sexta-feira, 17 de junho de 2016

A CIDADANIA, OS GRANDES DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE E A FORÇA DO DIÁLOGO COM COMPROMISSO

“Tríade social, econômica e ambiental
        Há aproximadamente 54 anos, com a publicação do livro Silent Spring (Primavera Silenciosa), da bióloga Rachel Carson, teve início a compreensão de que os danos ambientais, responsáveis por silenciar o canto dos pássaros, estavam diretamente ligados à ação humana na modificação do ambiente em benefício próprio. Meio século depois, mesmo com todo o impacto que a publicação teve e ainda tem nas discussões ambientais, percebemos nitidamente os grandes desafios que precisam ser vencidos em busca de um modo de vida sustentável.
         A visão de que o ser humano detém um poder supremo em relação ao meio natural contribui, significativamente, para que a degradação se mantenha em níveis alarmantes. Um primeiro obstáculo a um modo de vida menos impactante está na construção de uma forma de vida que entenda o homem como mais um integrante da natureza, que desempenha papéis complexos, assim como as outras espécies que habitam o planeta. A visão egocêntrica de que somos seres mais evoluídos e, portanto, temos a “permissão” para retirar tudo, que precisamos do meio natural para nos satisfazer, está nos levando a uma realidade preocupante e que compromete diretamente a manutenção da nossa espécie.
         Atualmente, a sociedade vive um período de transformações oriundas do esgotamento do modelo de desenvolvimento economicista que visa especialmente os aspectos econômicos, em vez da tríade social, econômica e ambiental, tal como preconiza o desenvolvimento sustentável.
         O termo sustentabilidade apresenta a capacidade de se sustentar, ou seja, de se manter ao longo do tempo, já que uma atividade sustentável se caracteriza por ser mantida infinitamente. Em outras palavras, a exploração de um recurso natural de maneira sustentável possibilita o seu uso indefinidamente, não se esgotando nunca.
         Algumas décadas atrás, grande parte dos economistas não apresentava uma preocupação com o meio ambiente e a utilização dos recursos naturais de forma sustentável, pois se acreditava que o progresso tecnológico poderia deter os danos ambientais. Porém, com o agravamento dos fenômenos naturais, como tornados e furacões, surgiu a consciência de que os problemas ambientais atingiram um determinado grau de tensão que representavam um verdadeiro risco à sobrevivência da humanidade, caso não fossem tomadas atitudes imediatas.”.

(ANDRÉ MACIEL PELANDA, tutor central dos cursos da área ambiental do Centro Universitário Internacional Uninter; AUGUSTO LIMA DA SILVEIRA, coordenador de pós-graduação na área ambiental do Centro Universitário Internacional Uninter, e RODRIGO BERTÉ, diretor da Escola Superior de Saúde, Meio Ambiente, Sustentabilidade e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 16 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de CLEMENTE GANZ LÚCIO, sociólogo, diretor técnico do Dieese, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização (CDES), e que merece igualmente integral transcrição:

