sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO E AS EXIGÊNCIAS DA PAZ NA SUSTENTABILIDADE

“Realidade lamentável
        Há décadas se discute a necessidade de uma reformulação profunda no sistema educacional brasileiro, apontado pela maioria dos especialistas do setor como ineficiente para levar o país a ingressar no seleto clube das nações desenvolvidas. Inegavelmente, uma nação só alcança o estágio de pleno desenvolvimento econômico e social se tiver uma política educacional capaz de levar a sociedade a um estágio civilizatório sonhado por todos que acreditam na evolução humana. Esforços são feitos para a universalização do ensino, mas de nada adianta investimentos no setor se os mesmos não forem bem direcionados, como apontam educadores de todas as matizes políticas e ideológicas.
         O expressivo aumento na oferta de matrículas nas escolas públicas não se traduziu em melhoria na qualidade do ensino, o que pode ser comprovado pelas pesquisas comparativas com outros países. O Brasil continua amargando as últimas posições no ranking mundial da educação, como mostrou recentemente relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Todos os governantes, ao assumir seus cargos, prometem envidar todos os esforços para a reformulação do sistema educacional, mas suas iniciativas não foram capazes de equacionar o grave problema.
         É inegável que a educação brasileira apresenta dois tipos de pobreza. Ela é pobre se comparada aos padrões internacionais, mas é ainda mais pobre quando é dada a estudantes filhos de pais pobres. A verdade é que os alunos mais desfavorecidos materialmente não têm as mesmas oportunidades dos mais favorecidos economicamente, depois de concluídos os estudos. O desempenho escolar dos mais pobres deixa a desejar, o que acaba refletindo quando os jovens buscam uma colocação no mercado de trabalho.
         Uma questão que preocupa os educadores é a forma como vêm sendo investidos os recursos financeiros disponíveis. Para eles, um ponto vulnerável do sistema educacional é o maciço investimento no ensino superior, em detrimento dos ensinos básico e médio. E recursos não faltam, já que em 12 anos o orçamento da educação triplicou, passando de           R$ 43 bilhões para R$ 130 bilhões. O que não pode ser negligenciado é a forma como esses recursos são aplicados, com o intuito de se evitarem desperdícios.
         Nesta semana, o governo federal anunciou o novo piso salarial dos professores, com reajuste de 7,64%, passando de R$ 2.135,64 para           R$ 2.298,80, tido como insuficiente para o desempenho profissional dos responsáveis pela formação intelectual da juventude. Pior: 14 estamos não cumprem nem o piso. Diante do quadro atual, pode-se dizer que a sociedade brasileira testemunha uma verdadeira tragédia no setor, mas com a mobilização de toda a sociedade é possível reverter esta lamentável realidade.”.

