sexta-feira, 8 de julho de 2016

A CIDADANIA, O IMPLACÁVEL COMBATE À CORRUPÇÃO E OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO GLOBAL

“Corrupção e self-compliance
        Atualmente vivemos dias difíceis. Escândalos de todos os tipos têm vindo à tona, evidenciando a corrupção. Mas o que é a corrupção, que tanto estrago causa à sociedade? O termo tem origem no verbo corromper, que significa tornar podre, quebrar aos pedaços, deteriorar ou perverter moralmente. É um fenômeno mundial e atravessa os tempos. E o que faz com que alguns ajam de maneira indevida para alcançar algum tipo de vantagem?
         Primeiramente, a corrupção não é praticada apenas por políticos e empresários. Toda a sociedade está sujeita a ela, cometendo as pequenas infrações do dia a dia, que se inserem no conceito de corrupção: furar filas, subornar para se livrar de uma multa, colar em uma prova, entre outras formas. Alguns fatores, embora não a justifiquem, ajudam a explicá-la. O primeiro diz respeito ao que ocorre com nossa escala de valores, isto é, o modo como as pessoas e as organizações estão se comportando e se relacionando. O que aconteceu à ética, à honestidade, à justiça, à lealdade, aos valores morais?
         O primeiro grupo em que o indivíduo se vê inserido é a família, sendo esta a responsável por lhe passar as principais regras de comportamento e os principais valores, educando a pessoa para a vida em sociedade. Contudo, muitas vezes vemos famílias desestruturadas, problemas e dificuldades familiares que influenciam negativamente essa pessoa, que se desenvolve em meio a expedientes que deixam a desejar em termos de comportamento ético, mas que se mostram, às vezes, como a única maneira de sobreviver.
         Outra questão que contribui para o atual estado de coisas é a disseminação do famoso jeitinho, a busca de soluções fáceis e rápidas para determinados problemas. A prática, muitas vezes inconsciente e, porque já enraizada culturalmente, e tida como normal, acaba sendo estimulada por outro elemento: a impunidade, que se realimenta, não só dos interesses de alguns, como também do exemplo dado por governantes (que saem da própria sociedade) e da visão de que esses pequenos atos de corrupção não geram grande prejuízo a ninguém.
         O comportamento do indivíduo passa, muitas vezes, para as organizações – políticas, empresariais ou do terceiro setor – que são compostas e dirigidas por esses mesmos indivíduos, e que muitas vezes corrompem e se deixam corromper, em troca de poder, vantagens ou de lucros maiores. Nesse caso, o crime de corrupção leva a outros crimes, como o tráfico de influência, subtração dos recursos públicos, sonegação, desfalques, peculato etc.
         Com relação a essas organizações, é necessário que as práticas de compliance sejam exercidas, ou seja, que as instituições ajam com respeito às regras estabelecidas, interna e externamente. Essa atividade, atualmente, reveste-se de um caráter profissional, e vai além da observância desses preceitos. É importante destacar que o compliance é um grande aliado da empresa, pois influencia na boa imagem da organização junto ao mercado, o que pode lhe garantir expansão das vendas e maiores lucros, sem recorrer a expedientes ilegais.
         Está claro que a corrupção cria insegurança, principalmente quando atinge o Estado, elemento responsável por prover o bem-estar social. Dependendo do grau de envolvimento dos agentes públicos e dos danos causados, pode gerar desconfiança de investidores, empresários e consumidores com relação às políticas governamentais, o que resultaria em crise, não apenas política, mas também econômica, como vemos agora. A solução? Está em nós mesmos, sendo necessário que cada indivíduo faça um reexame de suas práticas, criando o seu self-compliance, monitorando a si mesmo quanto aos seus atos.”.

