segunda-feira, 18 de julho de 2016

A CIDADANIA, AS CONQUISTAS DAS NOVAS TECNOLOGIAS E A CREDIBILIDADE NA SUSTENTABILIDADE

“Tecnologia ‘invisível’ e o futuro
        Quando tecnologias amadurecem elas se tornam invisíveis. E isso não é um paradoxo. Ao entrar em uma sala escura, acionamos um interruptor para acender a luz. Não pensamos na complexa infraestrutura necessária para isso. A iluminação artificial faz parte do nosso cotidiano, é algo automático, e só percebemos isso quando, por alguma razão, ela não funciona.
         Mas nem sempre foi assim. Quando a energia elétrica surgiu foi um evento mundial. A novidade era intrigante e havia mil coisas que seriam altamente impactadas pela inovação. Ela estaria em todos os lugares e o mundo seria transformado.
         E quanto às informações? Muitos se espantaram quando surgiram os primeiros computadores comerciais. Com a evolução, os “cérebros eletrônicos” se tornaram parte do dia a dia e, com outras tecnologias, inauguraram a terceira onda.
         Mas as tecnologias em si, após seus minutos de fama, se transformam em causas quase anônimas de efeitos poderosos. A questão fundamental passa a ser a capacidade de transformar tantas possibilidades em ações e resultados.
         Em palestra, Astro Teller, coordenador do Google X, salientou que o propósito máxima da tecnologia é “desaparecer” de nossas vidas e estar inserida em infinitas atividades. Segundo ele, os universos físico e digital estão se interligando, sendo este último entregando o máximo para atender às demandas do primeiro.
         No ambiente das organizações, privadas ou públicas, o sucesso é, em boa parte, determinado pelo alinhamento das informações às estratégias e processos e, sobretudo, pela interação das pessoas sendo protagonistas e não simplesmente usuárias.
         Isso se traduz em confiabilidade e agilidade, operações e comunicações otimizadas por poucos cliques, dados compilados e acessíveis que geram um universo de informações com infinitas possibilidades.
         Em 1984, Lewis Brascomb, na época vice-presidente da IBM, disse que as tecnologias por si mesmas não causam calamidades ou benefícios, apenas as possibilitam. Elas dependem da sensibilidade e da capacidade das pessoas. Agora, 30 anos depois, estamos diante de um neorrenascimento ainda mais impressionante do que o ocorrido no século 15 na Europa, e no meio de fortes transformações.
         A tecnologia da informação, assim como ocorreu com a elétrica, se integra tanto ao nosso cotidiano organizacional que deixará de ser “outra coisa”, e será usada em praticamente tudo. O futuro “invisível” está batendo às portas para inaugurar muitos caminhos. A escolha dependerá, cada vez mais – e mais do que nunca – de pessoas inteligentes e criativas, com bom senso e energia.
         Novamente, como no Renascimento, o novo impulso, agora, depende de gente.”.