(EDITORIAL do jornal ESTADO DE MINAS, edição de 14 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 6).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 23 de setembro de 2016, mesmo caderno, página 7, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Cidadão, operário da paz
        A importância da paz em nossas vidas e, sobretudo, a corresponsabilidade em se conquistá-la e promovê-la, é necessidade permanente, pois o comprometimento desse dom vem de deficiências em posturas individuais. Essas condutas geram terríveis focos de tensão: conflitos causados pelas desigualdades entre ricos e pobres, a mentalidade egoísta e individualista do capital financeiro desregrado, terrorismo e criminalidades, fanatismos e fundamentalismos religiosos. Esses e outros males ameaçam, continuamente, a paz.
         Na direção oposta das atitudes que geram colapsos há uma lista de “obras do bem” que enriquecem o mundo e indicam que a vocação natural de cada pessoa é ser operário da paz. Importa, nesse sentido, investir sempre, em todas as circunstâncias e de diversos modos, no cultivo pessoal da aspiração pela paz, compreender esse anseio como essencial. Assim, todos precisam reconhecer que cada ser humano nutre, na sua interioridade, o desejo de uma vida feliz, plena e bem-sucedida. Não se alcança essa meta sem que cada um, com a própria força, faça de si um coração de paz. Quem não se dedica a esse compromisso torna-se empecilho para a paz. Esse dom de Deus depende do comprometimento e convicção na busca por uma humanismo integral, fundamentado no irrestrito respeito à dignidade de cada pessoa.
         Por isso, é preocupante a desumanização em curso no cenário mundial, impeditivo para a consolidação dos alicerces fundamentais às sociedades solidárias e fraternas. Esse grave processo gera desgastes e perdas que podem se tornar irreversíveis. Na sua raiz estão pessoas perigosas, que desconhecem qualquer sentido humanístico e, portanto, ignoram o significado do dom de viver. Consequentemente, tornam-se peso sobre os ombros da humanidade e fazem da conquista da paz, uma tarefa ainda mais difícil. Percebe-se, assim, que é indispensável a cada pessoa recompor a gramática inscrita em seu coração pelo Divino Criador, com a ajuda indispensável de vivência familiares, dinâmicas educativas e culturais.
         Nesse horizonte, é inquestionável a importância de se reconhecer que há um direito natural e, ao mesmo tempo, diretriz, que não se estabelece a partir do que está no lado de foram da interioridade. Trata-se de uma convocação que se inscreve na natureza do ser humano, para realizar, fielmente, o projeto universal do divino. Desconhecer ou tratar com descaso e indiferença essa verdade corrói a possibilidade da conquista da paz, pois compromete a condição humana de ser coração da paz. Não basta a quietude ou se compreender como “inofensivo”. Quando um indivíduo adota princípios individualistas que se transformam em mesquinharia, contribui para enfraquecer a dimensão social e comunitária que é intrínseca ao sentido autêntico da paz.
         Assim, é imprescindível o irrestrito e incondicional respeito à dignidade de cada ser humano, que é imagem do Criador. Trilhar essa direção traz como consequência a superação de toda arbitrariedade. É conduta com força transformadora, que reconfigura os cenários da sociedade. Faz com que as pessoas detentoras de maior poder econômico e político não aproveitem dessa condição para atropelar direitos dos menos favorecidos. Quando se respeita a dignidade de cada pessoa, adotando essa conduta como princípio, realidades degradantes são reconfiguradas como velocidade meteórica.
         Por isso mesmo, as instituições todas têm o dever de se tornar protetoras dos direitos fundamentais. De modo muito especial, é preciso promover o respeito à vida e à liberdade religiosa, sob pena de nunca se poder alcançar a paz. O respeito à vida em todas as suas etapas há de se tornar um compromisso inegociável. A defesa da liberdade na vivência da fé exige diálogo e reciprocidade, a consideração fundamental de que o ser humano está em permanente relação com um princípio transcendente e fundamental para a existência.
         Com convicção, deve-se reconhecer que o direito à vida e à livre expressão da fé em Deus não está nas mãos do homem. São princípios que não podem ser desrespeitados por relativismos éticos e morais. Quando são desconsiderados esses direitos, há séria ameaça à cidadania, ao compromisso de cada pessoa em se empenhar para promover a paz. E os resultados serão sempre nefastos para a humanidade, que vagará, cada vez mais, sem rumo, como gente perdida justamente por não conseguir ser cidadão, operário da paz.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e já em dezembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,29%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A FORÇA DAS ÁGUAS E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA SUSTENTABILIDADE

“Crise hídrica aflige o país
        Rico em recursos naturais, o Brasil desenvolveu a cultura do desperdício. A água serve de exemplo. Adultos e crianças sempre tiveram a sensação de que o líquido era infinito. Bastava abrir a torneira, e ele jorrava generosamente. Como nos edifícios a conta é coletiva, tinha-se a impressão de que, além de abundante, é gratuito. Pode ser desperdiçado em banhos longos, mangueiras fartas, lavagem de louça pródiga, escovação de dentes magnânima, descarga de cachoeira.
         A crise hídrica não se deve apenas ao esbanjamento irresponsável. Alia-se à imprevidência do Estado. O governo sempre fechou os olhos para o comprometimento das nascentes e a poluição dos rios, transformados em lixeiras urbanas. Ali, além do esgoto, são jogados móveis, brinquedos, eletrodomésticos, garrafas, sacos plásticos, copos e embalagens descartáveis. Mais: fechou os olhos para o fato que aumenta o consumo – o crescimento da população nas cidades.
         Apesar de contar com 13% da água potável disponível no planeta, o país se encontra em situação desconfortável. Além de urbes nordestinas, São Paulo amargou corte. Agora é a vez do Distrito Federal. Quinze regiões administrativas abastecidas pelo Rio Descoberto sofrerão inédito racionamento – nada menos de 65% do DF. Em Belo Horizonte, no início de 2015, a Copasa foi obrigada a fazer uma campanha para diminuir o consumo, pois os reservatórios que abastecem a região metropolitana estavam com o nível baixíssimo.
         A realidade não deixa dúvidas. Será necessário, em todo o país, rever a governança dos recursos hídricos disponíveis. A crise que se repete ano após ano apaga a ilusão de que o Brasil está à margem da tragédia que atinge 750 milhões de pessoas no mundo. Não está. Precisa, por isso, trilhar o caminho da racionalidade – único capaz de atenuar os riscos da escassez plena.
         Para que a gestão dos recursos hídricos tenha êxito, impõe-se, de um lado, mudar os hábitos do cidadão e, por outro, voltar a política ambiental para a preservação da flora e dos mananciais. Há que cumprir rigidamente a legislação. Punições brandas ou inexistentes estimulam a degradação do patrimônio natural, com impactos danosos às nascentes e à proteção dos ecossistemas.
         Campanhas educativas constantes devem figurar no planejamento governamental em todos os níveis. Setores organizados da sociedade devem se engajar com objetivo claro – reverter a preocupante situação enfrentada pelo país. Deve ficar claro que água não vem da torneira, assim como o leite não vem da geladeira nem a carne do freezer.”.

