sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A FORÇA DA CULTURA COWORKING E A UNIVERSALIDADE DO COMBATE À CORRUPÇÃO

“Coworking: comodidade e comunidade
        Há 11 anos, o jovem americano Brad Neuberg abriu as portas do apartamento que dividia com mais três amigos, na cidade de São Francisco, para que profissionais da área de tecnologia pudessem trabalhar e compartilhar experiências em um ambiente colaborativo. Para definir o espaço, Brad usou o termo coworking, criado anos antes pelo escritor Bernie Dekoven.
         Ele ainda não sabia, mas havia acabado de desenvolver um conceito que iria ultrapassar as fronteiras americanas e se espalhar por todo o mundo. Os espaços colaborativos fizeram com que startups e empreendedores individuais tivessem mais autonomia, garantindo ambientes confortáveis de trabalho, baixo custo e, principalmente, networking. Isso cresceu tanto que atualmente até as grandes empresas buscam os coworkings para alocar seus colaboradores.
         Muitos me perguntam quais as vantagens de procurar os espaços colaborativos de trabalho e, sempre ao responder, me vem à cabeça os 2C – comodidade e comunidade. Em um primeiro momento, isso pode parecer meio vago, mas na verdade essas são as principais vantagens de estar dentro de um coworking. A comodidade se deve, primeiramente, pelo fato de você estar em um ambiente de trabalho moderno e feito para valorizar as pessoas. Eu sempre ressalto que o maior bem de qualquer negócio são as pessoas. Isso faz todo o sentido dentro de um coworking, já que tudo é desenhado para facilitar a interação entre os profissionais que lá estão.
         Os diferentes ambientes são propícios para elevar o potencial humano em todos os sentidos e, ao mesmo tempo, faz com que a pessoa se sinta em casa, já que é lá que passará a maior do seu dia. Outro fato positivo é estar dentro de um espaço com todas as facilidades de um escritório, como recepcionista, telefone e salas para reuniões e recreação, entre outras coisas, e tudo isso administrado por terceiros, a um custo muito mais baixo do que ter um local próprio.
         Já a comunidade é o fator que mais me encanta. Digo isso, pois a cada novo coworking que surge nasce também uma extensa rede de relações que serão fundamentais para o desenvolvimento de negócios e, principalmente, de pessoas. Nos corredores dos coworkings são fechados volumes grandiosos de negócios e isso é natural em um ambiente especialmente criado para favorecer a comunicação e o contato.
         Um fato curioso e que ajuda a explicar o crescimento dos coworkings em todo o mundo é a diversidade de pessoas que ocupam esses espaços. Isso faz com que essa extensa rede funcione como um ecossistema complexo onde, no final, todos saem ganhando por causa das relações lá estabelecidas. Esse é um dos fatores que me fazem cada vez mais acreditar nesses ambientes. Desde que entrei nesse negócio, em 2012, procuro sempre promover ações que aproximem cada vez mais as pessoas.
         Claro que poderia enumerar outros fatores para falar das vantagens de estar dentro dos espaços de trabalho colaborativos, mas comodidade e comunidade são os fatores essenciais para o despertar de novas possibilidades. A cultura coworking seguirá se fortificando nesses dois pilares e a tendência é que tenha nos próximos anos cada vez mais adeptos!”.

(JORGE PACHECO. CEO e fundador da Plug, pioneira na cultura de coworkings no Brasil, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 20 de dezembro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no jornal FOLHA DE SÃO PAULO, edição de 14 de dezembro de 1994, caderno OPINIÃO, de autoria de MODESTO CARVALHOSA, 62, advogado, e presidente do Tribunal de Ética da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) e membro da Comissão Especial da Presidência da República encarregada das investigações sobre corrupção no Executivo, e que merece igualmente integral transcrição:

“Por uma política contra a corrupção
        ‘Os países formulam e executam políticas para tudo, menos para a corrupção’ Michael Skol, subsecretário de Estado norte-americano.
            A posse do governo Fernando Henrique Cardoso, dentro de poucos dias, traz sempre a questão do enfoque que os sucessivos governos dão ao tema corrupção.
         O consistente programa do novo presidente, lançado em publicação de 300 páginas, apesar de demonstrar competência e experiência no setor da administração pública, faz apenas algumas menções esporádicas ao problema, e sempre com linguagem delicada para não ferir os sentimentos dos cidadãos.
         Nota-se que o problema da corrupção administrativa é timidamente colocado naquele documento em meio a outras prioridades de desenvolvimento social, que retiram a força do fenômeno em si, cuja gravidade se encontra estampada diariamente em todos os jornais do país.
         Esse escapismo a uma abordagem corajosa do tema é tendência universal.
         Os governos evitam o enfrentamento do trato do fenômeno da corrupção, negando o quanto possível a sua existência no seio da administração, por instinto de conservação do prestígio da classe política e do próprio sistema de democracia.
         Em consequência, mesmo aqueles governos de relevante probidade somente tomam providências administrativas quando surgem escândalos de grande porte, que afetam e mobilizam a opinião pública.
         Ocorre que a corrupção constitui um fenômeno permanente e estrutural que, nas suas multiplicidades e sofisticadas formas, sobrevive no organismo estatal mesmo quando os governantes respectivos são reconhecidamente probos.
         Como pudemos colher das intervenções dos diversos países do Grupo do Rio, reunidos em Quito nos fins de outubro, em torno da probidade administrativa, a corrupção é um fenômeno sistêmico, que demanda o estabelecimento de uma política ampla e profunda, cuja formulação, de curto, médio e longo prazos, deve ter a mesma preferência e metodologia dedicadas às áreas sociais críticas.
         Por isso a consciência do caráter permanente desse delito no seio do Estado demanda que se formule e execute uma política de governo sobre o mesmo.
         E por se tratar a corrupção de um sistema altamente sofisticado, que opera com dinâmica própria no seio das administrações, devem os governos declarar sua disposição de combate-la, admitindo e apontando essas características autônomas e, assim, criando uma convicção, junto à opinião pública, de que o fenômeno não é episódico, factual ou necessariamente decorrente da improbidade pessoal de determinados mandatários ou governos.
         E a criação dessa mentalidade junto à cidadania possibilita que se viabilize a forma mais efetiva de combate, qual seja, o controle social sobre os atos e contratos administrativos e suas conexões com o mundo político. Nesse passo o programa FMC aponta caminhos, ao tratar da parceria Estado-sociedade, sem, no entanto, chegar a aprofundar o tema da improbidade.
         Outro aspecto relevante, levantado na reunião de Quito, foi o da exportação do fenômeno. Os países criam corrupção ao financiarem recursos externos. Nesses casos a concessão de empréstimos é sempre vinculada à contratação de obras, serviços e produtos do país emprestador, inibindo a realização de concorrência aberta internacional e a participação de concorrentes internos.
         Essa operação permite que um pequeno grupo de empresas do país financiador adjudique os contratos, com significativo sobrepreço. Nesse processo são oferecidas propinas aos políticos e funcionários envolvidas na operação. Disso decorre que o país financiado paga um valor dobrado ou triplicado das obras ou serviços, exaurindo os cofres públicos.
         Seja, portanto, no plano interno como no de colaboração internacional, a vontade política é fundamental na instituição de mecanismos de combate à corrupção sistêmica.
         Deve-se, portanto, admitir claramente que a ética pública é uma questão de Estado e não de governo.
         E, com essa perspectiva, a cidadania tem de ser chamada para tomar o seu papel de controlador social nessa luta, imbuindo-se de um senso ético que possa se transformar em pressão e exigência de conduta por parte dos governos, em todos os níveis.
         A propósito, não há mais que discutir sobre o peso da corrupção administrativa e política sobre a situação de miséria em que se encontram os grandes contingentes populacionais da América Latina. O desperdício de bilhões de dólares anuais nas práticas de sobrepreço, financiamentos vinculados, desvio de verbas, contratação de obras não-prioritárias (muitas vezes não executadas), subornos e demais formas da apropriação de recursos públicos para fins privados estabelecem o estado de desperdício dos recursos que deveriam ser alocados para as áreas sociais prioritárias.
         Deve, assim, ser elevado o combate à corrupção administrativa em nível de prioridade mediante o estabelecimento de políticas que possam fazer com a modernização do Estado não reverta a favor de determinados grupos e interesses privados.
         Outrossim, nesse conclave do Grupo do Rio, foram ressaltados os efeitos desastrosos que a corrupção sistêmica traz para o esforço de se estabelecer maior governabilidade em nossos países. Nesse âmbito, a ausência de partidos verdadeiramente institucionais demanda um controle social o mais próximo possível do exercício da função pública.
         Ademais, foi ressaltado que a corrupção, além de afetar o quadro social e a governabilidade, impede o estabelecimento da livre concorrência, pela imposição de preços viciados em setores fundamentais, impedindo a modernização das relações econômicas.
         Não há razões e nem tempo a perder. Devem os governos, ainda nesta década, enfrentar com políticas apropriadas o problema da corrupção e seu inevitável produto, a miséria.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em outubro a ainda estratosférica marca de 475,8% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 328,9%; e já em novembro o IPCA acumulado também nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 