(HERMES FREITAS. Bi-Expert na Inteligência de negócios, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 10 de julho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 15 de julho de 2016, mesmo caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Credibilidade x privilégios
        A contaminação do tecido da cultura pelo vício dos privilégios é preocupante. A busca pela acumulação de vantagens de todo tipo é uma síndrome que se generaliza. Talvez se busquem mais regalias do que o honroso pódio conquistado por ações competentes, em benefício da coletividade. E esse gosto pelos privilégios contraria o princípio do altruísmo. Por isso, torna-se oportuno questionar: não será esse um fator determinante na mediocridade que afeta e corrói a credibilidade da classe política? Trata-se, certamente, de problema que incide sobre a vida e a produtividade das pessoas, em qualquer segmento da sociedade. Consequentemente, há um obscurecimento do respeito aos direitos intocáveis dos cidadãos todos, pois o que se defende e o que se busca são os privilégios.
         Nessa direção, muito do que se faz ou se promove, inclusive com a articulação de diferentes segmentos, tem como horizonte o aumento de regalias, erroneamente compreendido como “conquista de direitos”. Ao privilegiar a patológica busca por vantagens, a organização sociopolítica fica sempre emoldurada por disputas insanas. Inclusive porque se gera uma insaciabilidade – privilégios fazem crescer, principalmente, o gosto por mais privilégios. É como uma droga que causa dependência, corroendo o tecido da cultura. Tudo tende a funcionar a partir do objetivo de se conquistar mais benesses. Oportuno é pensar, por exemplo, o que ocorre nas casas de representação do povo – câmaras, assembleias e Congresso Nacional. Na contramão do dever de representar toda a coletividade, esses ambientes muitas vezes funcionam a serviço de pequenos segmentos privilegiados. A complexidade e artimanha desses funcionamentos têm força até para cooptar igrejas, pela representação de bancadas. A luta desarvorada por privilégios causa confusão e instala um caos nas relações sociais, alimenta revoltas e mesquinhez, insufla a violência.
         A representação legítima é a que se fundamenta na defesa da cidadania e do bem comum. E nobres são as ações que buscam garantir o incondicional respeito à dignidade de todos. Distanciar-se dessa meta conduz instituições e segmentos ao fracasso. Gera, na sociedade, situações críticas de pobreza e de dificuldades que parecem insuperáveis. Entre as nefastas consequências estão a morosidade e a perda de capacidade para agir. Os indivíduos não aproveitam de todo o seu potencial e, por isso, nãoa conseguem fazer o mínimo esperado. Essa postura é contramão da alegria altruísta de poder oferecer mais para o bem comum. Ameaça o sentido de “pertença” – importante para que cada pessoa se comprometa a ajudar no desenvolvimento da sociedade. Lamentavelmente, muitos indivíduos, olhando apenas interesses pessoais, antes de assumir uma tarefa, se fazem uma pergunta rasteira: “O que se ganha com isso?”. Trata-se de questionamento que expõe as anomalias produzidas pela cultura dos privilégios – alimento para a mesquinhez que compromete o núcleo da honra.
         Esse núcleo se constitui e se fortalece pela hombridade e gosto de ser – em tudo o que se faz e fala – digno de credibilidade. Trocar privilégios por credibilidade é vetor com força para conduzir a sociedade rumo a outras direções, tornando-a mais igualitária, com dinâmicas orientadas pelos parâmetros da justiça e da solidariedade. A partir dessa troca, podem ser superadas as vergonhosas e gritantes desigualdades sociais entre grupos, classes e pessoas. Em vez de regalias, deve-se buscar o necessário e a garantia do respeito à dignidade de toda pessoa. Isso se faz cultivando o gosto pelas dinâmicas que geram oportunidades iguais para todos.
         A opção por investir na conquista e manutenção de vantagens é, certamente, um resquício de colonialismos. Para romper com essas dinâmicas de privilégios é necessário repensar funcionamentos, cortar gastos. Esse caminho exige que os próprios privilegiados repensem suas comodidades pessoais. Trata-se de verdadeira conversão, com profunda mudança de hábitos, que abre caminho para uma civilização diferente. É preciso pensar no caráter irreversível das desumanizações que são produzidas pelas dinâmicas das regalias. Torna-se fundamental erguer a bandeira da credibilidade nos muitos ambientes. Isso significa cultivar o gosto de agir com honestidade e de trabalhar em favor do bem comum. A reversão dos males produzidos pela cultura dos privilégios, que se desdobra em outros prejuízos – uma lista interminável –, requer formação moral e cidadã de cada pessoa, cultivando, no lugar da ânsia por privilégios, o objetivo de ser merecedor de credibilidade em tudo o que se faz e fala.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        



