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sexta-feira, 29 de julho de 2016

A CIDADANIA, O PODER DA AUTORRESPONSABILIDADE E A EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE

“De quem é a responsabilidade?
        Nos últimos meses, o Brasil tem vivido momentos de muita tensão política, em que o combate à corrupção ocupa a pauta central. Vejo muitas pessoas se mobilizando nas redes sociais, indo às ruas, clamando por mudanças. Um processo democrático e importante para o país, mas que não deve ser considerado de forma superficial. Você tem parado para pensar de que maneira suas atitudes contribuem para a situação atual? Será que você tem assumido em sua vida uma postura ativa em busca de mudanças ou é apenas capaz de criticar?
         Trabalho com coaching integral sistêmico, processo orientado à ação que ensina o indivíduo a agir com todo o seu potencial em direção aos seus objetivos. Essa metodologia usa a inteligência racional associada à emocional e leva em conta diversos aspectos da vida, como família, saúde e finanças, e não apenas o profissional. Durante as sessões com meus clientes, a autorresponsabilidade é um tema muito explorado e tenho percebido como é difícil para as pessoas lidarem com o resultado de seus atos, seja ele negativo ou positivo. Falo isso de forma ampla: no trabalho, financeiramente ou em casa com a família.
         Esse tema é tratado profundamente no livro Autorresponsabilidade – A chave para uma vida de realizações e conquistas, do coach Paulo Vieira, Ph.D. na área pela universidade norte-americana Florida Cristhian University (FCU) e um dos profissionais mais respeitados do Brasil. Na publicação, ele apresenta diversos comportamentos que são muito comuns, mas prejudiciais para o crescimento e o desenvolvimento das pessoas, e propõe seis leis para a conquista da autorresponsabilidade, que envolvem, entre outros, a crítica, o julgamento e a reclamação.
         Quando buscamos culpados, quando apontamos o dedo para o outro, deixamos de nos responsabilizar pelas situações que vivemos, pelas dificuldades por que passamos. Por que mudar se a culpa da situação do país é dos políticos corruptos? Por que mudar se os meus colegas de trabalho é que são ruins? Por que mudar se o meu companheiro é que não me entende? Os nossos melhores frutos dependem da nossa persistência na autorresponsabilidade. Para isso, precisamos reaprender a lidar com o outro e, principalmente, com nós mesmos.
         Podemos gerar grandes resultados, mas estes dependem de nossas ações e escolhas. Parece óbvio, mas não é. Costumo perguntar para as pessoas se elas estão dispostas a “pagar o preço”. Afinal, não existe mágica: é preciso abrir mão de posturas recorrentes, da vitimização, e colocar a mão na massa, abrir a mente para o novo, novos pensamentos, novas crenças. Sem dúvidas, isso exige muito. Enxergar além não é tarefa fácil, mas é possível.
         O autoconhecimento faz parte desse processo, ele nos dá poder para assumirmos nossas habilidades. Se cada um de nós se tornar responsável por sua vida e seus resultados, sem esperar que o outro o faça, sem deixar que a crise gere uma epidemia de pessimismo, teremos um suspiro de esperança. Quem sabe, assim, poderemos ser uma geração que acredita mais em si mesma, conhece suas responsabilidades e não apenas seus direitos, capaz de focar em ações que realmente fazem a diferença.”.

(JÚLIA LOBO. Publicitária, coach profissional e diretora do Centro Conceito de Coaching da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico (Febracis) em Belo Horizonte, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 24 de julho de 2016, caderno ADMITE-SECLASSIFICADOS, coluna MERCADO DE TRABALHO, página 2).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 28 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de RAFAEL ÁVILA, professor de relações internacionais do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), diretor de inovação do grupo A-nima, e que merece igualmente integral transcrição:

