteligência e eficiência na ponderação dos interesses em jogo. Entre o capitalismo e a democracia, temos que resgatar o firme e seguro caminho da boa política. Afinal, se a má política enterra, só a política bem exercida é capaz de salvar.
         Na rota evolutiva da humanidade, os descaminhos, as insuficiências e os escândalos dos atuais sistemas políticos, antes de descrença, devem trazer a convicção de que é possível elevar a vida pública para melhores níveis de decência e moralidade. Não custa lembrar que é na escuridão da noite que o sol joga seus primeiros raios de luz. A face sombria do poder é apenas um dos lados da moeda democrática que encontra nas múltiplas qualidades dos seus bons cidadãos sua grande possibilidade de aperfeiçoamento humano, político, econômico e social.
         É através do progressivo e engajamento e da participação efetiva dos cidadãos nos destinos de seu país que a democracia surge como fenômeno político integrador e capaz de gerar mudanças reais em nossas vidas. Temos que compreender que o objetivo da corrupção é afastar-nos da política. No entanto, a democracia faz do cidadão um político em sua essência, tornando a participação na vida pública um dever da cidadania. Portanto, enquanto menosprezarmos a dimensão política de nosso espírito, a democracia seguirá sendo praticada de forma primária.
         Até quando terceirizaremos nossa inarredável responsabilidade política?”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e também em novembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 





          

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A LUZ DO ENSINO A DISTÂNCIA E O PODER DO JORNALISMO ÉTICO E DE QUALIDADE

“A evolução da educação a distância
        O mundo passa por profundas transformações. Na Pré-história, o homem buscou se comunicar por meio de desenhos feitos nas paredes das cavernas (pinturas rupestres). Trocavam mensagens, passavam ideias e transmitiam desejos e necessidades. Os sumérios cunhavam a escrita em placas de barro. Muito do que sabemos atualmente sobre este período da história devemos às placas de barro. Em seguida, surgiu o pergaminho e depois o livro. O fato comum entre esses períodos da história e os dias atuais pode ser comparado com a educação presencial e a distância. A conectividade, a universalização do conhecimento e a portabilidade da informação mudaram nossa forma de comunicar, pensar e agir.
         Estamos em meio a mais uma quebra de paradigma. O ensino a distância (EAD) está sendo levado a todos, democratizando o acesso à informação e à educação. Quarenta anos atrás, as pesquisas eram feitas por meio de enciclopédias e os livros eram muito caros. Um primeiro modelo de curso a distância já existia, através de revistas periódicas, a exemplo do curso de corte e costura, que, após conclusão, os alunos recebiam certificados técnicos. Eram, portanto, cursos a distância, com recursos da época, principiando a evolução do ensino. Caminho este sem volta, segundo minhas convicções.
         A EAD também é importante socialmente, pois democratiza a informação, independentemente do poder aquisitivo. Universidades de todo o mundo disponibilizam cursos gratuitos na rede. O mundo inteiro está indo nessa conexão, ou melhor, já foi. Essa leitura, por exemplo, você pode acessá-la do seu celular, tablete, relógio etc. E é assim que a educação vai chegar até sua casa, no simples toque de um cursor.
         A educação a distância sempre teve tíquete médio mais baixo do que a presencial e volta a ser opção neste momento em que a crise afetou a renda, e as condições do Fies para os alunos se deteriorara. Em 2017, o Brasil deve chegar perto dos 2 milhões no ensino a distância.
         Na Faculdade Unimed, por exemplo, pelo fato de sermos uma instituição de ensino do Sistema Unimed, atuamos em todo o Brasil a fim de capacitar dirigentes e cooperados das 350 Unimeds espalhadas pelo país. Quanto menor a unidade e mais distante, maior a dificuldade em formar turmas presenciais. Por isso, temos no EAD um aliado. Por meio do ensino a distância, capacitamos dirigentes, médicos cooperados e colaboradores. E para tornar o ensino mais atrativo, criamos um núcleo de tecnologia na instituição, cuja missão é tornar os cursos virtuais mais dinâmicos e interativos. Games e simuladores estão em fase de testes em nossa plataforma.
         Recentemente, o Ministério da Educação chancelou o funcionamento da Faculdade Unimed e nossa expectativa é oferecer cursos de graduação e pós-graduação tanto na modalidade presencial quanto por meio do ensino a distância, ao mercado e a todo o Sistema Unimed.”.