sexta-feira, 15 de julho de 2016

A CIDADANIA, UMA PONTE PARA A FRATERNIDADE E OS SEGUROS CAMINHOS PARA A SUSTENTABILIDADE

“Cooperação, uma ponte para 
a verdadeira fraternidade
        No decorrer da evolução, todos têm sido estimulados à convivência fraterna, ao amor e à paz. Mesmo inconscientemente, aspira-se chegar à verdadeira cooperação.
         A aspiração a viver e a trabalhar em harmonia transforma-se em ação positiva quando baseada em valores espirituais. De fato, condutas fraternas vão dissolvendo o egoísmo. Movidos por essa vontade, somos capazes de persistir mesmo quando tudo em volta se opõe ao ato de compartilhar.
A possibilidade de cooperação entre os seres humanos surge da busca da união de cada um com seu nível interno, com sua alma, e essa busca começa se há disponibilidade para modificar a si mesmo e para não se abalar com o modo de agir dos demais. Muitos estão passando por provas importantes, e por meio delas se aproximam da união com seus semelhantes.
Estruturas materiais podem ser demolidas por completo em poucos instantes – mas quem tiver desenvolvido a vontade espiritual e mantiver a fé se sentirá seguro. Sobretudo em tempos turbulentos, como os atuais, é preciso se envolver emocionalmente com os fatos externos. É preciso, também, renunciar a condutas egoístas, pois trazem limitações, sofrimento e dor psíquica.
Na senda da cooperação, a neutralidade é fonte de segurança e paz. Nada abala o coração nem o pensamento quando estão ausentes preferências egoístas ou posições separatistas. A união firma-se e a pessoa mantém-se equilibrada.
         A integração da consciência humana no trabalho fraterno alarga seus horizontes, torna seus problemas mais simples e a leva a transcender o egoísmo e as desarmonias. Assim começa o correto relacionamento com as leis de uma existência incalculavelmente abundante. Para isso, é preciso mais que simples disposição para cumprir tarefas, mas doar a própria vida em prol do bem de todos.
Não antes de a doação ser um gesto natural pode-se descobrir a alegria que brota do puro serviço. Grande é o trabalho a ser feito, e os que assumem a vida de serviço e de cooperação adaptam-se ao cumprimento simultâneo de múltiplas tarefas. Que sejam gratos por tanta oportunidade de ser úteis.
As tarefas são um meio de evolução e, para um coração aquecido pela fraternidade, motivo de alegria; favorecem a autodoação e o autoesquecimento. A solicitude ocupa o lugar dos antigos atos egoístas, e a abundância finalmente emerge.
         Aos que veem na cooperação um caminho de crescimento interior é dito que procurem realizar o que se considera impossível. O empenho humano é autossuficiente para levar adiante o que é visto como possível, mas para colocar em prático o espírito da fraternidade é necessário despertar capacidades adormecidas ou novos potenciais.
         Que contem com recursos ainda desconhecidos, latentes no interior dos seres. É tempo de prontidão e fé. Necessidades reais são sempre supridas na hora certa quando se vive segundo leis espirituais elevadas. E uma dessas leis foi enunciada por Cristo quando disse ao homem que “buscasse primeiro o reino dos céus dentro de si e tudo o mais seria dado por acréscimo”.
A cooperação traz abundância, que nem sempre é grande quantidade, mas a quantidade justa com qualidade. É a vibração da alegria da alma, que se doa e se expressa no mundo das formas, no dia a dia.
Quando se renuncia ao egoísmo, pode-se compartilhar a verdadeira abundância. Pode-se então dizer: “Nada me falta”.”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 10 de julho de 2016, caderno O.PINIÃO, página 16).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 14 de julho de 2016, caderno OPINIÃO, página 11, de autoria de RUBENS F. PASSOS, economista pela FAAP e MBA pela Duke University, e que merece igualmente integral transcrição:

“O calote brasileiro
        Em consequência da crise política e do rombo fiscal da União, numerosas políticas públicas ficaram praticamente estagnadas no Brasil. O problema atinge de modo mais contundente os segmentos de menor renda e mais carentes da sociedade, que dependem do Estado para ter acesso à assistência médico-hospitalar, à rede escolar e a um mínimo de segurança alimentar e proteção social.
         Essas são as áreas basilares dos direitos humanos fundamentais e suporte essencial para um projeto de país. Tanto assim que constituem os quatro primeiros dentre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovados em setembro de 2015, que pautam a agenda global e dos países até 2030, visando melhorar a vida dos sete bilhões de habitantes da Terra, preservar o meio ambiente e estabelecer uma civilização pacífica.
         Infelizmente, o Brasil não está cumprindo sua parte, em prejuízo de seus próprios habitantes e também da agenda global, considerando o porte e relevância de nossa economia, o fato de nossa população ser uma das maiores e o significado de nossas florestas, biodiversidade e recursos hídricos para o equilíbrio ecológico de todo o planeta.
         O Brasil é importante demais para o mundo! Nos últimos anos, porém, o governo colocou-se acima de toda a Nação, num projeto que priorizou o poder e minimizou os interesses maiores da sociedade. É por isso que ainda temos milhares de crianças e jovens fora das escolas, pessoas sendo tratadas com indignidade nas filas das unidades de saúde e corredores dos hospitais, desemprego elevado agravando a dívida social, falta de segurança alimentar e pública.
         O Estado continua falhando na gestão de recursos: em épocas de vacas gordas, o desperdício e a corrupção; em épocas de vacas magras, a crise política. São 31 anos de democracia, nos quais todos os partidos mostram falta de competência em gerir o Estado. São poucos os bons exemplos de gestão em nível municipal, estadual e federal, e esses deveriam servir de matrizes multiplicadoras.
         É impossível atender a falsas promessas incluídas em nossa Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988. É decisivo que se faça bem o básico e que a sociedade organize-se para trabalhar pelo autodesenvolvimento e realizar além do essencial, com menos burocracia e menos impostos! Não é possível acreditarmos que o Estado é a solução. Ele é parte da solução. Economia de mercado é o único modelo de sucesso deste e do último século. Outros modelos fracassaram.
         Espera-se que o novo governo remanescente do processo de impeachment consiga superar com rapidez os problemas políticos, mantenha um ministério absolutamente isento no âmbito das denúncias de corrupção, resgate a confiança nacional e internacional e retome as políticas públicas essenciais. Também é decisivo que se faça valer, mais do que nunca, o conceito de federação. Governos estaduais e as prefeituras, independentemente da crise federal, precisam cumprir seu papel, que é muito importante para a população, em especial na área do ensino, pois as escolas da educação infantil, do ensino fundamental e do médio pertencem às suas redes.
         Nosso país não está cumprindo os ODS da ONU, dos quais é signatário, numa inadimplência com seu próprio povo. Temos esperança e conhecimento para corrigir erros. Faltam pessoas públicas, mas não faltam brasileiros capazes para que se possa criar um Brasil melhor. Somente avançaremos quando os cidadãos competentes e corretos tornarem-se atores do processo de soluções, colocando sua eficiência a serviço da pátria.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        