“Novos métodos de ensino
        As instituições educacionais do mundo inteiro estão buscando novas formas de ensino para atender às demandas do mundo contemporâneo. A Finlândia, por exemplo, país onde a educação é considerada uma das melhores do mundo, sabendo que o ensino tradicional não dá conta de algumas questões, tem proposto testar, de maneira a complementar o ensino tradicional com o dos fenômenos, porque considera que as necessidades não são mais as mesmas dos anos 90 e precisa de uma educação adequada ao século 21. O estudo de fenômenos é um método já adotado por cerca de 70% dos professores das escolas de ensino médio da capital do país. A ideia é que cada fenômeno possa ser estudado com diferentes abordagens: a Segunda Guerra, por exemplo, poderia reunir professores de história, geografia e matemática.
         Em Minas Gerais, o Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), atento às transformações do mundo contemporâneo e da própria educação, sabe que a formação do estudante passa pelo ensino de aspectos técnicos e de conteúdos, mas que não se limita a somente isso. Por este motivo, além dos conhecidos projetos interdisciplinares, um componente curricular inovador, em que os estudantes articulam diversos saberes, de maneira interdisciplinar, na construção de produtos, protótipos, projetos e soluções, vem implementando uma nova proposta.
         Essa nova proposta, denominada Laboratório de Aprendizagem Integrada, ou Projeto de Vida, como é comumente conhecida, visa propiciar aos estudantes a possibilidade de desenvolver habilidades sócio-emocionais, ao mesmo tempo em que os mesmos podem refletir sobre seus projetos de vida e carreira. O objetivo do Projeto de Vida é propiciar uma formação mais humana, mais personalizada e mais contemporânea, que combina o ensino de conteúdos e o debate de temas da contemporaneidade com o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais ou não cognitivas, fundamentais para o cidadão do século 21. Este programa, muitas vezes mediado também por tecnologias, acaba por não só transformar a vida dos nossos estudantes, como também vem trazendo ao docente a possibilidade de assumir um novo papel, o de mentor, e que o permite contribuir diretamente na formação integral dos nossos alunos.
         O objetivo da instituição é formar um sujeito autoproposto, um cidadão crítico, engajado e atuante e capaz de entender o seu papel no mundo. Para isto, o UniBH buscou a inspiração no grande educador mineiro, o professor Antônio Carlos Gomes, que costumava dizer: “Quanto mais a pessoa for capaz de conhecer a si mesma e a sua circunstância, (...) mais será de visualizar onde pretende ir e traçar um caminho para chegar lá. (...) Um ser humano torna-se autoproposto, quando adquire um projeto de vida, quando traça um caminho claro entre seu ser e o seu querer-ser”. É formar um sujeito que trace um caminho autônomo de sua própria formação.
         Uma das inspirações que o projeto teve foi a Escola Municipal André Urani, ou simplesmente Escola da Rocinha, onde a Tamboro, empresa parceira no projeto, desenvolveu um projeto de resgate da autoestima e dos sonhos dos jovens da comunidade. O Laboratório de Aprendizagem Integrada, ou Projeto de Vida, começou no ano passado com cinco turmas pilotos e neste ano já impacta a formação de centenas de jovens que entram no UniBH.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, em junho, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,84%, e a taxa de juros do cheque especial em maio registrou históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        


    