(EDITORIAL do jornal ESTADO DE MINAS, edição de 17 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 6).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 18 de janeiro de 2017, mesmo caderno, página 7, de autoria de THIAGO METZKER, biólogo, doutor em ecologia, conservação e manejo da vida silvestre, conselheiro do CRBio-04 e presidente do IBAM – Instituto Bem Ambiental, e que merece igualmente integral transcrição:

“O ano mais quente da história
        Pronto. 2016 foi registrado como o ano mais quente da nossa história, desde a Revolução Industrial. O aumento da temperatura foi de 0,2ºC maior que o recordista anterior, que era o ano de 2015. Na primeira análise global de 2016 publicada por um órgão da União Europeia, o Serviço Copernicus de Mudança Climática, a temperatura ficou 1,3ºC acima da média. Esse valor já está muito próximo do limite de 1,5ºC definido pelos signatários do Acordo de Paris, quando assumiram que com aumentos de temperatura superiores a esses valores entraremos em um campo de alterações significativas dos sistemas naturais e aumento considerável da frequência de eventos climáticos extremos. Tudo bem que tivemos uma influência significativa de um expressivo El Nino, entre 2015 e 2016, mas uma coisa é certa: a influência humana é a responsável pelas mudanças climáticas que vivemos atualmente.
         Reconhecendo que as mudanças climáticas representam uma ameaça urgente e potencialmente irreversível para as sociedades humanas, na 21ª Conferências das Partes (COP 21) foi proposto um pacto mundial para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE). O chamado Acordo de Paris foi aprovado por 195 países com o compromisso de envidar todos os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. O fato é que isso foi em 2015 e, de acordo com as previsões, chegaríamos a um aumento médio dessa magnitude apenas daqui a uma década. Mas não é bem o que parece. No final do ano passado, fui o único brasileiro convidado para participar do encontro na Indonésia do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, órgão da Organização das Nações Unidas – ONU – responsável pelo estabelecimento de políticas climáticas mundiais), cujo objetivo foi contribuir para o fortalecimento da base de dados do IPCC, especialmente  em relação à mata atlântica. Durante esse encontro, além da modelagem climática global, duas questões dominavam as discussões: a intensa velocidade com que estamos chegando ao limite de 1,5ºC definido no Acordo de Paris e a recente vitória de Donald Trump para a Presidência dos EUA, com aparente retrocesso de todas as políticas climáticas conquistadas até o momento. Esperamos que algumas reuniões com Al Gore e Leonardo de Caprio possam alterar significativamente as primeiras impressões desse novo presidente.
         Bom, mas o que um ano um pouco mais quente pode me afetar? (Perguntaria um mineiro desconfiado.) De muitas formas, uai! Basta ver que ainda estamos no início do verão e as temperaturas na capital mineira andam insuportáveis. Se for tentar se refrescar as praias, deve ficar atento, pois a sensação térmica no RJ chegou a 61º! Os surtos de mosquitos e pernilongos andam avassaladores. Isso sem falar das doenças tropicais, como a febre amarela, dengue, chikungunya, zika vírus, que geralmente estão associadas ao aumento do calor e da umidade. As chuvas também andam bem imprevisíveis, com períodos em que todos ficam em pânico com medo do racionamento e outros períodos com enchentes e inundações que deixam a cidade travada, desconectada e altamente vulnerável.
         O aumento da temperatura já é sentido e reconhecido. As mudanças climáticas também. O tempo agora é de ação. Mitigação e adaptação são palavras de ordem para as vulnerabilidades que já temos no nosso sistema. Precisamos despertar para as cidades inteligentes, resilientes, soluções para abastecimento, para esgotamento, planos rápidos a serem executados durante eventos extremos para que a cidade não pare. Precisamos de uma economia de baixo carbono, de uma cadeia de produção mais consciente, de novas tecnologias, de energias limpas de fontes renováveis. Precisamos de ações emergenciais para grupos mais vulneráveis.
         Vale lembrar que para um planeta com 4,5 bilhões de anos, pouco afeta aumentos e diminuições de temperaturas, chuvas torrenciais, tempestades ou secas prolongadas. Mas para a espécie humana, de aproximadamente 150 mil anos, isso muda tudo. Ultrapassar o limite de 1,5ºC não é uma opção segura para a humanidade. Esse é um recorde que não devemos quebrar!”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e já em dezembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,29%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 