“Diálogo e compromisso
        A recessão poderá ser longa se a prioridade não for a retomada do crescimento. As consequências serão ainda mais desastrosas, comprometendo mais uma vez o potencial de desenvolvimento da sociedade brasileira. Os principais fatores que sustentam o crescimento econômico do país e a capacidade de transformá-lo em desenvolvimento social está em nossas mãos.
         No documento Compromisso pelo Desenvolvimento, as Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST E CSB) e associações e entidades de representação dos empregadores (CNI, Anfavea, Fenabrave, Abimaq, Abiquim, Abit, Instituto Ethos, Sinaenco, Anfir, entre tantas outras), firmaram acordo com a prioridade para medidas para promover o crescimento da economia brasileira.
         É urgente retomar o investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana. Concluir e retomar obras, avançar nos projetos elaborados, investir em novos projetos. A flexibilidade fiscal (déficit) é necessária para o aporte direcionado de recursos públicos para o investimento, com o BNDES fortalecido e um ambiente regulatório equilibrado e com segurança jurídica.
         Além do investimento em grandes obras e na construção habitacional, deve-se aportar recursos de liberação rápida para obras de contratação célere que gere muita ocupação: saneamento, limpeza urbana e calçamento são exemplos. O setor da construção contrata muita gente e mobiliza uma extensa cadeia produtiva. Por isso é fundamental destravar nos setores de construção.
         Da mesma forma, é estratégico retomar e ampliar os investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas. Essa iniciativa repercute nos setores de construção, industrial e naval.
         Mobilizar o desenvolvimento produtivo (agricultura, indústria, comércio e serviços), para investimentos de adensamento das cadeias produtivas e de reindustrialização do país. O Compromisso pelo Desenvolvimento deve criar espaços setoriais e locais para debater e formular propostas de crescimento produtivo.
         A estratégia de desenvolvimento produtivo deve considerar que a política cambial favorece a que as empresas competitivas reocupem espaços na agenda exportadora, bem como possam fazer a substituição de importados.
         As Olimpíadas e o câmbio criam uma oportunidade única para avançar na estruturação política de desenvolvimento do turismo que, distribuído em todo território nacional e a partir de um enorme potencial natural, é um grande empregador e arrecadador de divisas.
         Para criar capacidade de resistência frente à crise, é necessário alanvacar, em condições emergenciais, financiamento de capital de giro para as empresas, renegociação de dívidas para as famílias, bem como crédito para o investimento privado e o consumo.
         Os desafios são enormes, mas o Brasil tem plenas condições de ser protagonista do seu desenvolvimento econômico e social. Tem capacidade produtiva reunida na força dos empresários e dos trabalhadores, um grande estoque de capital produtivo e muitos recursos naturais. Nossas mazelas são oportunidades para investimentos, para uma produção que crie riqueza e renda para superar a pobreza e a desigualdade.
         O Brasil pode muito se houver compromisso que crie projetos e tome iniciativa. O diálogo é o melhor caminho para fortalecer compromissos e um grande instrumento para promover transformações.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  




          


               

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A CIDADANIA, OS CAMINHOS DA SEGURANÇA E HARMONIA INTERIORES E O PAPEL SOCIAL DA EDUCAÇÃO

“Em silêncio, quietude e solidão, 
encontramos segurança e harmonia
        A segurança que quase todos nós buscamos em nossas vidas nasce de nossa sintonia com nossos estados superiores. Numa de suas viagens, Jesus hospedou-se na casa de duas irmãs chamadas Marta e Maria. Quando chegou, Maria sentou-se aos seus pés, recostou a cabeça em Jesus, silenciou e aquietou-se. Marta, ao contrário, agitava-se em muitos afazeres: varria a casa, preparava a comida, movimentava-se sem parar.
         Notando que Maria permanecia quieta e silenciosa, Marta perguntou a Jesus: “Mestre, não vês que minha irmã me deixou só com o serviço da casa? Dize-lhe, pois, que me ajude”. Jesus respondeu: “Marta, Marta, andas inquieta com muitas coisas, mas uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta jamais lhe será tirada”.
         Nesse breve episódio, vemos a importância da quietude e do silêncio para encontrarmos a “melhor parte”. Seria ela a segurança tão buscada hoje em dia e não mais encontrada externamente? Na verdade, essa atitude contemplativa pode não só nos levar ao equilíbrio, mas nos ajuda a encontrar a nossa meta na vida que, nem sempre, conhecemos.
         A quietude e o silêncio de Maria não significam inação ou inércia, pois uma pessoa nesse estado de calma e solidão pode agir de forma mais ativa e intensa do que alguém que se agita. Mas, então, o que eles significam?
         A quietude é uma atitude interna, interior, que não busca reconhecimento, gratidão ou sequer ser notada. No episódio que narramos, Maria estava simplesmente silenciosa e, silenciosa, não necessitava demonstrar o que fazia. Ao contrário, Marta, que trabalhava e chamava a atenção para o fato de estar sendo útil. Essa quietude, esse recolhimento são forças que poucos conhecem.
         E o que significa uma atitude silenciosa? Silêncio é só ficar calado, sem dizer nada? É mutismo? Se assim fosse, as duas mulheres do episódio poderiam ser consideradas silenciosas, pois não estavam conversando. Na verdade, silêncio é mais do que isso. O silêncio é um estado interno em que não há críticas, nem desejos, nem cobranças ou influências internas e externas.
         Marta não estava silenciosa pois, embora estivesse calada, observara Maria e a criticava mentalmente. Maria, que permanecia sentada e não procurava controlar a irmã, estava silenciosa e, segundo Jesus, escolhera a melhor parte.
         E a solidão? A solidão é a consequência do silêncio e da ação desinteressada. Quem é desse modo solitário se fortalece, pois toda sua energia fica concentrada no interior do indivíduo e pode ser irradiada para o mundo como aroma ou como poder de elevação.
         Quando quietos e silenciosos, não desejamos, não criticamos, não comparamos: estamos harmoniosos em nós mesmos, não divididos, e nos sentimos unidos com tudo o que nos cerca. Nesse estado, encontramos a harmonia e nos sintonizamos com outra ordem de coisas. Nesse estado, podemos agir de forma mais decidida e atuante do que alguém que se abala.
         Consequentemente, a quietude, o silêncio e a solidão possibilitam-nos não só viver bem, mas também ser úteis ao mundo nesta época tão carente de princípios e de valores.
         A lição que se tira da resposta de Jesus é a de que na quietude, no silêncio e na solidão embora em convívio com outros como Maria, encontramos segurança e harmonia interiores.”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 12 de junho de 2016, caderno O.PINIÃO, página 16).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 14 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de VÂNIA AMORIM CAFÉ DE CARVALHO, vice-reitora do UniBH, e HELIVANE DE AZEVEDO EVANGELISTA, diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH, e que merece igualmente integral transcrição:

“O papel social da educação
        A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
         Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895-1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la.
         É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhe são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar.
         A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
         O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
         Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados ao entendimento de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os educandos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  




          

         

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A CIDADANIA, A LUZ DA ENERGIA SUPERIOR E AS EXIGÊNCIAS DA SUSTENTABILIDADE NAS INSTITUIÇÕES

“O gradual despertar da humanidade 
rumo ao caminho do espírito
        O aspirante ao caminho espiritual, ao despertar para a realidade interna e reconhecer a verdadeira situação na qual a vida planetária se encontra, pode deixar-se envolver por ilusões e, assim, tentar solucionar problemas que somente podem ser resolvidos por intervenção de uma energia superior. Antes que a paz se instale no interior de um ser, ele pouco pode contribuir para a paz do mundo que o cerca. Antes que ele supere o egoísmo, não pode auxiliar na manifestação do amor e da união entre os homens. Antes que possa penetrar os segredos da criação não pode refletir fielmente o Propósito Divino.
         Dois mil anos atrás havia três cruzes no Calvário: numa estava um Ser que corporificava a energia espiritual e divina, na segunda, um malfeitor que nesse Ser reconhecia a Luz, a Verdade e a Vida; e na terceira, outro malfeitor, que repudiava esse Ser.
         Do mesmo modo no homem atual existem três níveis de consciência que expressam estados bem definidos: o espírito, que em essência é puro e que espelha a origem divina do homem; a alma, que chega a reconhecer a verdade imanente do espírito, mas, por estar se manifestando no nível da mente, ainda não se encontra totalmente livre de enganos, do assédio de energias não positivas e dos envolvidos com elas. E o ego, que exprime certas manifestações ainda inerentes à matéria terrestre.
         O repúdio lançado ao indivíduo pelo mundo é uma das provas pelos quais os que buscam a Luz devem passar. Nada pode alterar sua disposição para entregar-se à vida interior. A esses Jesus dirigiu as palavras: “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a Mim antes de vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.” (João, 15:18) “O mundo odeia-me por que eu testemunho contra ele que as suas obras são más.” (João, 7:7)
         Atualmente, quando conjunturas internas propiciam o reaparecimento do Cristo no interior de cada ser, novamente essa sublime energia de Amor encontra pouco acolhimento no coração dos homens. Quantos, diante dos esforços que o ser interno, a alma, realiza para coloca-los no caminho da Verdade, escolhem manter-se distantes desse caminho? Quantos, mesmo sabendo que o que nutre a vida interior está claramente expresso na afirmação de Cristo: “Meu mandamento é fazer a vontade d’Aquele que me enviou e cumprir a sua obra.” (João, 4:34), querem penetrar nessa vida levando todavia consigo os prazeres do mundo?
         Atualmente, vive-se tempos em que a essência interna de muitos indivíduos clama por entregar-se a realidades mais profundas: “Saí do Pai e vim ao mundo. Agora, deixo o mundo e volto ao Pai.” (João, 16:28) No entanto, a maior parte da humanidade mantém-se afastada da luz da sabedoria, agravando assim, as disparidades externas e contribuindo para que a vida material se degrade e exprima padrões de conduta primitivos.
         Aqueles que verdadeiramente podem compreender o que hoje ocorre no mundo recolhem-se e dedicam-se a um trabalho silencioso de reequilíbrio da vida planetária.
         Os puros e os inocentes, os que souberam manter acesa a sua luz, não temem a aproximação da noite: mesmo em meio às trevas podem encontrar o Caminho. São aqueles que compreenderam e seguiram a indicação de Cristo: “O que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede; a água que Eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna”. (João, 4:14)”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 5 de junho de 2016, caderno O.PINIÃO, página 18).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 10 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Grito nas instituições
        As instituições nos diferentes segmentos gritam por líderes com estatura para suprir suas necessidades. E essas demandas são muitas. Relacionam-se a metas, funcionamentos e procedimentos. À enorme lista de exigências, acrescentam-se ainda certas características das instituições: o custo, o peso e a incidência sobre a realidade. Todas essas variáveis indicam, de um modo geral, que é complexo o desafio de mudar as instituições. Elas são, como define o dito popular, “um pesado piano” que, por vezes, é empurrado com grande força, mas não sai do lugar. Consequentemente, experimenta-se um sentimento de frustração, desgaste e desânimo que empurra na direção da desistência ou do habituar-se à mediocridade. Uma situação que leva a sucateamentos e promove a perda de oportunidades que poderiam gerar importantes transformações.