quarta-feira, 13 de julho de 2016

A CIDADANIA, O PATRONO DOS GOVERNANTES E DOS POLÍTICOS E A IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA

“Tomás More: 
patrono dos governantes e políticos
        O quingentésimo aniversário da publicação de A utopia, em 1516, em Lovaina, oferece grande incentivo para refletir sobre a vida e a obra de seu célebre autor, Tomás More. As múltiplas edições do livro em diversos idiomas e a excelente acolhida ao filme, de 1966, A man for all seasons (intitulado no Brasil O homem que não vendeu sua alma), de Fred Zinnemann, são eloquentes encômios a respeito dele.
         Filho de pais abastados e influentes, nasceu e faleceu em Londres (1478-1535). Com estudos em Oxford e em outros famosos educandários, tornou-se advogado. Do seu casamento com Jane Colt (1505-1511) nasceram quatro filhos. Seu lar acolhia genros, noras e netos e estava aberto a amigos e jovens à procura de orientação. Segundo biógrafos, foi de exemplar vida matrimonial.
         Em 1504, elegeu-se, pela primeira vez, parlamentar. Em 1521, foi galardoado com o título de Cavaleiro. Em 1523, tornou-se presidente da Câmara dos Comuns. Em 1529, Henrique VIII designou-o chanceler. Era estimado pela integridade moral, competência, sutileza de pensamento, afabilidade e cultura ímpar.
         Na primavera de 1515, a pedido do rei e de mercadores ingleses, juntou-se à delegação enviada a Flandres para negociar tratados comerciais e diplomáticos. Dificuldades para se reunir com os representantes da França e dos Países Baixos permitiram que More conversasse mais tempo com o amigo Erasmo de Rotterdam, autor de Elogio à loucura e de A educação de um príncipe cristão. No mesmo período, em visita à Antuérpia – cidade com feitoria portuguesa –, palestrou com o notável navegante  lusitano Rafael Hitlodeu. Ambos conheciam bem autores helênicos e romanos e interessavam-se pela organização política dos povos. Rafael havia muito viajado, quer com Américo Vespúcio quer separadamente. Visitou a Ilha “Utopia”. More registrou os seguintes comentários do seu interlocutor:
         [...] a justiça da Inglaterra e de muitos países se assemelha aos mestres que espancam os alunos em lugar de instruí-los. Fazeis sofrer os ladrões pavorosos tormentos; não seria melhor garantir a existência a todos os membros da sociedade a fim de que ninguém se visse na necessidade de roubar primeiro e de morrer depois? A principal causa da miséria pública reside no número do excessivo de nobres zangões ociosos, que se nutrem do suor e do trabalho de outrem e que para aumentar seus rendimentos mandam cultivar suas terras escorchando os rendeiros até a carne viva [...]
         Eles subtraem vastos tratos de terra da agricultura e os convertem em pastagens; abatem as casas, as aldeias, deixando apenas o templo para servir de estábulo para os carneiros.
         A honra de vosso senhor e a sua felicidade consistem na riqueza de seus súditos mais ainda do que na sua própria. Os homens fizeram os reis para os homens e nãos os homens para os reis; colocaram chefes à sua frente para que pudessem viver comodamente ao abrigo das violências e dos ultrajes; o dever mais sagrado do príncipe é velar pela felicidade do povo antes de velar pela sua própria; como um pastor fiel, deve dedicar-se ao seu rebanho e conduzi-lo às pastagens mais férteis [...] A dignidade real não consiste em reinar sobre mendigos, mas sobre homens ricos e felizes.
         Rafael louvou o general romano Fabricius, cônsul de 282 a 275 a.C., que expressou: “Prefiro governar ricos a eu mesmo ser rico”. Sabe-se que Pirro tentou, em vão, suborná-lo.
         Em 1529, More exerceu, novamente, funções diplomáticas. Com Cuthbert Tunstall, em Cambrai (Cambraia), em negociações com representantes de Francisco I da França e de Carlos V, da Alemanha e da Espanha, assegurou interesses da Inglaterra. More comemorou o êxito da missão na igreja de Chelsea, cidade vizinha de Londres.
         Em 1532, Tomás More se demitiu do cargo de chanceler. Em 1534, negou-se a aceitar a pretendida supremacia de Henrique VIII (“Act of Supremacy”) como chefe da igreja da Inglaterra. Não endossou o divórcio do rei. Entre 17 de abril de 1534 a 6 de julho de 1535, viveu encarcerado na Torre de Londres. Textos redigidos durante sua dolorosa permanência nesse ergástulo foram publicados no livro A sós, com Deus, pela Editora Quadrante, em São Paulo, em 2002. Antes de ser decapitado, declarou: “Morro servidor fiel do rei, mas de Deus em primeiro lugar”.
         Tomás More grafou como seu epitáfio: “Não odioso à nobreza nem desagradável ao povo, mas temido de ladrões, assassinos e heréticos”. O irlandês Jonathan Swift (1667-1745), autor das Viagens de Gulliver”, parco em elogios, enalteceu-o como “a pessoa mais virtuosa que este reino jamais produziu”. Vladimir Lenin, em 1918, erigiu estátua sua no Jardim Aleksndrovsky, perto do Kremlin. Dele declarou Pio XI: “Homem verdadeiramente completo”. João Paulo II, na Carta Apostólica E Sanct Tomae Mori, em 31 de outubro de 2000, proclamou-o “Patrono dos Governantes e dos Políticos”. Nela se lê:
         “Da vida e martírio de São Tomás Moro emana uma mensagem que atravessa os séculos e fala aos homens de todos os tempos da dignidade inalienável da consciência”.
         A sua figura é vista como fonte de inspiração para uma política que visa como seu fim supremo o serviço da pessoa humana.
         22 de junho é a data da comemoração litúrgica do martírio seu e do bispo John Fisher.
         Utopia não é ucronia. O que não há hoje, poderá existir amanhã algures.”.

