quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A FORÇA DO AMOR E DA FÉ NA ESPIRITUALIDADE E O IMPERATIVO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

“A presença do amor e da fé nas 
etapas do caminho ascensional
         Em determinado ponto na escalada de ascensão espiritual, muito embora o ser saiba que já neutralizou em si o que o impedia ou o paralisava no caminho, contudo sabe que muito ainda lhe falta. Seu caminhar é seguro, mas seu coração não é totalmente maduro, pois as estruturas que construiu em si, para resistir aos ataques e assédios vindos do exterior ou de seu próprio ser, tornaram-se fortaleza que deve ser derrubada, para que a Energia Divina possa penetrar.
         Esse é o momento no caminho em que o ser não mais contará consigo mesmo para os assuntos da alma e do espírito, porque sua mente e suas emoções estarão a ponto de falir. Então, sua vida espiritual e cósmica poderão ingressar e permear o indivíduo.
         Ora, se é algo tão maravilhoso e divino, por que a resistência a essa transformação? O que ocorre aqui é que sua prova está baseada na Fé, e enquanto ela não for comprovada na entrega de tudo, a transformação espiritual não poderá ocorrer. Nesse ponto do caminho a entrega já faz parte de sua vida, mas ela ainda não é total nem suficiente para que esse ingresso da energia cósmica, com toda a potência requerida, faça com que o ser seja transfigurado interiormente.
         Quando já existe a “consciência da prova” e o ser inicia sua entrega maior, sustentado apenas pela Fé, encontrará a “noite escura” da alma e do espírito. Ou seja, já entregou o que possuía e não poderá tomar de volta para si, mas ainda não recebeu a Energia Divina que o libertará, pois as estruturas mentais e emocionais ainda não terminaram de desabar.
         Tudo torna-se escuro e parecido com as trevas, pois a Luz oculta-se para que a prova seja verdadeira e o ser, apesar da solidão, do vazio e dos insistentes ataques das forças inimigas, possa confirmar a Luz, seu amor a Deus. Pois é fácil amar a Luz estando nela e afirmar o divino em dias de entusiasmo. Mas afirmar a vitória de Deus quando ainda não se pode senti-Lo é só para os que possuem verdadeira Fé.
         Desde o despertar da busca espiritual o ser vem sendo preparado para viver essa “noite”, que o deixará despido diante das estrelas ocultas, para que mostre ao Universo de que matéria é feita sua intenção e o que verdadeiramente motiva sua aspiração. Para ver o brilho das estrelas, o indivíduo terá que viver com valentia e humildade, renovado pela própria Fé.
         Com o coração amadurecido pelo Amor e pela Fé e preenchido pela lembrança de sua Essência Divina, o indivíduo receberá grande impulso do cosmos e não se permitirá sair da meta, mesmo ainda imperfeito. Trata-se, portanto, de um ser confiável perante Deus, um companheiro nos campos de batalha.
         Para o indivíduo que já amadureceu em sua escalada ascensional, lembrar que a Fé não é medida pelo que se crê, mas pelo que pode estar oculto além das crenças e que ainda é desconhecido. Por outro lado, a traição surge quando a criatura considera-se maior que o Criador; render-se diante da Criação liberta muitas almas do jugo da traição.
         Ao absorver os impulsos divinos, a expansão produzida moverá o interior do ser para que se adapte à nova vibração. Neste momento não se deve tentar compreender ou sentir. É mais sábio esquecer-se de si e fundir-se no Todo, para que as transformações sejam efetuadas em paz.”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 16 de outubro de 2016, caderno O.PINIÃO, página 16).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 17 de outubro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de MARCELO BARROS, professor, diretor e conselheiro da Braz-TESOL, maior associação de professores de inglês, e que merece igualmente integral transcrição:

“Brasil bilíngue: sonho distante
        The book is on the table. O chichê nunca fez tanto sentido para ilustrar a relação do brasileiro com o inglês. Literalmente, o livro está sobre a mesa, pois aprender o idioma nunca foi tão fácil quanto agora. Seja por meio dos cursos presenciais com preços mais acessíveis, seja pelas tecnologias de ensino a distância que facilitam a prática. A grande questão é que jamais houve tantas possibilidades diferentes para aqueles que querem conquistar a fluência na segunda língua. Dito isso, a pergunta que fica é: por que mesmo assim a imensa maioria dos brasileiros ainda não fala inglês?
         Já é sabido que dominar o idioma aumenta significativamente as chances de obter salário maior, como apontou recente pesquisa conduzida pelo grupo Catho. Segundo o estudo, um profissional em nível de coordenação, por exemplo, pode ganhar, em média, 61% mais do que aquele que não fala inglês. Isso, sem falar nos benefícios econômicos que o país com um todo pode ter, alavancando o turismo e a internacionalização dos negócios. Ainda assim, levantamentos ainda mostram que apenas 3% da população brasileira pode ser considerada fluente em inglês, número extremamente baixo, principalmente quando comparado ao de outros países latino-americanos, como o Chile e a Argentina.
         A empresa de educação internacional Education First (EF) divulga anualmente um ranking que avalia o nível de proficiência em inglês de diferentes países. No levantamento de 2015, o Brasil ocupava a 41ª colocação entre 70 nações. Na mesma lista, Argentina, República Dominicana, Peru, Chile, Equador e México estavam à frente. E os motivos para essa defasagem, a meu ver, são sobretudo culturais.
         Um importante ponto que precisa ser desmistificado para aumentar a relevância do inglês é o argumento de que, antes de nos preocuparmos em ensinar um segundo idioma, precisamos concentrar nossos esforços na língua materna do brasileiro. Na verdade, é inegável que o aprendizado da Língua Portuguesa é fundamental e ainda há muito trabalho a ser feito nesse sentido. Mas, diferentemente do que muitos pensam, os ensinos dos dois idiomas não são excludentes entre si, muito pelo contrário. Pesquisas de linguística e neurociência já comprovaram que, quanto mais idiomas uma pessoa domina, maior a facilidade para aprender os demais. Isso se dá, principalmente, pela possibilidade de estabelecer reações entre o que já foi aprendido e o novo conhecimento.
         Outro ponto polêmico que precisa ser debatido é o papel de recursos como músicas, filmes e séries na aprendizagem do idioma. Na verdade, assim como uma criança não aprende todos os aspectos do português apenas ouvindo seus pais conversando, o aprendizado do inglês também não ocorre apenas por meio do acompanhamentos dos diálogos na TV ou pela tradução de letras de músicas. É verdade que a prática é muito válida como reforço da aprendizagem. Porém, é fundamental que haja esforço e sistematização para a compreensão conjunta das quatro habilidades básicas da língua: o speaking (fala), o listening (compreensão auditiva), o reading (leitura) e o writing (escrita), respeitando, inclusive, as regras gramaticais e discursivas que coordenam sua composição.
         Em muitos casos, a comunicação dos “autodidatas” pode até ocorrer, mas geralmente dentro e um quadro limitado – quando a pessoa pode entender e falar, mas pode não escrever ou ler corretamente, por exemplo. A proficiência, nesses casos, fica bastante comprometida. Por fim, é fato que inúmeros outros obstáculos também precisam ser superados para que o brasileiro comece a priorizar e a estudar o inglês como se deve. Até mesmo o acesso a ferramentas de educação que ofereçam oportunidades reais para a prática do idioma é escasso, o que pode aumentar o desinteresse ou prejudicar o aprendizado da língua.
         A tecnologia em suas várias formas felizmente vem ajudando os educadores e aprendizes a superar essas barreiras e já vemos soluções ótimas para estimular a compreensão e a conversação. Em geral, a mensagem mais clara que fica é de que precisamos promover logo uma verdadeira mudança no pensamento e na forma como as pessoas encaram o tema, pois só assim colocaremos em curso a mudança que fará do Brasil um país verdadeiramente fluente em inglês. The book is on the table, e precisamos que ele seja lido.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em agosto a ainda estratosférica marca de 475,20% para um período de doze meses; e em setembro, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,48% e a taxa de juros do cheque especial  registrou ainda em agosto históricos 321,08%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        