        

         

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A LUZ DA EVOLUÇÃO HUMANA E O PODER DO JORNALISMO DE QUALIDADE

“Melhor fazer algo do que ficar parado
        O ser humano, naturalmente, tem resistência a mudanças: trocar de casa, de carro, de emprego, de cidade, e até de caminho. Gostamos do conhecido, tangível, algo que não causa dor. Mudar requer ação, uma ação experimental. Por mais que ela seja planejada, sempre será uma nova experiência, e isso causa riscos, sentimentos ansiosos, desconfortáveis, eufóricos, prazerosos e até dolorosos.
         Por mais que a gente saiba que mudamos, porque evoluímos e acumulamos experiências diárias, resistimos a mudar. Muitas vezes preferimos ser invisíveis só para não tomar certas ações. Aí ficamos lá no berço esplêndido do gerúndio: só nos justificando.
         Existe uma cena muito interessante do filme Laurence da Arábia, na qual o herói e seu companheiro estão sentados em uma duna do deserto e veem distante um ponto preto que se move, e que não dava para distinguir o que era. Lá, eles ficam inertes esperando para ver o que seria esse objeto em movimento. Gradualmente, o ponto se revela um camelo com um homem cavalgando-o. Quando menos esperam, o homem saca uma arma e mata o companheiro de Laurence. Moral da história: é melhor fazer qualquer coisa do que ficar parado, esperando.
         Essa metáfora é muito válida para as empresas que querem se manter na vanguarda do mercado em que atuam. Ela não pode ficar como uma mera espectadora, vendo para onde os concorrentes vão. É preciso mostrar para onde o mercado deve ir.
         Tanto nós como as empresas não podemos ficar esperando para mudar, para inovar. Muitas vezes esperamos o movimento do outro para nos movimentar. E segundo Steve Jobs, a inovação é o que distingue um líder de um seguidor.
         Marca, identidade, se coloca, aparece. Um bom termômetro é verificar se o seu trabalho reflete quem você é. Se a qualidade do seu trabalho e como você se vê e se projeta está no caminho certo. Se não, vale reavaliar essa relação, as motivações, o comprometimento e, até mesmo, fazer uma autoanálise.
         Nas parcerias, a mesma coisa: eu construí as parcerias e tenho as relações que busco para a minha empresa? Cada um está se levando para a relação, levando o melhor de cada e trocando experiências?
         São perguntas profundas, válidas e importantes para a vida pessoal e profissional. Afinal, em qualquer relação a gente se leva, mudando ou não.”.

(ANA FLÁVIA CORUJO. Gerente de alianças estratégicas da Certisign, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 19 de dezembro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de CARLOS ALBERTO DI FRANCO, jornalista, e que merece igualmente integral transcrição:

“Jornalismo, produto essencial
        Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lá estavam as nossas lembranças, os nossos registros afetivos, a nossa saudade. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava. Era bem legal.
         Agora, fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. É importante guardar imagens. Mas é muito mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
         Algo análogo, muito parecido mesmo, ocorre com o consumo da informação. Navegamos frequentemente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispensa a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente de ninguém. Somos de editores do nossos diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Penso que há uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma demanda reprimida de reportagem. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre. É preciso olhar para trás para dar saltos consistentes.
         Jornalismo sem alma e sem rigor. É o diagnóstico de uma perigosa doença que contamina redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. As empresas precisam repensar os seus modelos e investir poderosamente no coração. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem-editado, sério, preciso, isento. O prestígio de uma publicação não é fruto do acaso. É uma conquista diária. A credibilidade não se edifica com descargas de adrenalina.
         É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história. Na verdade, a batalha da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, da preguiça profissional e da incompetência arrogante. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de opções ideológicas invencíveis, transformam um princípio irretocável  num jogo de aparência.
         A apuração de mentira representa uma das mais graves agressões à ética e à qualidade informativa. Matérias previamente decididas em guetos sectários buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se apoia na busca da verdade, mas num artifício que transmite um simulacro de isenção, uma ficção de imparcialidade. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: repercussão seletiva. O pluralismo de fachada, hermético e dogmático, convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a versão.
         A crise do jornalismo está intimamente relacionada com a perda de qualidade do conteúdo, com o perigoso abandono de sua vocação pública e com sua equivocada transformação em produto mais próprio para consumo privado. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho ofício”. É urgente investir fortemente na formação e qualificação dos profissionais. O jornalismo não é máquina, tecnologia, embora se trate de suporte importantíssimo. O valor dele se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação.
         Sem jornalismo público, independente e qualificado, o futuro da democracia é incerto e preocupante. O jornalismo precisa recuperar a vibração da vida, o cara a cara, o coração e a alma.
         A todos, feliz Natal!”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em outubro a ainda estratosférica marca de 475,8% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 328,9%; e já em novembro o IPCA acumulado também nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 



 
        

         

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A IMPRESCINDÍVEL REVOLUÇÃO MORAL E OS DESAFIOS DA REPRESENTAÇÃO NA SUSTENTABILIDADE

“Conceito de cidadania
        A perplexidade que as sucessivas descobertas de esquema de corrupção vão causando, sobretudo quando envolvem nomes antes insuspeitos, faz despertar o conceito de cidadania. Somente a construção ampla do conceito de cidadania no Brasil poderá opor-se de maneira eficaz ao alcance da ação deletéria da moralidade que a corrupção provocou no Brasil. De repente, e não só mais envolvendo a questão dos orçamentos públicos, constata-se que a corrupção estendeu tentáculos longos e armou quadrilhas poderosas, dominando procedimentos e decisões, em dimensão tamanha que não serão as eleições gerais que se realizam ano que vem suficientes para remover da vida pública, no Legislativo e no Executivo, os que já se encontram viciados na prática de todos estes atos ilegais ou imorais que a CPI vai revelando.
         Pede-se algo mais. Basta ver o que falam as faixas da passeata pela moralidade no Rio. Ou o que estão revelando os pronunciamentos e manifestos que acontecem por todo o Brasil, em todos os setores e instituições, refletindo a indignação contra este estado de coisas, Será difícil à CPI, por mais isenta e firmemente conduzida que o seja, conseguir apurar toda a verdade. A cada dia aparecem indícios de novos envolvimentos. Conclui-se que a máquina corruptiva é complexa e longa, envolvendo condutas já enraizadas, diversos tipos de favorecimentos, despistados e até legalizados, sendo difícil, em muitos casos, o enquadramento dos envolvidos em qualquer artigo do Código Penal. A condenação, portanto, situa-se no campo moral e é nesse patamar que precisa ser enfrentada a crônica e enraizada corrupção brasileira.
         É hora do desenvolvimento do conceito de cidadania no Brasil, no que significa de mais atual, moderno, civilizatório. O cidadão é o homem consciente do seu tempo, dos seus direitos e deveres como ser socializado, co-responsável pelo tipo de sociedade de que participa e ajudou a construir. É nesse compromisso político e social que se insere sua ética de conduta. E é nessa linha conceitual que o ato de roubar o dinheiro público é tão condenável quanto a ausência de participação política, dever essencial do cidadão. A construção de um Brasil como nação democrática passa por esse ethos, ampliado e atualizado pelo moderno conceito de cidadania, onde não há lugar para traços como o jeitinho, o levar vantagem de qualquer maneira, o político corrupto, populista ou desinteressado dos problemas nacionais, o tráfico de influência, o deixar para depois, a propina, etc.
         Igualam-se, como escândalos sociais, as matanças do Carandiru e da Candelária e o impeachment de Collor e, agora, os roubos da CPI do Orçamento. Ou as obras com preços superfaturados já garantindo a propina. A miséria de 32 milhões de brasileiros é também fenômeno correlato. Na verdade, as ordens política e econômica inscrevem-se em um quadro cultural. O impasse brasileiro, a ingovernabilidade, o imobilismo, a incapacidade de gerar soluções, de remover os graves e perversos desequilíbrios de toda ordem, são vertentes de um mesmo estuário. A revolução moral só se completa dentro da evolução cultural, estribada no conceito de cidadania, ainda bastante incipiente num Brasil onde a exclusão não permite taxas mínimas de educação popular. A encruzilhada histórica em que o País se encontra pode ser o ponto de inflexão de que precisa. Ou se condena a resistir à própria História.”.