         

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A GERAÇÃO MULTI-IDADE , O PROGRESSO DA CIÊNCIA E A HUMANIDADE NA SUSTENTABILIDADE

“A geração MI e o progresso da ciência
        Nesta segunda década do século 21, o ambiente do trabalho, em todos os ramos de atividade, vive uma situação privilegiada: a convivência de profissionais de todas as gerações responsáveis pelas maiores transformações da tecnologia, processos e avanços culturais e sociológicos, desde os baby boomers, filhos da Segunda Guerra Mundial, até os millennials (1991), que começam a ingressar no mercado, passando pelos X (1964/1977) e Y (1990).
         Mais do que rotular cada uma dessas faixas etárias, como se costuma corriqueira e didaticamente proceder, é importante observar e tirar proveito de tudo o que a sua interação no cotidiano das empresas, universidades e organizações de toda ordem pode produzir de útil para cada país e a civilização global. Vivemos, na verdade, o tempo do que poderíamos chamar de Geração MI (multi-Idade), cuja miscigenação intelectual tem sido extremamente fértil em ideias, novas tecnologias, gestão inovadora, capacidade de pesquisa e compliance.
         As organizações contemporâneas somam em suas estruturas de recursos humanos a experiência e o espírito desbravador dos baby boomers, o caráter mais tolerante, humanitário e político da geração X, a cultura da internet, o ímpeto tecnológico, objetividade e imediatismo da Y, e a ansiedade construtiva dos millennials. Quando mais esses elementos foram sinérgicos e houver o compartilhamento de conhecimentos e informações, mais eficaz será o resultado de cada célula de trabalho e das organizações como um todo.
         Assim também é na ciência e na academia. Esta área tão decisiva para o desenvolvimento humano é um exemplo de como as heranças de cada geração vão se agregando aos novos elementos, mesclando-se e contribuindo para os avanços. Ainda na era dos baby boomers, as pesquisas eram integralmente feitas por um único cientista ou grupo de determinada universidade. Hoje, no embalo da geração Y, mais focada em especializações, cada inovação, tecnologia e trabalho em distintas áreas resulta de uma diversidade de estudos, pesquisadores e instituições.
         O novo modelo, contudo, não foi instantâneo. Moldou-se paulatinamente, à medida que se mesclaram culturas das sucessivas gerações. Tempos exemplos muito elucidativos desse processo de transição no Prêmio Péter Murányi, que reconhece trabalhos acadêmicos capazes de transformar a vida de comunidades nos países em desenvolvimento.
         Na edição de 2002, o vencedor foi um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, realizado pelo professor e doutor Sérgio Henrique Ferreira. Ao identificar, no veneno da serpente jararaca, agentes capazes de potencializar o efeito da bradicinina, substância vital no controle da pressão arterial, ele possibilitou  que cientistas dos Estados Unidos dessem andamento à sua pesquisa e criassem o captopril, medicamento para o tratamento da hipertensão. No prêmio de 2012, o vencedor foi trabalho da doutora Teresa Losada Valle, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), sobre o melhoramento das variedades de mandioca. O estudo é uma sequência de pesquisas do IAC, iniciadas em 1935, sobre tubérculos e raízes mais resistentes a pragas e doenças. Nos dois casos, observa-se o viés da diversidade de fontes, tão presente hoje no chamado universo dos Y.
         Ao sugerir a ideia da geração MI, que reflete melhor a realidade da estrutura do trabalho, na qual se mesclam profissionais de distintas idades, busco alertar para a importância, em especial no caso de P&D, de se somarem todas as competências, conhecimentos e experiências, para se eliminar equívocos e se agregar novas práticas. A ciência só tem a ganhar com essa sinergia, em especial se, no embalo dos jovens pesquisadores, empresários e executivos, a produção acadêmica brasileira passar a ter aplicação prática mais ampla nos setores produtivos, registro de patentes e ganhos de competitividade. Nesse processo, a sociedade será a grande vencedora!”.