sexta-feira, 22 de julho de 2016

A CIDADANIA, AS CHAVES PARA A COOPERAÇÃO E A EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA

“Simplicidade e pensamento 
elevado: chaves para a cooperação
        Na busca de agir com união de esforços visando manifestar a verdadeira cooperação, a simplicidade é elemento equilibrador. Se não existem compromissos com coisas ultrapassadas, a simplicidade revela seu poder de dissolver hábitos e atrair a paz. Mas, para não se transformar em dura austeridade, é preciso alegria no viver e no compartilhar.
         A alegria brota espontaneamente quando se reconhece que é preciso pouco, bem pouco, para viver ajudando os demais, sem nada reter – nem dissabores, nem bem-aventuranças. Se há alegria, os dias se revelam um fluir contínuo, serenos como a eternidade.
         A aparência de progresso que a civilização apresenta não deixa a humanidade ver a profunda crise em que se encontra. Porém, os mais conscientes indicam o rumo com seus próprios passos e elevam consigo os que aspiram a progredir. Muitos ombros deveriam estar dividindo as inúmeras tarefas disponíveis no conturbado mundo de hoje.
         A insatisfação comum no mundo inteiro não decorre só de carências materiais, mas do afastamento da verdadeira meta de Deus. Os que se encontram desconectados dessa meta têm ilusão de que a paz vem da posse de bens. Assim, deixam-se levar pela tendência a acumular coisas, mas o vazio persiste em seus corações como um sinal de que este não é o caminho da serenidade e da abundância.
         Sem que no coração a simplicidade desabroche, não surge a paz interna nem há partilha correta dos recursos disponíveis. Mas simplicidade não é pobreza: nasce se percebermos a necessidade de todos e se renunciarmos ao supérfluo.
         A simplicidade leva a atos e a decisões transparentes. Expressa-se quando a pessoa se libera de apetrechos retidos por desejos, ambições e vaidades. É uma qualidade própria do mundo interior, onde se conhece a força de ater-se ao essencial.
         Embora seu valor seja pouco conhecido, a simplicidade é fundamental para a manifestação livre da vida. Conduz à singeleza e revela o que é imediato e prioritário. Porém, ser simples requer vontade férrea e implica renúncia a hábitos desatualizados e a vícios que têm fundas raízes.
         A união fraterna de pessoas lúcidas e disponíveis ao serviço firma-se na simplicidade, e as oscilações do atual modo de viver humano não lhes devem tirar a disposição nem a serenidade.
         Além da simplicidade, o pensamento bem direcionado e elevado permite o cultivo das melhores virtudes e predispõe a ações benéficas. Para avançar rumo à abundância é necessário fé, coragem, perseverança e intrepidez, qualidades que têm como sementes o pensamento positivo e criativo.
         Para construir a fraternidade é necessário descobrir o ele entre o pensamento e a obra. As verdades mais profundas desse elo tão importante revelam-se quando se vive em nome de uma união maior, de um amor integrador e impessoal.
         O pensamento voltado para o sagrado dissolve o tédio e traz experiências renovadoras. Quem se dedica ao trabalho fraterno da cooperação poderá estar sempre diante dos companheiros e da própria tarefa como se fosse pela primeira vez.
         Não há equívocos quando, cultivando o silêncio interior, percebem o significado dos acontecimentos. Compreendem a mutabilidade da existência pessoal, a transitoriedade de tudo o que têm é externo. E uma paz inalterada se instala. Assim, o esforço abnegado torna-se o prenúncio de melhores dias.”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 17 de julho de 2016, caderno O.PINIÃO, página 16).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 19 de julho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de LAURA SOUZA LIMA E BRITO, professora de direito do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), e que merece igualmente integral transcrição:

“Ver como a educação transforma
        Para coroar uma década de docência, o ano de 2016 me premiou com a chagada de Leandro à minha classe. É impressionante como em sala de aula é possível ver algo novo todos os dias.
         Leandro é o meu primeiro aluno deficiente visual. Tê-lo conosco deu frio na barriga, deu ansiedade, deu medo. O que será que a gente vê quando o outro não vê?
         Ora, a gente vê o outro! Mas foi preciso abrir os olhos para descobrir isso.
         Como as relações humanas são essencialmente recíprocas, em algum momento deixamos de enxergar as pessoas que não veem. Com isso, o efeito mais grave da deficiência visual passa a ser a invisibilidade – uma invisibilidade circular e progressiva que vai transformando todos em cegos e invisíveis potenciais.
         Em Ensaio sobre a cegueira, José Saramago cria a ficção de uma branquidão contagiosa que simboliza a insensibilidade e a indiferença em relação ao outro. O mais angustiante do relato do autor português não é o fato de que ninguém enxerga, mas a constatação de que ninguém é visto naquele cenário.
         Zigmunt Bauman, por sua vez, em Cegueira moral, denuncia a mutabilidade da insensibilidade: “O indivíduo tornado moralmente ‘insensível’ (a quem possibilita, e que esteja disposto a desconsiderar o bem-estar do outro) está, queira ou não, ao mesmo tempo situado na ponta receptiva da insensibilidade moral dos objetos de sua insensibilidade moral”.
         Ou seja, o maior desafio no convívio com um deficiente visual é não nos deixar participar dessa cegueira que nos impede de enxergar aquele que, mais do que ver, quer é ser visto. E, como se trata de relações recíprocas, perceber que, ao olhá-lo, também somos percebidos.
         O mais interessante foi ter me visto surpreendida pelo comportamento dos meus alunos. Eles não foram contaminados pela cegueira ou, ao menos, tiveram a chance de cura. Todos os dias eles me mostram comprometimento e acolhida – por Leandro e por mim. Vejam! A presença dele foi determinante para criar um espaço de respeito e consideração mútuos na sala de aula.
         Descobrimos juntos que é impossível ensinar a um aluno cego em um ambiente barulhento. Quando nos falta um sentido, os outros tomam muita importância. Logo, como Leandro não pode ler meus lábios quando minha voz é abafada por cochichos, os colegas tiveram que exercitar o silêncio. E todo mundo ganhou com isso.
         Leandro descobriu que não poderia realizar uma pergunta no meio de uma explicação, pois poderia atrapalhar a cadência da aula. Descobri que ele não sabia que levantar a mão era a forma mais gentil de pedir atenção, já que ele não via os colegas ansiosos com as mãos levantadas. Agora, ele ergue o braço e precisa lidar com a mesma expectativa dos outros alunos de poder participar. E, mais uma vez, todo mundo ganhou com isso.
         Essa lição dada ao professor ensina tanto sobre o Leandro quanto sobre todos os outros alunos. É preciso vê-los! Saber de onde e por que eles vêm à sala de aula. Entender o que eles querem ver aqui ou como eles querem enxergar o mundo através do curso superior. Foi preciso que eu começasse a pensar tudo de novo. Com isso, Leandro reforçou o brilho dos meus olhos. Porque a docência é e sempre foi minha opção. Uma escolha legítima e sincera para ver e ser vista.
         A educação nos transforma mesmo quando não vemos. Mas, se abrirmos os olhos, ela transforma um mundo inteiro. Muito obrigada, Leandro. Muito obrigada, meus alunos. Sejam bem-vindos à nossa sala de aula!”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, em junho, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,84%, e a taxa de juros do cheque especial em maio registrou históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