(JOSÉ CARLOS BRANDI ALEIXO. Professor emérito da Universidade de Brasília, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 12 de julho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de PATRÍCIA COSTA, professora do Centro Universitário UNA, bióloga, mestre e doutora em genética, e ANA CRISTINA GOMES SANTOS, professora do Centro Universitário UNA, bióloga, mestre em ciência de alimentos e doutora em imunologia, e que merece igualmente integral transcrição:

“A importância da ciência
        Atualmente, estamos vivendo um período onde as mais diversas informações nos são apresentadas de maneira quase involuntária. Muitas dessas informações são provenientes da mídia, de blogs, do Facebook. Diariamente, lemos e recebemos uma infinidade de informações. Por exemplo: óleo de coco emagrece? Citronela é repelente para o mosquito da dengue? A vacina H1N1 deixa a pessoa gripada? Mas será que estas questões já foram resolvidas pela ciência?
         Ciência significa conhecimento ou saber. Conhecimento que é adquirido a partir de um observador que executa um método científico seguindo um conjunto de normas estabelecidas. Dizemos popularmente: “Isto é cientificamente comprovado”. Mas, se temos dúvidas no nosso dia a dia, podemos elucidá-las através de uma pesquisa? A resposta para essa pergunta é sim. Dispomos, atualmente, de sites de busca de artigos científicos, onde podemos procurar por autores e/ou palavras-chaves. Os principais sites de busca são: Google acadêmico, PubMed e ResearchGate.
         O Google acadêmico é uma versão científica do site de buscas mais utilizado no mundo. O Google acadêmico disponibiliza um banco de dados que reúne artigos científicos nacionais e internacionais. Já o PubMed é um site americano de buscas de artigos científicos na área da saúde. O banco de dados do PubMed pertence à Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos administrada pelo governo norte-americano e considerada a maior biblioteca médica do mundo. Além disso, um Facebook dos pesquisadores foi fundado em 2008. Ele se chama ResearchGate e reúne hoje metade dos pesquisadores de todo o mundo. Então, se você tem uma dúvida e quer saber a resposta científica para ela, basta entrar nesse site, baixar os artigos e também mandar mensagens para os pesquisadores. Utilizando essas ferramentas de buscas, em breve você terá uma resposta científica à sua questão.
         Nosso conhecimento sobre o mundo também está em constante construção. Os principais centros de pesquisa no Brasil são públicos e muitos estão vinculados a instituições de nível superior de ensino. Já no exterior, muitos centros de pesquisa são privados e contam com capital de investidores privados para se manter. Nas universidades, o novo conhecimento se entrelaça ao vigente, novas perguntas surgem a todo momento e a interdisciplinaridade favorece o processo. Não podemos nos esquecer de que o conhecimento científico deve estar atrelado à busca da melhoria de vida da população.
         Já os projetos de extensão têm, como missão, levar a informação sobre os mais diversos temas à população. No Centro Universitário UNA, buscamos a harmonia entre ensino-pesquisa e extensão. Esse pilar sustenta um trabalho interdisciplinar que ocorre nos primeiros períodos dos cursos das áreas de humanas, exatas e biológicas. Assim, nossos alunos buscam novos conhecimentos, mas também se preocupam em levá-los à população. Em tempos de zika, chikungunya, H1N1, desastre na barragem de Mariana, escassez de água e poluição ambiental assolando a população, como não pensar em ciência e na sua importância? Afinal de contas, estamos sempre em busca do melhor para a melhoria da saúde, da qualidade de vida, dos avanços tecnológicos, de um viver integrado em sociedade. Sem ciência, não temos progresso!”.
Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...
Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        