(Editorial do jornal ESTADO DE MINAS, edição de 9 de novembro de 1993, caderno OPINIÃO, página 6).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 16 de dezembro de 2016, mesmo caderno, página 7, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Crise na representação
        A sociedade brasileira carrega nos ombros o peso de muitos problemas, um deles especialmente grave: a crise envolvendo os representantes do povo. O que tem sido protagonizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília, causa perplexidade. São fatos com desdobramentos que atingem fortemente a democracia, colocam em risco seus funcionamentos e propósitos. Por isso mesmo, há uma demanda imediata para que se estabeleça amplo processo de revisão das práticas e posturas nesses âmbitos, para que elas sejam balizadas por parâmetros éticos. Assim, os representantes do povo, em suas responsabilidades políticas, poderão valorizar e garantir a dimensão moral necessária à atividade para a qual foram eleitos.
         É inquestionável que hoje a maior parte das energias é investida nas situações e interesses pessoais e partidários, deixando de lado o que deveria ser prioridade: o supremo bem do povo. Não se reconhece que a representação política significa a capacidade e a disposição de partilhar os sofrimentos e as angústias do povo, buscando soluções para problemas sociais. Além disso, falta aos representantes a luminosa razão que permite enxergar problemas e intervir. Isso se revela na ausência de coragem para acabar com privilégios e regalias que estão muito acima das necessidades reais para o exercício da representação, mas que continuam a emoldurar o cotidiano de tantos representantes do povo. Na verdade, essas “vantagens pessoais” agem como um veneno contaminador. Induzem à equivocada crença de que toda representação, longe de ser compreendida como serviço, é simplesmente a conquista de benesses, de lugares que facilitam o enriquecimento a partir da corrupção.
         Quem exerce a representação deveria estar sempre a serviço da coletividade. No entanto, há um daninho vício de se valer do lugar que ocupa para adquirir mais prestígio e outras vantagens pessoais. Isso compromete o bem comum e explica o constante “bate-boca”, os sucessivos e recíprocos ataques, que objetivam a conquista de privilégios. Fica evidente que a corrupção política é a mais grave deformação do sistema democrático, por ser uma traição vergonhosa aos princípios da moral e da justiça social. O sério comprometimento no funcionamento do Estado nasce da corrupção, que influencia as relações entre governantes e governados e tira a credibilidade da representação política. Um déficit que leva ao enfraquecimento das instituições representativas.
           A doutrina social da Igreja Católica afirma que a corrupção política distorce na raiz a função dessas instituições, “porque as usa como terreno de barganha política entre solicitações clientelares e favores dos governantes.” Lamentavelmente, esse mal se tornou um vício na sociedade brasileira. Até quem pode agir de modo diferente, por não ter afundado, ainda, nas dinâmicas da corrupção, corre o risco de ser envolvido nos processos que comprometem o exercício da representação política. Consequentemente, prevalecem os interesses que são restritos a pequenos grupos.
         Se a dinâmica que prioriza particulares não for vencida, a representação política na sociedade brasileira só servirá para aumentar a exclusão social e fomentar um gosto vicioso: o de ocupar cargos para apenas se apropriar do poder, desconsiderando o bem do povo. Tudo mudaria se a cultura dos que estão na administração pública, em qualquer nível, fosse marcada pelo objetivo de servir aos cidadãos. Porém, na contramão desse ideal, o Estado permanece apropriado pelos interesses que contrariam o bem comum, guiado por encaminhamentos que não são suficientemente lúcidos. Prevalecem as escolhas que sacrificam o povo, principalmente o mais pobre.
         Urgente é investir na representação política para inverter os descompassos em curso, promover novas posturas, sem os vícios que fazem os governantes gastarem a maior parte do tempo com infrutíferas discussões e acusações. Só uma nova cultura nas dinâmicas da representação política poderá reverter esses quadros desoladores. O investimento pode ser alto, o percurso a trilhar certamente é longo, mas uma profunda mudança na representação política é fundamental. Sem a necessária moralidade e a consequente qualidade no exercício da representação política, continuará aberta a ferida na democracia brasileira.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em outubro a ainda estratosférica marca de 475,8% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 328,9%; e já em novembro o IPCA acumulado também nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 