(JOÃO BATISTA CAETANO. Presidente da Faculdade Unimed, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 5 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 2 de janeiro de 2017, mesmo caderno e página, de autoria de CARLOS ALBERTO DI FRANCO, jornalista, e que merece igualmente integral transcrição:

“A pegada do jornalismo
        As virtudes e as fraquezas dos jornais não são recatadas. Registram-nas fielmente os sensíveis radares da opinião pública. Precisamos, por isso, derrubar inúmeros mitos que conspiram contra a credibilidade dos jornais.
         Um deles, talvez o mais resistente, é o dogma da objetividade absoluta. Transmite, num pomposo tom de verdade, a falsa certeza da neutralidade jornalística. Só que essa separação radical entre fatos e interpretações simplesmente não existe. É uma bobagem.
         Jornalismo não é ciência exata e jornalistas não são autômatos. Além disso, não se faz bom jornalismo sem emoção. A frieza é anti-humana e, portanto, antijornalística. A neutralidade é uma mentira, mas a isenção é uma meta a ser perseguida. Todos os dias. A imprensa honesta e desengajada tem um compromisso com a verdade. E é isso que conta.
         Mas a busca da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, a falta de rigor e o excesso de declarações entre aspas.
         O jornalista engajado é sempre um mau repórter. Militância e jornalismo não combinam. Trata-se de uma mescla, talvez compreensível e legítimo nos anos sombrios do autoritarismo, mas que, agora, tem a marca do atraso e o vestígio do fundamentalismo sectário.
         O militante não sabe que o importante é saber escutar. Esquece, ofuscado pela arrogância ideológica ou pela névoa do partidarismo, que as respostas são sempre mais importantes que as perguntas. A grande surpresa no jornalismo é descobrir que quase nunca uma história corresponde àquilo que imaginávamos.
         O bom repórter é um curioso essencial, um profissional que é pago para se surpreender. Pode haver algo mais fascinante? O jornalista ético esquadrinha a realidade, o profissional preconceituoso constrói a história.
         Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Trata-se de um esforço de isenção mínimo e incontornável. Mas alguns desvios transformam um princípio irretocável num jogo de cena. A apuração de faz-de-conta representa uma das maiores agressões à ética informativa.
         Matérias previamente decididas em bolsões engajados buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é sincera, não se apoia na busca da verdade. É um artifício. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: a repercussão seletiva. O pluralismo de fachada convoca, então, pretensos especialistas para declararem o que o repórter quer ouvir. Personalidades entrevistadas avalizam a “seriedade” da reportagem. Mata-se o jornalismo. Cria-se a ideologia.
         É necessário cobrir os fatos com uma perspectiva mais profunda. Convém fugir das armadilhas do politicamente correto e do contrabando opinativo semeado pelos arautos das ideologias.
         Boa parte do noticiário de política, por exemplo, não tem informação. Está dominado pela fofoca e pelo declaratório. Não tem o menor interesse para os leitores.
         A precipitação e a falta de rigor são outros vírus que ameaçam a qualidade da informação. A manchete de impacto, oposta ao fato ou fora do contexto da matéria, transmite ao leitor a sensação de fraude.
         O leitor que precisamos conquistar não que o que pode conseguir na internet. Ele quer algo mais. Quer o texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões. Conquistar leitores é um desafio formidável. Reclama realismo, ética e qualidade.
         A autocrítica, justa e necessária, deve ser acompanhada por um firme propósito de transparência e de retificação dos nossos equívocos. Uma imprensa ética sabe reconhecer seus erros. Admitir a prática de atitudes de prejulgamento, preconceitos informativos ou leviandade noticiosa exige coragem ética. Mas é isso que reforça a credibilidade e a marca.
         A pegada do jornalismo não admite comportamento burocrático. Nossa profissão enfrenta desafios, dificuldades e riscos sem fim. Só um sério investimento na qualidade do conteúdo garantirá a fidelidade dos consumidores. Precisamos mostrar que o jornal continua sendo útil, importante, um aliado na aventura da vida.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e também em novembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 