         Diante das dificuldades, urgente e desafiador é verificar processos para aperfeiçoar a utilização de recursos, particularmente investir na gestão de pessoas. Torna-se fundamental também acabar com certas “cargas pesadas” que estão fora do território da identidade do povo, da cultura e que apenas estreitam horizontes, atrapalham funcionamentos e mantêm loteamentos. Esses pesos ajudam a configurar um pensar pequeno que serve apenas para confirmar hegemonias do passado, com narrativas sobre fatos, momentos da história e reverências a líderes autoritários, responsáveis inclusive pelos atrasos. Pessoas que, um dia, favoreceram alguém somente para manter sob seu domínio os favorecidos.
         É fácil detectar essa realidade quando se observa aqueles que não evoluem, apegam-se ao passado e não são capazes de perceber que se vive outro tempo. Até as conversas e a linguagem, além das posturas e a manutenção de afazeres que já são ultrapassados, revelam a mediocridade que impede o surgimento de novos líderes. As instituições pesadas hibernam com pessoas que não evoluem e, gradativamente, morrem por não conseguir se renovar. Esse peso torna-se ainda mais grave no contexto da dinâmica cultural contemporânea, marcada pela multiplicidade, velocidade e exigência de leveza. E a mudança das instituições depende, fundamentalmente, de seus líderes. Formá-los é exigência prioritária.
         Para isso, deve-se cultivar a competência para o diálogo, pré-requisito primordial para ser bom gestor. Não lidera quem não dialoga. Em vez disso, arruína o que dirige e não consegue encontrar soluções. Dialogar como exercício primordial dos líderes não é artimanha espúria para negociatas. Trata-se de sabedoria que ampara a competência de discernir, de se fazer presente e próximo das muitas discussões que definem a agenda global da sociedade. É ser capaz de agregar, com paciência, muitas pessoas, inclusive as com opiniões divergentes para gerar consensos e, assim, oxigenar instituições. Desse modo, o líder estimula a inclusão participativa, a adesão a projetos que promovem melhorias no âmbito institucional e na sociedade.
         Dialogar com pessoas próximas e com diferentes segmentos é competência indispensável, ainda mais para quem busca exercer liderança. Além disso, importa muito a realização de diagnósticos que considerem a complexidade social, a intuição inteligente na criação de iniciativas indispensáveis para alcançar os objetivos próprios das instituições, que são desafiadas a colaborar e a cumprir suas responsabilidades sociais, culturais ou religiosas. Assim é possível contribuir para melhorar a realidade. O grito das instituições é sintoma da falta de líderes, evidencia a presença de pessoas que ocupam cargos sem a competência necessária, seja técnica, humana ou espiritual. Indica também a necessidade de se tornar novas direções para promover mudanças e alcançar respostas capazes de evitar colapsos. Para suprir a carência social de bons líderes, é preciso também romper com a forte cultural do loteamento. Isso se conquista a partir do cultivo, particularmente no ambiente familiar e educativo, do gosto pela transparência, da coragem audaciosa no enfrentamento dos problemas, da habilidade para adotar um discurso direto e para agir nos parâmetros do altruísmo.
         Os líderes e as instituições estão desafiados a considerar o contexto do mundo contemporâneo para romper com a ideia de que ainda há espaço para permanecerem estáticos. Tudo hoje funciona com outra velocidade. O que antes era menos complexo, mais controlável, lento e previsível, hoje é rápido, instável, imprevisível, altamente complexo e, com frequência, fora de controle. Por isso, deve-se respeitar e cultivar valores que alimentam discernimentos necessários para escolhas adequadas. A proximidade das situações, das pessoas e dos problemas, sem medo e sem pretensão de manipular, é caminho que gera a oportunidade para o intercâmbio na chamada sociedade do conhecimento. Um exercício importante, que promove mais adesão, participação e, consequentemente, contribuições significativas. Essa proximidade alimenta sistemas e processos com informações e inventividades, respeito a autonomias e interdependências que enriquecem ações transformadoras. É tempo de investir para se encontrar novas formas de liderar, substituindo posturas arcaicas pelas que, verdadeiramente, ajudem a construir novo momento. Isso começa a partir de diálogo sincero e direto, considerando a interpelação que vem do grito das instituições.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  