      

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A CIDADANIA, A FORÇA DA GESTÃO DE PESSOAS E OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE NAS ELEIÇÕES

“Descobrindo a gestão de pessoas
        A gestão de pessoas compreende o conjunto de métodos e habilidades políticas, técnicas específicas e práticas definidas que têm como objetivo administrar comportamentos internos para potencializar os recursos humanos de uma empresa, instituição ou de um grupo de trabalho. Mas o que ela propõe? Potencializar os recursos pessoais e individuais das pessoas para obter resultados mais produtivos que, além da produtividade, também está relacionado com satisfação pessoal no trabalho desenvolvido.
         Em vários setores a gestão de pessoas é aplicada, não somente em empresas e instituições que apresentam características afins. O objetivo maior é a atuação na gestão individual, o que caracteriza todo o contexto pessoal e organizacional.
         Existem alguns métodos eficazes para alcançá-las, que são: definir metas precisas e pontuais para cada setor; planejar detalhadamente como desenvolver estratégias para atingir as metas propostas e definidas; manter o foco durante todo o processo de desenvolvimento, avaliar criteriosamente possíveis problemas que impeçam o planejamento desejado; estar atento para avaliar os resultados durante todo o processo de desenvolvimento; e ser flexível para possíveis fatores externos que possam aparecer e alterar de alguma forma o processo. Entretanto, nessa condição é importante manter-se focado e determinado para atingir o resultado final planejado.
         Essas orientações trazem um diferencial para pessoas e empresas a obtenção de bons resultados, de forma mais rápida e efetiva, com menores custos e maior satisfação pessoal dos indivíduos envolvidos no processo. O processo de gestão de empresas e gestão de pessoas pode parecer algo lógico e simples. Poder ser observado que realmente é um processo lógico, porém nem tão simples de ser realizado, pois envolve conhecimento interdisciplinar de várias áreas, como estratégias de relacionamento interpessoal, técnicas de planejamento, administração financeira e psicologia.
         O primeiro passo é querer a mudança, mudar a si mesmo para que o outro mude. O segundo é acreditar na mudança, apesar das dificuldades e das consequências possíveis, e ter um bom senso de questionamento. A partir daí, a gestão acontece e uma liderança capacitada ajudará nas melhoras individuais e coletivas de cada um de nós.”.