(GABRIEL MAMED. Economista e professor da FMP/Fase, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 5 de julho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de MARIANELA COSTA FIGUEIREDO, professora do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), e que merece igualmente integral transcrição:

“A educação global
        A educação se dá em vários contextos, ampliando a visão cartesiana de que o espaço da escola é o único passível de aprendizagem e de ensino. Abriram-se janelas para utopias, presenciais e virtuais, corredores de acesso a vários campos do conhecimento, de forma problematizadora e interdisciplinar. Valores tradicionais foram questionados pela própria evidência dos novos entrelaçamentos conceituais, outrora inquestionáveis. Em um mundo global, em que as distâncias se encurtam, as culturas se aproximam, o fluxo populacional e as informações circulantes, em cada sociedade, se ampliam, surge a necessidade de agregar e incluir, desenvolvendo a capacidade de reconhecer o outro e, assim, aprender a conviver com o diferente. A diversidade de crenças, de experiências, de opiniões de conhecimentos complexificou, então, o conhecimento que antes parecia ser linear como um rio pouco acidentado. Suas águas, hoje, desembocam em um mar revolto que, ao tomar conta dos saberes, constroem e desconstroem em suas marés, cotidianamente, novos âmbitos do saber, paulatinamente, apropriados pela humanidade.
         Em tempos de globalização e de interdependência local e mundial, as mudanças políticas, econômicas, sociais, culturais e tecnológicas influenciam pensamentos e mentes, perpassando a construção da identidade pessoal e coletiva e a própria formação humana. Nesse contexto se dá a formação docente, em que a pós-graduação tem por objetivo o aprofundamento do conhecimento adquirido. Mas não se trata apenas de competência técnica; está em causa, também, a realização pessoal: compreender o mundo, aprofundar sobre a qualidade dos laços afetivos que produzem uma sociedade mais saudável e sua relação com o ambiente ou, ainda, como uma sociedade aprende os desígnios de sua própria cultura são assuntos que produzem curiosidade e têm um alcance sublime sobre os mistérios da vida, para quem se interessa pela área da formação humana.
         O curso de pós-graduação em Psicopedagogia – Unibh, com mais de 20 anos de existência, vem atender à demanda de profissionais que pretendem implementar projetos de formação humana. Por seu caráter multidisciplinar, a convergência de ciências relacionadas ao processo de maturação do indivíduo, como a pedagogia e suas teorias de aprendizagem na busca da descoberta de como aprendemos, a psicologia e a psicanálise para entender como nossos desejos e nossos jeitos de ser são construídos, a neurociência para estudar como o cérebro e, ainda, a psicomotricidade, com foco no movimento, no intelecto e no afeto ajuda a decifrar o processo de aprendizagem humana, em suas aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas.
         Na sociedade aprendente de hoje, o cruzamento das intencionalidades se dá no encontro humano, e neste são geradas possibilidades de educabilidade. A escola é entendida, hoje, como um espaço desafiador, que a aguce a curiosidade dos alunos, a vontade de fazer perguntas e de encontrar respostas. O espaço empresarial não é menos desafiador, pois o processo de aprendizagem, em um mundo profissional, exige dos adultos em atuação a capacidade de inovar e de resolver problemas complexos.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        





          

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A CIDADANIA, A VERDADE E A PAZ NA VIDA INTERIOR E A CONQUISTA DA CREDIBILIDADE