A CIDADANIA, O IMPLACÁVEL COMBATE À CORRUPÇÃO E OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO GLOBAL

“Corrupção e self-compliance
        Atualmente vivemos dias difíceis. Escândalos de todos os tipos têm vindo à tona, evidenciando a corrupção. Mas o que é a corrupção, que tanto estrago causa à sociedade? O termo tem origem no verbo corromper, que significa tornar podre, quebrar aos pedaços, deteriorar ou perverter moralmente. É um fenômeno mundial e atravessa os tempos. E o que faz com que alguns ajam de maneira indevida para alcançar algum tipo de vantagem?
         Primeiramente, a corrupção não é praticada apenas por políticos e empresários. Toda a sociedade está sujeita a ela, cometendo as pequenas infrações do dia a dia, que se inserem no conceito de corrupção: furar filas, subornar para se livrar de uma multa, colar em uma prova, entre outras formas. Alguns fatores, embora não a justifiquem, ajudam a explicá-la. O primeiro diz respeito ao que ocorre com nossa escala de valores, isto é, o modo como as pessoas e as organizações estão se comportando e se relacionando. O que aconteceu à ética, à honestidade, à justiça, à lealdade, aos valores morais?
         O primeiro grupo em que o indivíduo se vê inserido é a família, sendo esta a responsável por lhe passar as principais regras de comportamento e os principais valores, educando a pessoa para a vida em sociedade. Contudo, muitas vezes vemos famílias desestruturadas, problemas e dificuldades familiares que influenciam negativamente essa pessoa, que se desenvolve em meio a expedientes que deixam a desejar em termos de comportamento ético, mas que se mostram, às vezes, como a única maneira de sobreviver.
         Outra questão que contribui para o atual estado de coisas é a disseminação do famoso jeitinho, a busca de soluções fáceis e rápidas para determinados problemas. A prática, muitas vezes inconsciente e, porque já enraizada culturalmente, e tida como normal, acaba sendo estimulada por outro elemento: a impunidade, que se realimenta, não só dos interesses de alguns, como também do exemplo dado por governantes (que saem da própria sociedade) e da visão de que esses pequenos atos de corrupção não geram grande prejuízo a ninguém.
         O comportamento do indivíduo passa, muitas vezes, para as organizações – políticas, empresariais ou do terceiro setor – que são compostas e dirigidas por esses mesmos indivíduos, e que muitas vezes corrompem e se deixam corromper, em troca de poder, vantagens ou de lucros maiores. Nesse caso, o crime de corrupção leva a outros crimes, como o tráfico de influência, subtração dos recursos públicos, sonegação, desfalques, peculato etc.
         Com relação a essas organizações, é necessário que as práticas de compliance sejam exercidas, ou seja, que as instituições ajam com respeito às regras estabelecidas, interna e externamente. Essa atividade, atualmente, reveste-se de um caráter profissional, e vai além da observância desses preceitos. É importante destacar que o compliance é um grande aliado da empresa, pois influencia na boa imagem da organização junto ao mercado, o que pode lhe garantir expansão das vendas e maiores lucros, sem recorrer a expedientes ilegais.
         Está claro que a corrupção cria insegurança, principalmente quando atinge o Estado, elemento responsável por prover o bem-estar social. Dependendo do grau de envolvimento dos agentes públicos e dos danos causados, pode gerar desconfiança de investidores, empresários e consumidores com relação às políticas governamentais, o que resultaria em crise, não apenas política, mas também econômica, como vemos agora. A solução? Está em nós mesmos, sendo necessário que cada indivíduo faça um reexame de suas práticas, criando o seu self-compliance, monitorando a si mesmo quanto aos seus atos.”.

(GABRIEL MAMED. Economista e professor da FMP/Fase, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 5 de julho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de MARIANELA COSTA FIGUEIREDO, professora do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), e que merece igualmente integral transcrição:

“A educação global
        A educação se dá em vários contextos, ampliando a visão cartesiana de que o espaço da escola é o único passível de aprendizagem e de ensino. Abriram-se janelas para utopias, presenciais e virtuais, corredores de acesso a vários campos do conhecimento, de forma problematizadora e interdisciplinar. Valores tradicionais foram questionados pela própria evidência dos novos entrelaçamentos conceituais, outrora inquestionáveis. Em um mundo global, em que as distâncias se encurtam, as culturas se aproximam, o fluxo populacional e as informações circulantes, em cada sociedade, se ampliam, surge a necessidade de agregar e incluir, desenvolvendo a capacidade de reconhecer o outro e, assim, aprender a conviver com o diferente. A diversidade de crenças, de experiências, de opiniões de conhecimentos complexificou, então, o conhecimento que antes parecia ser linear como um rio pouco acidentado. Suas águas, hoje, desembocam em um mar revolto que, ao tomar conta dos saberes, constroem e desconstroem em suas marés, cotidianamente, novos âmbitos do saber, paulatinamente, apropriados pela humanidade.
         Em tempos de globalização e de interdependência local e mundial, as mudanças políticas, econômicas, sociais, culturais e tecnológicas influenciam pensamentos e mentes, perpassando a construção da identidade pessoal e coletiva e a própria formação humana. Nesse contexto se dá a formação docente, em que a pós-graduação tem por objetivo o aprofundamento do conhecimento adquirido. Mas não se trata apenas de competência técnica; está em causa, também, a realização pessoal: compreender o mundo, aprofundar sobre a qualidade dos laços afetivos que produzem uma sociedade mais saudável e sua relação com o ambiente ou, ainda, como uma sociedade aprende os desígnios de sua própria cultura são assuntos que produzem curiosidade e têm um alcance sublime sobre os mistérios da vida, para quem se interessa pela área da formação humana.
         O curso de pós-graduação em Psicopedagogia – Unibh, com mais de 20 anos de existência, vem atender à demanda de profissionais que pretendem implementar projetos de formação humana. Por seu caráter multidisciplinar, a convergência de ciências relacionadas ao processo de maturação do indivíduo, como a pedagogia e suas teorias de aprendizagem na busca da descoberta de como aprendemos, a psicologia e a psicanálise para entender como nossos desejos e nossos jeitos de ser são construídos, a neurociência para estudar como o cérebro e, ainda, a psicomotricidade, com foco no movimento, no intelecto e no afeto ajuda a decifrar o processo de aprendizagem humana, em suas aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas.
         Na sociedade aprendente de hoje, o cruzamento das intencionalidades se dá no encontro humano, e neste são geradas possibilidades de educabilidade. A escola é entendida, hoje, como um espaço desafiador, que a aguce a curiosidade dos alunos, a vontade de fazer perguntas e de encontrar respostas. O espaço empresarial não é menos desafiador, pois o processo de aprendizagem, em um mundo profissional, exige dos adultos em atuação a capacidade de inovar e de resolver problemas complexos.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        





          

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A CIDADANIA, A LUZ DA ECONOMIA COLABORATIVA E A SUSTENTABILIDADE DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS (22/2)

(Junho = mês 22; faltam 2 meses para a Olimpíada 2016)

“Economia colaborativa
       Não há como negar que o modelo econômico atual, baseado em cortar, cavar e queimar, está nos seus últimos dias. A população mundial cresce exponencialmente, enquanto os recursos naturais são finitos. Chegamos à “era dos limites”. Consumir menos, reutilizar sempre e compartilhar mais. Essa é a ideia central da economia colaborativa. O tema tem ganhado espaço e evidência, impactando na mudança de comportamento das pessoas em relação aos padrões de consumo. Uma frase interessante do economista norte-americano Jeremy Rifkin cita que “enquanto o mercado capitalista baseia-se no interesse próprio e é guiado pelo ganho material, os bens comuns sociais são motivados por interesses colaborativos e guiados por um profundo desejo de se conectar com os outros e de compartilhar”.
          Um novo modelo econômico está silenciosamente se configurando. Em um futuro próximo, as empresas que não atuam de forma colaborativa estão fadadas a perder grandes fatias do mercado. Somente prestar serviços ou produzir produtos de consumo não é suficiente para atender às necessidades dos consumidores. Eles buscam mais. O tema dentro das organizações está tornando-se tão importante que é utilizado como recurso para melhoria da produtividade. Um grande exemplo dessa prática é o projeto Cocriando, da Natura, que tem plataforma on-line de colaboração e cocriação. É um espaço onde consumidores, consultores e colaboradores podem construir, juntos, novas ideias, novos conceitos e modelos de produtos e serviços.
          Voltando à questão inicial. Três pilares sustentam o modelo de economia colaborativa: pessoas, tecnologia e sustentabilidade. Por isso, o sucesso de empresas que vêm surgindo, atendendo às necessidades das pessoas, em um ambiente de limites, por meio de serviços locados em plataformas digitais, como a Airbnb e o Uber, que já são consideradas novos modelos de negócio. Porém, é importante relembrar que tais movimentos disruptivos têm sido alvo de protestos e vêm enfrentando impasses na legalização de suas operações.
          Penso que a era do capitalismo tradicional, caracterizado pelo consumo desmedido, pela ostentação e pelo descaso com o meio ambiente saturou o modelo econômico atual, fazendo-nos voltar à antiga era do “escambo” – porém, com respaldo da tecnologia, que nos possibilita a troca de forma muito mais abrangente, justa e consciente. Com mais pessoas compartilhando, trocando informações e experiências, estamos criando a nova era da economia – a economia colaborativa –, cada vez mais presente no mundo contemporâneo. Afinal, todos podem viver e consumir de forma mais consciente, olhando para o bem-estar das futuras gerações.”.