   

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A LUZ NA GESTÃO DE PESSOAS E A FORÇA DA LEITURA NA SUSTENTABILIDADE

“Gestão de pessoas para projetos de sucesso
        Na área de gerenciamento de projetos, o componente humano é o mais complexo a ser gerido. E não é para menos que quatro da 10 áreas de conhecimento trabalhadas na gestão de projetos são diretamente relacionadas a pessoas – recursos humanos, comunicações, partes interessadas e aquisições (no âmbito da contratação de equipe terceirizada). E em praticamente todas as seis restantes podemos estabelecer fortes vínculos, ainda que indiretos. A estimativa de esforços e duração do trabalho na elaboração de um cronograma, por exemplo, está totalmente relacionada à expertise das pessoas envolvidas.
         Ainda assim, a realidade é que a grande maioria dos gerentes de projetos não está bem preparada para lidar com esses aspectos, o que corrobora para o alto índice de insucesso de projetos ainda contabilizados após anos de evolução das técnicas de gerenciamento de projetos. E nesse contexto, contar com o apoio de uma célula ou área especializada em gestão de pessoas pode representar um grande diferencial para a gestão de projetos bem-sucedidos.
         Um dos aspectos críticos observados em projetos de sucesso é, sem dúvida, a adequada seleção de pessoas. Poder contar com uma equipe qualificada é o ponto comum destacado em todas as pesquisas que listam os fatores relevantes para o bom resultado de um projeto. Por outro lado, um dos principais problemas do nosso mercado hoje é a escassez de talentos. E esse ponto dificulta a contratação, representando muitas vezes um gargalo na gestão do projeto. O apoio da área de gestão de pessoas nesse aspecto pode tirar essa carga do gerente de projetos e aperfeiçoar o processo.
         Uma das alternativas que as empresas encontram para esse problema, e que também pode contar com o apoio e o aprimoramento da área de gestão de pessoas é a capacitação interna. Essa opção vem sendo cada vez mais escolhida no âmbito dos projetos, mas ainda é feita de forma incipiente e pouco focada em capacitação nas chamadas “habilidades comportamentais”, como técnicas para melhoria de comunicação e liderança. Falta, ainda, as empresas entenderem que, mais do o know-how técnico, o engajamento e a mobilização das pessoas em prol do projeto são fatores vitais para o sucesso. E esse é justamente o papel desempenhado pelos líderes. A área de gestão de pessoas pode apoiar, não apenas provendo os treinamentos necessários ao projeto, mas também formando novos líderes para futuros projetos.
         Outro ponto crítico são as falhas na comunicação. A maioria dos gerentes de projetos atuantes tem gaps em relação a isso. Com a participação das áreas de comunicação propriamente ditas, a maioria dos pontos pode ser delegada aos especialistas. Importante frisar que existem dois tipos de comunicação no âmbito de projetos: interna (equipe, partes interessadas e escopo da organização) e externa (comunidades afetadas e imprensa). Visando a melhores resultados, é mais viável se todo o trâmite envolvendo imprensa, comunidade e organização for feito pela área especialidade, em alinhamento com o gerente de projeto, mas deixando este mais focado na equipe e nas partes interessadas.
         Por fim, sempre que falamos em projetos, um aspecto importante vem à tona: mudança. Projetos nada mais são do que intervenções organizadas visando adequar processos e produtos da empresa para o mercado, em função de um cenário específico. Eles impactam a maneira como as pessoas trabalham e seus paradigmas, alteram a estrutura presumida de poder, a exposição das pessoas, e, sobretudo, criam desconforto. Por isso, gerir os aspectos humanos e emocionais em cenários de mudanças organizacionais, principalmente em tempos de crise, tornou-se imprescindível. Garantir a adaptação às mudanças e o alcance dos resultados esperados significa conseguir engajamento e compromisso de toda a estrutura organizacional para que haja resultado.
         Diante desse contexto, destaca-se a importância da estrutura de gestão de mudanças organizacionais (GMO). O papel dela é, basicamente, conduzir da melhor forma possível os envolvidos na mudança através de um estágio de transição, partindo do estado atual em busca de um estado desejado. O caminho trilhado no estágio de transição pode ser tumultuado, passando pelos chamados “vales do desespero”. E um bom GMO facilita essa passagem e assegura que, apesar de possíveis conflitos, todos trabalhem em prol do objetivo. Uma área de gestão de pessoas que consiga entregar aos gerentes de projeto uma estrutura de GMO, sem dúvida, minimiza os desafios.”.