(PÉTER MURÁNYI, formado em engenharia pela Faap, é vice-presidente da Fundação Péter Murányi, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 13 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Frear as banalizações
        A progressiva banalização do mal revela uma exigência: o confronto dos processos que deterioram o núcleo humanístico essencial de cada pessoa, recôndito sacrossanto da consciência que conduz atitudes e escolhas nos trilhos do bem e da justiça. Sem a superação do sentimento de que o mal é algo natural, não se conquistará a paz. Essas banalizações são uma sucursal do inferno, aprisionando a humanidade. Gradativamente, perde-se a sensibilidade fundamental que capacita, motiva e impulsiona o coração para o perdão e a reconciliação. Consequentemente, prevalece a incapacidade para a convivência fraterna e pacífica. Multiplicam-se os cenários aterrorizantes dos atentados, das chacinas e de outras diversas violências que, além dos prejuízos nefastos e das perdas irreversíveis, vão adoecendo consciências, deturpando entendimentos e formatando – com vícios – as escolhas. Ficam comprometidas as condutas, pois é banido o sentido que se conquista na experiência convincente de que é bom ser bom.
         A reação contrária às banalizações do mal deve nascer de uma articulada e contemporânea retomada do compromisso de se investir na formação moral. Obviamente, isso não pode ser um posicionamento  reacionário marcado por rigidez e intolerâncias. Em vez disso, é um enfrentamento dos descompassos que inviabilizam a convivência solidária, aumentam a indiferença, levando-a um patamar que produz brutalidades, estampadas em chacinas como as ocorridas em presídios, nos homicídios registrados nas cidades, atentados contra a vida em muitos outros lugares. Esses crimes ocorrem de modo fragmentado, disperso, mas, se somados, evidenciam números de uma sociedade em guerra.
         A moralidade tem força pra frear as banalizações agravadas ainda mais pela influência das tecnologias sobre o comportamento humano. De um lado, são verificados avanços fantásticos no universo tecnológico, mas, por outro, surgem verdadeiras “armas de destruição”, quando as relações presenciais são substituídas por “contatos virtuais”. Um contexto preocupante em que, muitas vezes, as interações renunciam ao mais elementar sentido de respeito pelo outro e pelas singularidades. Eis um dos nascedouros da banalização do mal que, nessas situações, se revela na ausência do sentido de igualdade, do apreço pelo outro. As consequências são a perversão do deboche e da manipulação das pessoas, desconsiderando a sacralidade de todos. Trata-se o outro como descartável, compreendendo-o como simples instrumento para se alcançarem certos objetivos pessoais. Por isso, não há alianças e vínculos duradouros, necessários alicerces para uma vida qualificada e verdadeiramente humana.
         Os instrumentos na ordem moral devem incidir na esfera individual, com o balizamento do núcleo familiar, célula da sociedade, e com o empenho das mais diferentes instituições e segmentos, todos comprometidos com um funcionamento eticamente exemplar. Há um terrível dilaceramento do tecido moral que precisa ser recuperado. Isso só é possível a partir da redescoberta dos valores que promovem o altruísmo. Assim, as escolhas não serão somente orientadas pelos critérios do lucro, das vantagens e das comodidades, mas regidas pelo compromisso de se fazer o bem.
         Essa reação exige que todos reconheçam um preocupante fenômeno, consequência da banalização do mal: a perda do sentido da gratidão e da competência para a generosidade. As portas, assim, escancaram-se, cada vez mais, para todo tipo de violência. Nada tem sentido de sagrado, tudo é vulnerável e descartável. O ser humano passa a se habituar a tudo que deveria ser condenado. Banalizam-se as chamadas “pequenas mentiras”, os enganos que sordidamente são produzidos para manipular pessoas e esconder esquemas de corrupção.
         Importante é reconhecer que as violências alimentam essas situações, que, por sua vez, fomentam as violências. Para superar essa perversa dinâmica, é preciso acolher a orientação de Jesus, que também viveu tempos de violência. O Mestre ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano. Nesse sentido, o papa Francisco pede a cada pessoa, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz: comprometamo-nos, por meio da oração e da ação, a nos tornar pessoas que baniram dos seus corações palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não violentas, que cuidem da “casa comum”. O estilo adotado de se viver pautado pela não violência depende de que cada pessoa seja um “coração da paz”. Nobre e pertinente, interpelante e indicativa é também a palavra do papa emérito Bento XVI, ao dizer que a não violência para os cristãos não é mero comportamento tático mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e de seu poder que não tem medo de enfrentar o mal com as armas do amor e da verdade. Assumir esse modo de ser: aí está o caminho único para a moralização capaz de frear as banalizações do mal que deterioram a humanidade.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e já em dezembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,29%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 