“O avanço na senda interior torna 
o indivíduo simples e verdadeiro
        Há dias de sol radiante e dias nublados. Assim também ocorre durante a jornada do aspirante ao caminho espiritual, na qual pode haver tempos de ascensão e tempos de queda. Os tempos de ascensão podem ser seguidos por tempos de aridez, mas é assim que se dá a gestação da qual nascerá o novo ser, desperto em nível mais elevado.
         Apesar dessas variações, faz parte da vida do aspirante buscar encontrar-se em paz em qualquer das duas circunstâncias, pois o que a vida procura despertar nele não é o deslumbramento nem a impressão de estar avançando, mas a própria transformação em si, a passagem do estado de estar dominado pelas energias do mundo para o estado de superação delas, rumo à perfeição espiritual.
         Nesse período, o indivíduo vive etapas nas quais sua consciência material experimenta a impressão de estar desligada da alma. Essa é uma prova pela qual ele tem que passar para reunir suas energias e afirmar sua meta espiritual, pois ela o torna capaz de superar limites e gradualmente libertar sua luz prisioneira na matéria.
         Nesse Caminho, uma serena mas permanente vigilância evita que o indivíduo engane a si mesmo.
         Se a aspiração está presente, o indivíduo prossegue firme ao longo do percurso interno que o leva ao contato com a sua alma e com a paz, mesmo em períodos de provas.
         Ao despertar para a vida do espírito, o indivíduo tem a espontânea tendência de ofertar-se à Luz. A gratidão surge junto com essa oferta, que vai se revelando gradualmente, e quanto mais ela se instala, mais se torna natural para ele.
         E, quanto mais o indivíduo se aprofunda na senda interior, maior é a capacidade de compaixão nele despertada. Desse modo, ele vai construindo uma maior capacidade para ajudar os que estão em estágios iniciais rumo à descoberta das realidades elevadas.
         Nesse caminho rumo ao espírito, um fluxo da energia interna chega até os níveis mais densos do indivíduo e, se a consciência material reconhece e acolhe esse fluxo com abertura, ela ingressa imediatamente num estado de inexprimível gratidão. Assim, a paz vai-se consolidando.
         À medida que o indivíduo se aprofunda no caminho espiritual e começa a se libertar de ser ego, sua energia vai se revelando cada vez mais pura e verdadeira, pois o avanço na senda interior tem também essas características: torna o ser cada vez mais simples e, gradualmente, ele exprime melhor sua alma.
         Depois de vividas as etapas básicas do despertar espiritual, o indivíduo começa a experimentar uma comunhão crescente com seu mundo interior, e a percebê-lo como algo do qual participa efetivamente. Ele deixa de assistir ao desenrolar da vida nos níveis internos, para tornar-se unido a esse desenrolar. A verdade vai lhe sendo revelada e isso vai lhe trazendo uma crescente paz. Uma paz que não se afasta do ser que acolhe a transformação e que conscientemente adere aos processos de integração das energias que o constituem.
         Então, o aspirante passa a viver a sua transformação com liberdade, alegria e paz verdadeiras, características do espírito.
         E, enfim, ele compreende que a paz não deve ser confundida com ausência de conflitos, que ela é transformadora, e impulsiona a consciência a elevar-se. Compreende que a paz é amadurecida no silêncio e se faz presente nos atos e palavras dos que se ofertam ao Universo.”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 3 de julho de 2016, caderno O.PINIÃO, página 16).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 27 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de DAIANE NABUCO, diretora da FTI Consulting, e que merece igualmente integral transcrição:

“Conquista da credibilidade
        O mundo tal como conhecemos está completamente baseado nos sistemas político e financeiro que desenvolvemos ao longo de séculos. Nos últimos anos, temos observado profundas transformações nestes dois pilares da sociedade moderna. Os setores público e privado vêm sendo cada vez mais pressionados a apresentar soluções de governança melhores e mais transparentes. Afinal, ambas são organizações que lidam frequentemente com riqueza e transação de bilhões de capitais, o que, invariavelmente, acaba abrindo espaço para casos de corrupção e fraudes.
         No Brasil, por exemplo, estamos acompanhando de perto o desenrolar da maior crise gerada por estes fatores, com investigações e mandatos de prisão estampando quase que diariamente a capa dos principais jornais do país e do mundo. O resultado não poderia ser outro senão o comprometimento da legitimidade política e econômica do país, enfraquecimento das instituições e insegurança do mercado, principalmente, por parte dos investidores internacionais.
         Por isso, a adoção de controles eficientes deve ser uma prioridade para empresas e governos, para impedir manipulações com a finalidade de beneficiar terceiros à custa da população ou de uma corporação. E um dos métodos de fiscalização é a contabilidade que, atualmente, também se tornou um instrumento fundamental na prevenção e no combate às ilegalidades.
         Quem nunca organizou e realizou controles de seus gastos pessoais? O simples fato de regularizar-se financeiramente e obter controles em torno disso, planejando-se quanto aos seus gastos particulares, amplia a importância acerca da contabilidade. E isso não é diferente dentro de uma organização.
         Dentro de uma empresa, a contabilidade é o que nos ajuda a compreender a saúde da companhia, ordenando os passos futuros e contribuindo na tomada de decisões em prol de seu crescimento. Também é com a contabilidade que será possível visualizar e analisar os bens, direitos e obrigações que fazem parte do patrimônio da companhia.
         Nos registros contábeis se encontra o coração da empresa. São neles onde estão todos atos e fatos. Se as ações dos administradores são corretas, seguindo os princípios da contabilidade, com registros adequados e com suporte aos fatos, a transparência é notória e reconhecida pelo mercado. Se a prática contábil não é realizada com seriedade pelos administradores, a empresa fica sujeita a riscos fiscais, multas e até mesmo uma possível falência.
         A contabilidade entra em cena de forma a determinar o que houve de fato. E quando atrelados a bons controles, os riscos de erros são mitigados, prevendo a realização de procedimentos indevidos. Além disso, é uma garantia de que os processos são saudáveis.
         Adotar medidas de prevenção e combate à fraude em uma organização pode ser custoso na visão do empresariado. Porém, mais custoso ainda podem ser as irregularidades que, quando descobertas, acabam sujando o nome da corporação. Em tempos em que corruptos e fraudadores estão sendo investigados em todas as esferas da sociedade, é preciso implantar controles internos precisos e eficazes, que servirão como ferramenta gerencial para os administradores e bússola para uma empresa crescer e angariar confiança do mercado.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        