 


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL E OS DESAFIOS DO ENSINO MÉDIO E DA ALIMENTAÇÃO NA SUSTENTABILIDADE

“Evolução do ensino médio
        Diante das diversas discussões acerca da reforma do ensino médio, destaca-se o formato obsoleto que sustenta esse nível da educação, principalmente nas escolas públicas brasileiras. Na opinião do diretor institucional do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), professor Antônio Vieira Paiva Neto, o modelo atual foi estruturado de forma fabril, pois proporciona a fragmentação do conhecimento.
         Para Paiva Neto, o pensamento de organização da escola é antiquado e avesso ao pensamento crítico e ao desenvolvimento do jovem. De fato, a realidade identificada nas salas de aula comprova que o professor assume a responsabilidade sobre uma disciplina e precisa trabalhar com conteúdo e horário predeterminados pela instituição de ensino. Sem flexibilização, o docente é desafiado a usar sua criatividade para fazer o estudante compreender o que está sendo ensinado, independentemente da aplicação prática do conteúdo em seu dia a dia. Em muitos casos, o professor está despreparado para desenvolver e estimular o pensamento crítico do aluno.
         Devemos ter consciência de que a qualidade do ensino dos nossos jovens é uma responsabilidade da sociedade como um todo e depende de investimentos na preparação adequada de professores. Portanto, as discussões para uma reformulação que atenda às demandas atuais devem envolver diretores e gestores de escolas, educadores, estudantes, familiares, bem como representantes de instituições e organizações contratantes desses futuros talentos como profissionais no mercado de trabalho.
         Quanto às deficiências percebidas no modelo atual, essas são consequência da falta de uma política pública séria voltada para a educação e que deveria contemplar investimentos na melhoria da estrutura das escolas, na qualificação e formação dos professores, nos recursos tecnológicos, bem como ações que permitam a discussão, a interatividade e o estímulo do pensamento crítico no ambiente escolar e para fora dele.
         O Consed vem discutindo, desde 2013, mudanças na educação que tem como ponto alto a flexibilização do currículo no ensino médio, para que as escolas tenham uma carga horária mais flexível, com a valorização da prática como complemento da teoria.
         A promoção e o estímulo de atividades práticas farão com que o jovem seja desafiado a pensar diferente e coloque em prática seus conhecimentos para resolver questões reais, relacionadas ao seu dia a dia ou da sua comunidade. Da busca de soluções para os problemas do cotidiano, poderão surgir ideias e ações empreendedoras que possibilitarão que o estudante se transforme em protagonista de seu próprio sucesso.
         O sucesso do aluno que deixa para trás o papel de coadjuvante do saber para assumir o de protagonista do fazer, consolidará o êxito dessa mudança no nível médio do ensino. A mesma passará ainda por muitas discussões e adaptações antes de ser sancionada, mas a sociedade precisa acompanhar e participar desse processo visando garantir que, por meio da nova proposta, a educação brasileira evolua para um patamar melhor, acompanhando o movimento que ocorre em outros países.”.