(WILLIAM FERRAZ. Master coach especialista em inteligência emocional do Instituto IDEAH de São Paulo, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 29 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 8 de julho de 2016, mesmo caderno, página 9, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Ano eleitoral desafia
        Situações muito complexas no ambiente sociopolítico emolduram este ano de eleições – com riscos de fracassos que poderão afetar ainda mais seriamente as dinâmicas da sociedade. O quadro de candidaturas não é promissor quando se toma conhecimento dos cenários que estão se configurando nos municípios todos, dos maiores aos menores. Quando não se investe em líderes lúcidos, capazes de priorizar o bem comum e de agir com a velocidade indispensável para solucionar graves problemas, paga-se alto preço. Por isso, é fundamental que todos os cidadãos se comprometam com o processo eleitoral, interessando-se pelo assunto, superando o consequente desânimo que se abate sobre o conjunto da sociedade, em razão das derrocadas e desarticulações ocorridas, especialmente, nestes últimos anos. “Virar as costas” para o processo eleitoral é um risco, pois favorece os “aventureiros”, as escolhas inadequadas. Desconsiderar a importância das eleições significa menosprezara a força que só o povo tem, de exigir dos políticos novas posturas.
         A direção correta é a participação clarividente em discussões e reflexões sobre política. A dedicação a esse tema pode promover uma participação popular mais adequada, com a adoção de critérios que favoreçam as eleições destituídas de emocionalismos e, sobretudo, dos interesses partidários e cartoriais que têm marcado o modo de fazer política no Brasil. Nesse sentido, corrigir as dinâmicas que definem o universo da política é um modo eficaz de debelar a corrupção, freando interesses pequenos e grupais que prejudicam o bem comum, o equilíbrio social e econômico. Por isso mesmo, as igrejas, as escolas, a mídia, os segmentos culturais e artísticos, associações e grupos organizados da sociedade civil, de todo tipo, têm o dever de se mobilizar para que o ano eleitoral não seja marcado pela apatia dos cidadãos.
         Vale lembrar o que ensina o papa Francisco: para o cristão é uma obrigação envolver-se na política, não se pode lavar as mãos como Pilatos. O santo padre afirma que “devemos nos envolver na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política”. Francisco ainda apresenta a seguinte argumentação: “Você, então, me dirá: ‘mas, não é fácil porque a política está suja’. E, então, eu pergunto: a política está suja por quê? Não será porque os cristãos se envolveram na política sem o espírito do evangelho? Faço-lhe outra pergunta: é fácil dizer que a culpa é de outro, mas o que eu estou fazendo? É um dever trabalhar para o bem comum, é um dever do cristão”.
         Sem o envolvimento cidadão de todos não será possível alcançar as metas de um país democrático, economicamente justo, socialmente igualitário, sem corrupção, sem violências, discriminação e com oportunidades iguais para todos. Por isso, não se pode abdicar da participação na política. É preciso ir aonde está sujo para limpar. E a etapa que precede as eleições, as campanhas eleitorais, é de grande importância para que o voto seja escolha adequada. Para votar bem é imprescindível conhecer os programas dos partidos, os candidatos e suas propostas de trabalho. Oportuno lembrar também que o dever cidadão não se esgota nas eleições, mas abrange outra fundamental fase: o acompanhamento dos mandatos, tecendo culturas e práticas que possam comprometer os governantes a estarem sempre a serviço do povo, do bem comum.
         Muitas são as iniciativas que agora precisam entrar em cena para a mobilização participativa de toda a sociedade, com a promoção de debates, sabatinas, apresentação e assinatura de cartas-compromisso, relacionadas a causas relevantes para a comunidade. Ações que abrangem, até mesmo, a elaboração de projetos de lei fundamentados no bem comum, solicitando o comprometimento de candidatos para que, de fato, essas iniciativas sejam incorporadas ao sistema legal. A democracia precisa ser fortalecida e as eleições municipais são uma “oportunidade de ouro”. Para aproveitá-la, é preciso sair da apatia, promover a participação, conhecer a vida dos candidatos, avaliar se “dão conta do recado”, e se têm competência humanística. Trata-se de um desafio, mas ao mesmo tempo, de grande chance para reverter o quadro calamitoso da política brasileira, investindo em mudanças que já são tardias.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em maio a ainda estratosférica marca de 471,3% para um período de doze meses; e, ainda em maio, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,32%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 311,3%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...