            

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A CIDADANIA, OS DESAFIOS DA SAÚDE FINANCEIRA EMPRESARIAL E AS NOVAS EXIGÊNCIAS PARA A ÉTICA E A SOLIDARIEDADE

“Busca da saúde financeira
        Com visão gerencial embaçada, parece que a maior dificuldade ainda encontrada por alguns empresários brasileiros é se adaptarem aos novos tempos, onde paradigmas como modernização, economia globalizada, tendências mercadológicas e, sobretudo, produtividade, têm que ser muito bem administradas. Entre os erros mais comuns, está na empresa encantar-se com a produção (faturamento) e não conhecer toda rede de custeio que vai revelar sua produtividade real. Muitas corporações aumentam a produção e, ainda assim, têm prejuízos, exatamente porque não deram a devida atenção ao controle dos custos, ou o fez em segmento errado, como dispensa de pessoal especializado. Controlá-los exige velocidade, pois a inércia pode causar sérios danos à saúde financeira e até mesmo ao fechamento de empresas. São muitas as lacunas a preencher, inclusive saber que, em tempos de crise, o comprador também se torna mais exigente e agressivo. No produto final posto à venda, seja ele de bens ou serviços, pode ser fatal descuidar-se do binômio qualidade e preço.
         É intrigante ver como empresários, sejam da indústria, do comércio ou da prestação de serviço, jogam suas energias no aumento da produção e venda. Às vezes, é mais importante saber comprar seus insumos do que vender seus produtos. A venda, normalmente, é regulada pelo mercado, mas o custo da produção depende diretamente de uma eficiente gestão de compra de matéria-prima. Outro descuido comum é ficar preso, por sentimentalismo, a um ou dois fornecedores sem maiores pesquisas de mercado e, por comodismo, comprar tudo por telefone ou internet. Dependendo do volume, a compra presencial quase sempre será mais vantajosa.
         Com o sistema bancário leonino como o brasileiro, deveria ser meta de todos limitarem a dependência de financiamentos ou, mesmo, independer deles. A sabedoria do caipira, do interior de Minas, já alertava: “Só compro com o cobre no bolso”. Além de fugir de dívidas, o dinheiro no Brasil é um dos mais caros do mundo. Não é por acaso que há uma constante migração de investidores estrangeiros para cá. Mesmo com risco maior, resultante da crise político-econômica atual, não se constata fuga expressiva desses investidores, porque a remuneração do capital, dentro de um risco calculado, ainda é muito atrativa. Chega-se a ganho real (juros-inflação) a 4% ao ano, enquanto em vários países não há remuneração do capital, isto é, ela é igual ou menor que a inflação. Mas como no mundo corporativo é quase impossível trabalhar sem apoio bancário, uma boa saída é procurar bancos públicos de fomento, como o BNDES ou BDMG, onde as taxas são menos onerosas.
         Hoje, está e continuará tendo maiores problemas quem não olha para dentro e fica culpando a crise. Ninguém pode negar que ela surpreendeu muito pela sua magnitude, mas como as crises são cíclicas, os erros de agora, se bem gerenciados, poderão ser transformados em sucesso amanhã. É o momento de buscar a saúde financeira saudável da empresa, além de dar atenção aos aspectos abordados, não se descuidar de formar uma boa carteira de ativos, financeiros ou não, e preservar capital para o giro e produção. Só assim é possível permanecer no mercado.”.