(JAIRO MARTINS. Presidente executivo da FNQ, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 26 de maio de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 24 de maio de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de PEDRO HENRIQUE NEVES DE CARVALHO, professor do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), e que merece igualmente integral transcrição:

“A construção da cidadania global
       As relações internacionais (RIs) formam um quadro de abordagens para se conhecer e compreender o mundo. As RIs no Brasil são construídas por um número reservado de instituições de ensino que ampliaram a educação na área das Ciências Humanas. O curso de relações internacionais do UniBH, há mais de uma década tem apresentado uma forma de ensino que busca inovar. Há uma procura constante por práticas extensionistas que unem os temas globais aos temas locais, dentro da realidade do cidadão brasileiro. Essa união se torna possível pela razão interdisciplinar do curso, além de criar atividades para o envolvimento do corpo discente com questões reais que se reproduzem no quando internacional e nacional-urbano.
          O RI-UniBH, por meio do seu projeto de extensão, o Banco de Consultores de Relações Internacionais, tem, há seis anos, realizado atividades que aproximam as unidades distantes: o global e o local. A nossa urbano-globalidade não tem apenas recriado os nossos entendimentos sobre o mundo, mas também lapidado o diálogo social. Aqueles problemas de outrora, tidos como distantes, agora nos provocam diariamente. Assim, tem-se uma linha de questões desafiadoras que exigem nosso posicionamento e ação: os efeitos perversos da globalização; a defesa dos direitos humanos; a questão dos refugiados; as crises energéticas e o consumo; entre outros temas. A despeito da localidade de alguns temas, como a crise dos refugiados, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), essa é uma temática que envolve toda a sociedade mundial, dado o sentido de urgência e de complexidade.
          Qual a importância desse diálogo entre espaços distintos (global/local) para a construção de uma nova sociedade? E como desenvolver a identidade do cidadão global? Os temas globais devem, em princípio, ser apropriados pelos cidadãos nacionais, empoderados por meio da compreensão e discussão acerca dos complexos processos. Via Observatório do Cidadão Global – OCG, o Banco de Consultores em Relações Internacionais tem, desde 2014, criado um diálogo aberto junto às escolas de ensino médio de Belo Horizonte e região metropolitana. Busca-se uma construção transformadora, pois o OCG cumpre o papel da extensão universitária, aproximando o ambiente universitário da comunidade que o cerca.
          O objetivo é formar, entre os jovens do ensino médio, um conhecimento crítico a respeito dos processos internacionais que têm apresentado uma maior tendência e impacto. Almeja-se compreender os problemas das relações internacionais e as formas de ação dos grupos da sociedade civil vinculados às áreas temáticas trabalhadas. Acerca da questão dos refugiados, em 2016, as escolas parceiras do projeto desenvolverão discussões coordenadas pelos alunos do curso de RI. Assim, os alunos terão a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre o tema e desenvolver argumentos e ideias concernentes ao papel da sociedade civil com intuito de emular soluções para os problemas trabalhados. Por essa metodologia simples, mas envolvedora, aos poucos se lapidam as ações na nossa sociedade, a julgar que por meio do conhecimento e do diálogo uma nova identidade cidadã possa ser descoberta: a cidadania global.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)    a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 515 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)    a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...