       

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A CIDADANIA, OS FASCINANTES DESAFIOS DAS CIDADES INTELIGENTES E A TRAVESSIA PARA A SUSTENTABILIDADE

“Cidades cada vez mais inteligentes
        Nas cidades inteligentes, o cidadão e os serviços essenciais estão conectados; utilizam energia limpa; reaproveitam a água; tratam o lixo; compartilham produtos, serviços e espaços, se deslocam com facilidade e usufruem de serviços públicos de qualidade. Além disso, a cidade inteligente cria laços culturais que unem seus habitantes, propiciam desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida.
         Em busca do status de Smart City, cidades de todas as regiões do planeta irão investir entre US$ 930 bilhões e US$ 1,7 trilhão ao ano até 2025. Porém, mais do que investimentos, a cidade para ser inteligente necessita de iniciativas inteligentes dos poderes Executivo e Legislativo.
         A iniciativa privada tem se reunido em fóruns mundiais, como o Smart Business America, para apontar soluções e oportunidades de negócios no mercado das Smart Cities. Entre as adaptações, que seguem o desejo da população, estão a adoção de conceitos e tecnologias sustentáveis; inclusão urbana, ao contrário do isolamento das periferias; educação agregadora para evitar a radicalização; foco total na educação presencial e inclusiva até os 18 anos; e planejamento urbano que contemple os espaços para ensino e educação, que hoje não é apenas uma questão acadêmica.
         Com essas novas características, as cidades inteligentes terão um aumento da oferta de emprego nos setores públicos, de hospitalidade e, principalmente, da economia criativa, área que tem crescido exponencialmente, tendo como processo principal o ato criativo e resultando, entre outros, na transformação da cultura local em riqueza econômica.
         Essa evolução social e cultural promete gerar novos desejos, fazendo com que a cidade seja utilizada cada vez mais por prazer e promovendo ideais como inclusão, aproximação, conectividade, relacionamento e compartilhamento. O conceito aborda, também, a verticalização das cidades, com práticas sustentáveis e encurtando distâncias com soluções inteligentes de transporte, com o carro deixando de ser sonho de consumo; e uma transformação legislativa, que deverá possibilitar e encurtar caminhos para o desejo da maioria.
         As novas tecnologias vão permitir, ainda, que as pessoas possam trabalhar em casa, além de não precisarem se deslocar para adquirir o básico ou resolver problemas burocráticos. Não tem mais lógica as pessoas se dividirem, diariamente, entre dois ambientes (residencial e comercial). Assim como não existe lógica no horário comercial padrão. Por qual motivo a maioria das pessoas é obrigada a se deslocar nos mesmos horários? Veremos, em breve, o fim dos prédios comerciais como conhecemos. Já os prédios residenciais ganharão novos conceitos e funcionalidades.
         Fica claro que os próximos anos serão de transformações intensas nos grandes centros urbanos. O conceito das Smart Cities tem ganhado força em todos os continentes e, em breve, seus benefícios estarão presentes em nossas vidas. Em um ambiente cada vez mais degradado e com dicotomias religiosas e políticas, as cidades inteligentes, apostando na inclusão, em soluções compartilhadas e em serviços públicos eficazes, podem representar a oportunidade de viver numa sociedade ideal.”