(GILSON E. FONSECA. Sócio e diretor da Soluções em Engenharia Geotécnica Ltda-SOEGEO, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 1º de julho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Exigências nas crises
        A adoção de novas práticas é exigência que desafia permanentemente todos na superação das crises enfrentadas pela sociedade. Na contramão desse caminho, o que se verifica é um arriscado afrouxamento, incompatível com as demandas de outras dinâmicas culturais. Basta um pequeno sinal de alguma melhora – mesmo ilusória – para se dirigir ao território da zona de conforto. Um lugar que abriga as justificativas e a inércia, adiando as ações mais efetivas rumo às mudanças. É comum a tendência de se pensar ter feito o necessário, embora, muitas vezes, as soluções alcançadas sejam apenas paliativas: não representam audaciosa intervenção nos funcionamentos, gastos, prioridades. A esperada e urgida superação da crise não pode ceder espaço para as comodidades conquistadas, muito menos para benefícios particulares adquiridos no interno de instituições e segmentos da sociedade.
         Certamente, crise não são superadas sem os sacrifícios necessários para o benefício de todos. Assim, espera-se, de quem tem mais recursos, o gesto altruísta de abrir mão de algumas benesses. Porque o que se percebe é a indisposição para sacrifícios. A antífona para analisar e emitir juízos de valor a respeito dos muitos problemas não cessa. Porém, na prática, promovem-se reduções, cortes e novas configurações no modo de produzir e trabalhar, buscando aumentar a própria produção para acumular mais vantagens e riquezas. Não se vê, na frequência esperada, atitudes de oferta e de partilha dos que ganham bem. As dificuldades dos que precisam de ajuda pouco afetam as consciências e as atitudes de quem pode mais. Assim, diante das crises, age-se apenas a partir da expectativa de que a situação melhore para si, desconsiderando o outro.
         Uma nova cultura é a grande exigência para superar os muitos problemas sociais. Isso significa que, além das indispensáveis mudanças nos funcionamentos institucionais, é preciso rever prioridades, renovar condutas pessoais. Na prática, essas transformações devem corrigir descompassos que incluem o desperdício – e não se medir, em importância e reconhecimento, apenas pelo tamanho da própria remuneração – postura que alimenta seguranças ilusórias e tem como parâmetro a idolatria do dinheiro.
         Por tudo isso, fica evidente que a superação das crises não pode reduzir-se às intervenções sobre os rumos da economia, conforme os ditames, orientações e opções das instâncias financeiras e de controles. Não conseguir abandonar hábitos e funcionamentos pautados pela idolatria ao dinheiro – que se desdobra na quase patológica necessidade de aumentar benefícios – é contribuir para acelerar processos de desumanização. É querer superar as crises sem sair da própria zona de conforto. A exigência é a partilha e a adoção de outras lógicas, baseadas na generosidade. Porém, o que se percebe é a postura de “fechar as mãos”, por medo de perder o que se tem.
         Essa e outras fragilidades no tecido da cultura põem a expectativa da superação das crises, particularmente a econômica, restrita à melhora de índices relacionados à circulação de bens de consumo. Trata-se de estreiteza que inviabiliza uma reforma financeira adequada e terapêutica, pois deixa de lado novos parâmetros éticos que poderiam promover mudanças de atitudes. Com esses parâmetros, seria mais comum ver ricos ajudando pobres. O papa Francisco, na sua exortação sobre a alegria do Evangelho, sublinha a importância do aprendizado de uma solidariedade desinteressada e a conversão da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano. Eis o caminho para superar muitas crises da sociedade. Um percurso longo e doloroso, por exigir mudanças profundas na cultura. Transformações capazes de derrubar a defesa que encouraça o cidadão na indisposição de inserir-se em um projeto comum, que vá além de benefícios e de desejos pessoais.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        



         

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A CIDADANIA, A ESSENCIAL INTEGRAÇÃO DA GESTÃO EMPRESARIAL E A RESPONSABILIDADE SOCIAL NA SUSTENTABILIDADE (23/1)

(Julho = mês 23; falta 1 mês para a Olimpíada 2016)