(RUAN ALMEIDA. Presidente do Projetc Management Institute (PMI – MG), em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 13 de dezembro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de EMMANUEL SILVEIRA MENDES, bibliotecário do Centro Universitário Una – Câmpus Linha Verde, e que merece igualmente integral transcrição:

“Livros para que te quero
        Instituições de ensino promovem ações, diariamente, em prol do desenvolvimento pessoal. O aluno que se aventurar a expandir seu campo de visão poderá aproveitar o máximo dos recursos disponíveis ao seu redor. Podem-se citar ações culturais, palestras, debates, monitorias, entre tantos outros. Cabe destacar aqui um setor de grande apoio: a biblioteca.
         A biblioteca é considerada um local propício à geração de conhecimento. Em seu ambiente cercado de estantes cheias de materiais para leitura, como livros, revistas, jornais e tantos outros meios impressos e digitais, aguarda apenas a visita do leitor.
         Os benefícios da leitura são irrefutáveis. Melhorar a escrita, o vocabulário, formas de se expressar, a clareza da comunicação, o próprio aprendizado, a interpretação, a criatividade, entre muitos outros. A biblioteca, fruto das instituições de ensino no cotidiano, são fontes gratuitas para quem quiser ter maior contato com os livros.
         Historicamente, os empenhados em descobrir as maravilhas de um mundo oculto entre as palavras consumiam muito tempo apenas se deslocando, pois precisavam viajar pelas cidades para ter contato com o conhecimento registrado. Essa prévia exemplifica que a relação entre leitor e livro sofreu mudanças com o avanço das mídias, ampliando os meios de acesso. A facilidade da disseminação de textos via internet propiciou a todos, independentemente da classe social, acesso a obras completas e sem necessidade de deslocar-se. Uma imensidão de conteúdo para ser lida. A prática da leitura literária entre os jovens é importante, pois familiariza os mesmos com o texto e seus ganhos de forma descontraída. Porém, o que dizer de nossos universitários?
         Sabe-se que a vida acadêmica não é fácil. Exige-se muito do estudante universitário e espera-se que o mesmo possa alcançar sua meta. Ainda existem aqueles que conciliam trabalho e estudo. Pilhas de textos são necessárias para fixar o saber apresentado durante o semestre, causando, assim, uma tendência para fazer apenas o básico. Por outro lado, percebe-se a procura pela literatura como forma de lazer por alguns, o que comprova o seguinte: o interesse propicia tempo para desfrutar do que consideramos importante.
         Os grupos de leitura nascem nesse contexto e justamente desse interesse de compartilhar informações. De serem protagonistas. Observemos que a forma mais comum e efetiva de reforço na aprendizagem é estar entre pessoas com interesses comuns. Logo, esta relação favorece o crescimento pessoal, ao mesmo tempo em que laços entre os participantes são consolidados. Ficando claro que muitos contribuem entre si para finalizar seus livros, ou mesmo estudos. O que se torna um hábito dificilmente será extinguido.
         O que seria dos grupos sem uma nomenclatura, sem uma identidade, não é mesmo? Clube do Livro é um nome simples, entre muitos outros, para definir um grupo voltado a discutir assuntos sobre o que foi lido. Aquele que pertence ao clube encontrará pessoas com a mesma motivação e poderá debater os mais diversos assuntos. Quem desejar saber mais ou até mesmo montar seu grupo verá que não há segredo, pois fazemos isso o tempo todo: grupos familiares, de estudo, de amigos, de viagem etc. Vamos ler mais.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em outubro a ainda estratosférica marca de 475,8% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 328,9%; e já em novembro o IPCA acumulado também nos últimos doze meses chegou a 6,99%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...