(CARLOS SANDRINI. Arquiteto e urbanista, fundador e presidente do Centro Europeu, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 8 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de LINDOLFO PAOLIELLO, jornalista, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas, e que merece igualmente integral transcrição:

“O Brasil em travessia
        Tenho em minha mesa de trabalho uma estatueta da Vitória de Samotrácia. É a réplica que se encontra no Museu do Louvre e chama a atenção por lhe faltarem a cabeça e os braços. Perguntam-me por que a preservo e respondo: ‘Para que eu não me esqueça de que a vitória nunca é completa’.
         Muita gente vive hoje no Brasil a sensação da vitória incompleta. O presidente Temer, em seus primeiros atos, errou aqui; acertou ali. Nossa estatueta da vitória terá perdido um ou dois dedos. Venhamos que tenha perdido uma das mãos. Mas agora é de um Brasil sendo esculpido que falamos. Convém termos consciência da encruzilhada em que estamos, no momento em que esta obra se inicia, para entendermos que a prudência é atitude crucial nesta travessia. Cabe, bem aqui, nos ancorarmos em um fato decisivo para a formação dos Estados Unidos: a atitude de Benjamin Franklin, no momento da aprovação da Constituição americana, em 1787. Ele não tinha menos incertezas sobre o momento do qual era protagonista do que temos agora, nós que temos que nos entender como protagonistas da reconstrução do Brasil: “Tenho que confessar que não estou inteiramente de acordo com esta Constituição no momento e, senhores, não tenho certeza de que eu a aprove inteiramente um dia”. Em seguida, o líder da criação da nação americana toma sua decisão: “Tenho que concordar com esta Constituição com todas as suas falhas porque acho que um governo geral é necessário para nós, e não existe forma de governo, quando bem administrado, que não seja uma bênção para o seu povo (...) Tentem junto comigo, nesta ocasião, duvidar de sua própria infalibilidade e, para manifestar nossa unanimidade, coloquem seu nome neste instrumento”.
         O governo Temer, com as suas falhas, é o que temos. Nós o constituímos, por meio de nossos representantes, para realizar aquilo que tantos gritaram e sobre o que tantos escreveram: “Mudar o Brasil”. Falamos tanto que o instrumento que defendíamos para mudar o Brasil não era um golpe e não vamos cometer o erro de querer que esta mudança seja feita como se faz um golpe: na pancada. Ao anunciarmos o posicionamento da ACMinas a favor do impeachment salientamos que apoiávamos o impeachment como ato saneador (portanto, urgente) cuja ação subsequente (de médio e longo prazo) deveria ser eficaz o suficiente para causar uma mudança salutar no organismo da nação. A prudência, à qual me referi acima, se expressa nessa etapa como a percepção do agora. O que precisa e o que pode ser feito já. Nesse sentido, o presidente Temer transmite uma atitude animadora: revela ter consciência de que, literalmente, precisa lançar mãos à obra. Agindo, assim, revela-se o “presidente do agora”. Essa atitude salta à vista em sua obstinação com o ganho do poder de articulação que irá lhe trazer governabilidade. Agilidade, articulação e governabilidade formam a trilogia que deve comandar essa travessia. A primeira ação a ser empreendida com a força dessa trilogia é a retomada de confiança na economia. Façanha que para ser realizada vai exigir um passo à frente por parte dos dois atores que até há pouco não se entendiam: o Legislativo e o Executivo. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) anunciada pelo ministro Meirelles, da Fazenda, estabelecendo um teto para as despesas públicas, pode abrir a temporada de medidas eficazes para uma travessia bem feita.
         Aonde vai levar essa travessia que o Brasil empreende? Eu diria: ao novo, naturalmente. Uma comoção nacional do porte daquela verificada entre março e junho de 2016, seguida da concertação que já reanima as decisões empresariais, não pode conduzir ao mesmo lugar. Fala-se tanto nas manifestações das ruas. Será imperdoável se for esquecido que a voz das ruas pede o novo. Novo modelo de país, novas e boas práticas de gestão, novo estilo de homens públicos. Seria muito esperar isso de temer. O respeitado doutor e professor de direito constitucional, político experiente e conciliador não tem como atuar fora do contexto em que se criou e se desenvolveu. Assim como não se espere, do governo, o novo. O próprio arcabouço do governo estabelece limites ao novo. A erradicação do atraso virá de propostas da sociedade e do associativismo, intervindo na criação de políticas públicas e monitorando sua implementação.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 515 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...