(ALEXANDRE CÉZAR DE OLIVEIRA MELO. Professor, administrador e mestre em educação tecnológica e supervisor de comunicação do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 4 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de RONALDO MOTA, reitor da Universidade Estácio de Sá, e que merece igualmente integral transcrição:

O futuro da alimentação
        No início do século passado, as ocupações rurais eram responsáveis por algo da ordem de 90% dos empregos e, hoje, respondem por menos de 5%. Mesmo assim, a cadeia que envolve produção, armazenagem, transformação, transporte e consumo de alimentos tem crescido sistematicamente e é um dos setores econômicos que permanecerão crescendo nos cenários futuros. O ciclo completo, desde a produção ao consumo, responde por, no mínimo, 6% do PIB global e representa, para uma cidadão de classe média, em torno de 15% das despesas diárias.
         Peter Diamandis, visionário e fundador da Singulary University (https://su.org/), tem apresentado interessantes discussões acerca do tema alimentos no futuro. Segundo Diamandis, atualmente, para alimentar os mais de sete bilhões de habitantes do planeta, cuidamos de mais de 60 bilhões de animais, os quais ocupam mais de um terço do território, consomem 8% da água disponível e são responsáveis por 18% dos gases do efeito estufa. A empresa Modern Meadow (http://www.modernmeadow.com/) já produz, em laboratórios, carnes bovinas, de suínos e de frangos, bem como couros, via sofisticadas engenharias de alimentos e impressoras 3D. Tais inovações podem contribuir com a diminuição de danos ambientais, sendo que, com essas tecnologias, usaremos 99% menos água, 45% menos energia e poderemos reduzir os efeitos nocivos de gases na ordem de 96%. Não é claro onde estas inovações nos conduzirão, mas melhor entende-las bem até mesmo para evitarmos exageros.
         Os alimentos em seu prato, por incrível que pareça, percorreram algumas centenas, às vezes, milhares de quilômetros a partir de onde foram produzidos, fazendo com que mais da metade do custo final de varejo decorra de transporte, armazenagem e demais cuidados decorrentes. Portanto, soluções que viabilizem aproximar os centros produtores e consumidores podem significar grandes ganhos, em custos e em qualidade. A solução passa, também, por fazendas verticais, onde cada andar ou setor seja dedicado a um tipo diferente de alimento, todos controlados por inteligência artificial regulando as necessidades de luz, água e demais nutrientes. Ambientes monitorados e limpos podem dispensar pesticidas e herbicidas, além de estarem imunes às intempéries climáticas e produzindo com muito mais eficiência. Tal conceito já contou com investimentos de mais de US$ 1 bilhão, em 2015, e há projetos em curso com previsão de investimentos de mais de US$ 6 bilhões para os próximos anos. É possível explorar a permacultura nas fazendas verticais, ou seja, um sistema de justaposição de plantas complementares para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza.
         Hoje, como regra geral, todos comemos de tudo, a partir do que está disponível e daquilo que nos apetece. Um novo ingrediente estará cada vez mais presente: o que efetivamente necessitamos, individualmente e a cada momento. É a chamada alimentação personalizada e customizada. Biosensores, a partir da genética específica e das peculiaridades de cada um, aconselharão os ingredientes mais indicados e os melhores horários de ingestão dos mesmos. Obviamente, espera-se, resguardando os legítimos prazeres de podermos preparar e degustar o que mais gostamos e na hora que melhor nos agrada.
         Por fim, do ponto de vista da entrega de alimentos em sua porta, além das incríveis facilidades já existentes (quase todos os supermercados e restaurantes já têm disponível, via internet, esta opção, incluindo até drones de entrega), acredito que teremos, em breve, algo ainda mais revolucionário. Cada família, ao fazer sua alimentação doméstica, em caso de excedentes (pequenas porções), poderá colocar, via aplicativos de compartilhamento, à disposição de seus vizinhos pratos saudáveis e diversificados a custos muito acessíveis.
         A escola contemporânea, neste novo cenário, terá de lidar com temas que vão desde alimentação saudável e obesidade às discussões envolvendo a adoção de tecnologias inovadoras, sustentabilidade, economia doméstica, hábitos e costumes que marcarão os próximos tempos.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e também em novembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...