          


         

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL E O PODER DA COMUNICAÇÃO EFICAZ E DO CAPITAL HUMANO NA SUSTENTABILIDADE

“Se fazer entender
        Nos comunicamos o tempo todo, seja com palavras, gestos, feições ou mesmo com movimentos corporais. A comunicação, verbal ou não-verbal, é ferramenta fundamental para interagirmos no mundo e, por isso, quando não atingimos este objetivo de forma satisfatória logo pensamos: “O que eu disse de errado?”.
         A linguagem dirige nossos pensamentos para direções bem específicas e ajudam a criar a realidade, potencializando ou limitando nossas possibilidades. Não é que dizemos, mas como dizemos que faz a diferença. Albert Marabian, pioneiro da pesquisa da linguagem corporal na década de 1950, em seu livro Silent massages, afirma que o poder das palavras é de 7% em uma comunicação, e que a forma como as palavras são ditas e a fisiologia do interlocutor representam, respectivamente, 38% e 55% desse poder.
         Pressuposições da neurossemântica afirma que, para se ter uma comunicação efetiva, é preciso transformar uma ideia em ação, de modo a concretizá-la. Ou seja, fazer acontecer as ideias, se expressar bem para se fazer entender.
         Quando a habilidade de comunicação não está bem desenvolvida, seja qual for o motivo, podemos dizer algo que será interpretado de forma totalmente diferente daquilo que realmente tivemos intenção de transmitir. Isso pode gerar transtornos que poderiam ser evitados com a palavra certa, na entonação de voz adequada para o ouvinte e situação.
         O corpo é programado por meio da linguagem e dos significados que damos. Falar com clareza e sem timidez, de forma concisa, é uma dificuldade de muitas pessoas, mas com exercícios adequados, pensar e verbalizar bem torna-se uma ação fácil e descomplicada.
         Por exemplo, a palavra “não” existe apenas na linguagem e não na experiência, então a frase que contém “não” traz à mente todo conteúdo para que o receptor da mensagem possa compreendê-la. Se eu lhe pedir “não pense na cor verde”, você irá pensar e minha comunicação terá o efeito oposto ao pretendido. Por isso, é importante falar utilizando tom positivo o que se quer e não o que você não quer.
         Ao falar de problemas ou descrições negativas de si mesmo, é imprescindível utilizar o tempo do verbo no passado ou diga “ainda”, pois isto libera o presente. Por exemplo, troque a frase “eu tenho dificuldade de fazer isso”, por “ainda não consegui fazer isso”. O ainda pressupõe que vai conseguir.
         Outra dica é falar das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo do verbo no presente. Por exemplo, em vez de dizer “vou conseguir”, diga “estou conseguindo”. Substitua o “se” por “quando” e em vez de falar “se eu conseguir”, fale “quando eu conseguir”. O “quando” pressupõe que o locutor está decidido. Outra dica é substituir o condicional pelo presente, desta forma em vez de falar “eu gostaria de agradecer”, diga “eu agradeço”. O verbo no presente fica mais concreto e mais forte.
         Não saber se comunicar de forma correta e coerente pode prejudicar a mente e as relações sociais de um indivíduo. Afinal, quem consegue ficar perto de alguém que não sabe se comunicar? A habilidade de usar a linguagem com precisão é essencial para sermos compreendidos e nos comunicarmos melhor. É preciso ter muito cuidado com a forma com que usamos algumas palavras.
         A linguagem pode potencializar ou limitar nossas possibilidades. Uma afirmação é verdadeira: tudo na vida se resolve com uma boa conversa.”.