“Uma integração essencial
        Sempre se discutiu nas organizações o papel da área de marketing e da área de vendas. Muitas dúvidas ainda rondam esses temas e, por mais que os livros busquem esclarecer, na prática das empresas essa questão gera polêmica. E pior, puxa resultados negativos e leva a uma forma de atuação errada, à perda de muitos clientes, a resultados de vendas decrescentes e à eliminação da possibilidade de obtenção de mais espaço no mercado, o que naturalmente abre espaço para a concorrência. A função de marketing e vendas precisa estar claramente definida e errar sobre essa questão é algo irredimível. É preciso que todos saibam que marketing tem um papel estratégico dentro das organizações e vendas.
         O marketing da empresa tem como orientador maior as decisões de caráter estratégico da cúpula da empresa. Ele segue as orientações previamente definidas, que, na verdade, ele ajudou a estruturar, com informações detalhadas, pesquisas de marketing, feedback geral sobre a realidade do mercado, ações da concorrência, e várias outras contribuições. Ele tem um papel na definição do planejamento estratégico empresarial. E é baseado nesse planejamento que o marketing também define o chamado plano de marketing.
         Em algumas empresas, pude pesquisar que a atividade de vendas está totalmente desvinculada da área de marketing. Nem o marketing cumpre seu papel de orientador maior dos caminhos de mercado da empresa, e nem vendas atua dentro de um planejamento adequado que lhe ajude a definir suas metas ou atuar nos segmentos mais rentáveis.
         O marketing não deve ter papel passivo, isolado e não pode ter somente uma missão de cunho estratégico. Ele deve atuar nos níveis tático e operacional, pois isso está definido em sua essência.
         Da mesma forma, vendas não deve atuar somente em sua rotina, apenas no nível operacional, pois tem contribuições fundamentais a dar aos outros níveis de atuação da empresa. É comum existir um abismo enorme entre as duas áreas, como se fosse possível obter grandes resultados lutando de forma separada. Chega a haver até uma clima de disputa, em que vendas quer tomar suas próprias decisões de mercado e o marketing quer administrar a empresa, sem contar com a parceria total de vendas.
         Falhas no processo de comunicação, desinteresse em conversar e se reunir, críticas e desvalorização das atividades, vindas de ambos os lados, levam qualquer empresa a viver de forma imediata, com resultados questionáveis e perspectivas anêmicas. A atividade de vendas não pode levar os seus dias, desesperada, atrás de resultados, com esforços hercúleos, e obter resultados inferiores. Ela precisa ter um direcionamento, um processo facilitador capaz de mostrar quais os melhores segmentos a atuar e uma base de comunicação que facilite seu contato com os clientes. Ela deve contar com o apoio do marketing. Da mesma forma, o marketing não conseguirá fazer o seu melhor papel sem contato e feedback constante com a área de vendas, num processo integrado de tomada de decisões e gestão do mercado.
         Sempre recomendo nas consultorias que os profissionais voltados para as atividades estratégicas de marketing, como planejamento, pesquisa, comunicação, trade marketing, gerentes de produtos, de geomarketing e todas as atividades, estejam cada vez mais presentes na linha de frente, onde tudo ocorre. Da mesma forma, o pessoal de vendas deve estar bem mais presente nos momentos de discussão do processo de marketing da organização para dar o feedback e ter um visão do todo. As organizações não podem mais cometer esse erro. Não dá para esperar, pois a integração plena entre marketing e vendas é a melhor solução para resultados superiores.”.

(ROGÉRIO TOBIAS. Mestre em marketing, administrador, professor do curso de pós-graduação no Pitágoras, diretor da RT Consultoria e Treinamento, coach e palestrante. Autor do livro 121 artigos de marketing, em texto publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 15 de junho de 2016, caderno NEGÓCIOS & OPORTUNIDADES CLASSIFICADOS, página 4).