(RAQUEL COUTO. Psicóloga organizacional e diretora da TAO Coaching e Treinamentos, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 10 de janeiro de 2017, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de RAFAELA LÔBO, professora do Centro Universitário Una e mestre em análise do discurso, e que merece igualmente integral transcrição:

“Capital humano é substituível?
        Há algumas décadas o maior objetivo de qualquer empresa érea diminuir o número de funcionários e a forma de conseguir isso era a substituição de pessoas por máquinas. A área bancária é um grande exemplo disso. Inicialmente, as funções de retaguarda foram substituídas (contadores e escriturários) por um computador central. Posteriormente, funções como a de caixa também foram substituídas, nesse caso por caixas eletrônicos e internet banking. Na indústria não foi diferente: a produção aumentou muito, especialmente com o desenvolvimento da robótica. Na década de 90, o maior objetivo de todo e qualquer dirigente era não depender de funcionários que adoecem, faltam e dão trabalho.
         O tempo passou e muitos empresários perceberam algumas questões em relação às máquinas: o investimento é alto; a evolução tecnológica é rápida e logo os equipamentos comprados ficam obsoletos; pessoas podem adoecer, mas máquinas podem queimar ou entrar em pane; por fim, esses aparatos não percebem situações adversas e não resolvem novos problemas, mas apenas aqueles para os quais foram programados para resolver.
         Voltamos a investir no capital humano. O ser humano é complicado, mas evolui, pode perceber e resolver problemas inesperados, pode ser deslocado de função e, quando veste a camisa da empresa, gera altos lucros. É incrível, mas há empresas que ainda não perceberam que as pessoas, quando ligam para as empresas, por exemplo, detestam ser atendidas por máquinas. Afinal, precisamos ter alguém para nos ouvir e compreender. As máquinas não podem prever facilmente o crescimento das redes sociais, testá-las, vivenciá-las e saber se pode ser interessante investir, no entanto, o ser humano pode.
         O humano vivencia situações extremas e se adapta, capaz de ser treinado, reciclado, melhorado constantemente, por isso, passível de gerar lucros. Quer rentabilidade? Escolhas pessoas competentes para cargos de destaque no seu organograma e será possível traçar o perfil de cliente e e que a empresa tem, melhorar o marketing, a publicidade, a comunicação logo as vendas crescerão e o lucro também.
         Percebam, máquinas não convencem ninguém a comprar um produto ou serviço, não são capazes de avaliar a melhor publicidade, não conseguem diferenciar o atendimento de acordo com o cliente, não criam ou revisam uma proposta a ser enviada a um cliente. Aliás, àqueles que amam os corretores automáticos, é importante relatar que nossos computadores não sabem a diferença entre “crítica” ou “critica”; já pessoas podem substituir a palavra crítica por “análise”, “apreciação” ou “censura”, se as considerarem melhores para o sentido que se deseja passar ao cliente. Ao escrever ou ler um e-mail, pessoas percebem ou produzem tons irônicos que um computador não é capaz nem de imitar. A relação entre empresa e cliente tem de ser pensada, muitas vezes caso a caso, mas computadores não pensam.
         Não se pretende afirmar que as máquinas não auxiliam, ao contrário, serão mantidas e aumentadas em áreas de produção, por exemplo, mas elas não substituem os homens que estão por trás delas. Indubitavelmente, pensado como essencial, bem escolhido e bem treinado. Essa equação é lógica somar conhecimento em uma empresa e multiplicar lucratividade.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em novembro a ainda estratosférica marca de 482,05% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial registrou históricos 330,65%; e já em dezembro o IPCA acumulado nos últimos doze meses chegou a 6,29%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com previsão para 2017, apenas segundo o Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,722 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 946,4 bilhões), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...