Mais uma importante oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 24 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Convicção X conveniência
        As dinâmicas da vida em sociedade carecem de imprescindível convicção: o bem do outro, particularmente dos mais pobres, deve estar acima de qualquer outro bem ou razão. Por isso, torna-se importante refletir sobre a responsabilidade social, que precisa orientar funcionamentos empresariais e presidir a consciência individual. O senso de responsabilidade social é indispensável para conduzir a sociedade desigual e empobrecida na direção da justiça e da prática cidadã de se buscar o bem comum. Isso é incontestável e há de ser uma convicção que inspire o comprometimento com a solidariedade. Porém, lamentavelmente, há sempre sério risco de se dedicar ao tema da responsabilidade social apenas de maneira teórica. Nesse sentido, são construídas reflexões até bem arquitetadas, ancoradas em citações. Mas ficam apenas no campo das teses, não se efetivam em ações. Então, a abordagem sobre a responsabilidade social se torna mera conveniência, estratégia para conquistar a simpatia da sociedade ou do poder público. Também, torna-se mero caminho para reunir apoios a projetos sociais que são verdadeiras migalhas, quando comparados aos lucros que seus autores acumulam em seus negócios.
         Quando o discurso social conquista a simpatia de eleitores, mas não se desdobra em ações dos eleitos, reduz-se a mera conveniência. Da mesma forma, quando instituições particularmente governamentais e empresariais adotam alguns slogans em que manifestam o “compromisso social”, mas disponibilizam pouco para reverter quadros de pobreza e exclusão, apenas instrumentalizam o discurso da responsabilidade social para conquistar a simpatia. A apropriação desse discurso por mera conveniência pode, até mesmo, ocorrer por parte de organizações religiosas, que correm o risco de pregar certos valores relacionados à solidariedade, mas pouco fazem para mudar a realidade dos mais pobres. Responsabilidade social é, permanentemente, uma lição a aprender, prática que precisa ser exercida, compromisso para ser assumido. Quando os indivíduos, os funcionamentos empresariais e governamentais não a traduzem em práticas, torna-se apenas um discurso conveniente. O papa Francisco sublinha, na exortação sobre a alegria do evangelho, que a “solidariedade é uma reação espontânea de quem reconhece a função social da propriedade e o destino universal dos bens como realidades anteriores à propriedade privada”.
         Nesse sentido, tranquilizar a própria consciência enquanto se acumula bens sem servir, decisivamente, ao bem comum, é um equívoco. O bem de todos é, obviamente, mais importante que um simples usufruto familiar, partidário, institucional, empresarial. Sobre toda produção – lucro e aumento de posses – pesa uma hipoteca: o que deve ser devolvido aos pobres. Cada pessoa tem, no dízimo ofertado em suas comunidades de fé, a oportunidade para participar de projetos e campanhas que beneficiam a sociedade. E o mundo empresarial também é desafiado a apoiar projetos grandes, importantes e indispensáveis para o bem de todos. Iniciativas capazes de resgatar muitas pessoas de cenários marcados pelas misérias materiais e tantas outras que ferem dignidades, esfacelam a cidadania.
         Urgente é cultivar a coragem para “por a mão no bolso” e apoiar iniciativas que promovam a inclusão social e o bem dos mais pobres, agindo de modo coerente com os ensinamentos cristãos. Práticas assim são remédio para evitar que as estruturas se tornem pesadas, propícias para hibernar a corrupção e a mesquinhez. Quanto mais a cidadania for balizada no sentido nobre e altruísta da solidariedade, mais a cultura ganhará força para manter funcionamentos que estão na contramão de tudo o que desgasta o patrimônio público. Para isso é necessário ouvir o clamor do povo, que deve ser acolhido no coração de cidadãos, de instituições e empresas, e assim se convencer sobre a necessidade de investir e apoiar projetos dedicados ao bem de todos. Nesse caminho, quem puder ajudar não hesitará, mesmo que isso signifique diminuir o próprio lucro. A consciência generalizada de que o bem comum deve ser prioridade é um sonho, uma ousada meta. Porém, deixar de buscá-la significa alimentar o recrudescimento da violência, da indiferença que compromete a paz, e da ilusão de que a vida segura e civilizada é para poucos.
         Quando o tema da responsabilidade social é convicção e não apenas conveniência, nutre-se a coragem para investir em projetos necessários para o bem comum, a promoção da cultura, dos valores e das tradições que são riquezas de um povo. Essa convicção desperta, em todos, a consciência de que é fundamental participar, nos diferentes cenários, das iniciativas que busquem devolver a inteireza da dignidade humana. Para assumir a responsabilidade social como convicção, também é oportuno ouvir esta palavra interpelante do papa Francisco: “É preciso repetir que os mais favorecidos devem renunciar a alguns dos deus direitos, para poderem colocar, com mais generosidade, os seus bens a serviços dos outros.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...