        
        


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A IMPLACÁVEL DEFESA DA DIGNIDADE HUMANA E AS BASES DA SUSTENTABILIDADE NACIONAL

“Defender a dignidade humana
        A mídia divulgou cenas que chamaram a atenção pelo conteúdo de intolerância e violência nos Estados Unidos: o ataque à boate LGBT, que provocou a morte de 49 pessoas, e a agressão chocante contra os negros. Na França, o atentado no dia da Festa da Bastilha levou a óbito mais de 80 pessoas. No Brasil, há violência contra mulheres, homossexuais e o estupro de adolescentes, além da violência nas disputas do tráfico e em brigas por motivos fúteis em festas e baladas envolvendo jovens. Recentemente, a divulgação do Mapa da Violência de 2016, elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz, trouxe-nos mais dados assustadores ao nos chamar a atenção para o grande número de óbitos por arma de fogo na faixa etária de 15 a 19 anos.
         Dia após dia, somos surpreendidos por cenas de violência e nos perguntamos sobre medidas a serem adotadas individual e coletivamente para evita-las. Na área da saúde, costumamos usar o indicador epidemiológico Anos potenciais de vida perdidos, para analisar os óbitos ocorridos em uma população. Esse indicador traduz os anos que as pessoas poderiam ter vivido e que não viveram em virtude da morte precoce. Se considerarmos as mortes por causas violentas, sobretudo entre jovens que morreram aos 15, 20 ou 25 anos, e que poderiam ter vivido até os 75,2 anos (expectativa de vida da população) ou mais, perceberemos que cada jovem perdeu, em média, algo em torno de 50 ou 60 anos de sua vida.
         Isso é muito grave, mas poderíamos ir um pouco além e aproveitar esse indicador para considerar os Anos potenciais de vida perdidos por aqueles que tiveram grandes traumas e foram excluídos do convívio social e não puderam viver de forma digna. No decorrer da história, a defesa da dignidade humana como forma de prevenir a violência e estabelecer culturas que promovam a paz tem ganho força em diferentes espaços em níveis nacional e internacional. Não custa lembrar que a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, publicou a Declaração Universal dos Direitos Humanos e assinalou em seu primeiro artigo que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.
         À época, chamava a atenção para um valor do qual a humanidade havia se esquecido ou estava indiferente a ele: a dignidade humana. Seguindo a mesma linha, em 1988, nossa Constituição Federal destacou a dignidade como princípio que deve ser respeitado e balizar as relações sociais. Outros documentos – alguns dos quais de repercussão internacional – evocam a dignidade, como, por exemplo, a Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos, de 2005. Ela assinala em seu artigo 3º que a “dignidade humana, os direitos humanos e as liberdades fundamentais devem ser plenamente respeitados”.
         No cotidiano da vida, a defesa da dignidade humana traz como desafios o exercício contínuo de valorização de cada pessoa e o respeito às diferenças. Quando trazemos para a nossa realidade, considerando a perspectiva individual, é importante dizer que, independentemente da religião, partido político, opção sexual, ideologia, nível socioeconômico, ou outras características, cada pessoa deve se perguntar se as palavras ditas e as atitudes tomadas refletem ou não o respeito à dignidade dos outros.
         E isso deve ser considerado desde o uso do WhatsApp e outras redes sociais até atitudes em que a intolerância e a violência se manifestam em diferentes proporções. Na perspectiva coletiva, ilustrando com o “caso brasileiro”, cabe destacar que, neste momento de crise política, econômica e moral, em que a preocupação com a recuperação da economia tem se tornado tema nuclear – e pode tirar o foco do investimento em políticas públicas –, cabe-nos cobrar dos gestores e políticos atitudes responsáveis, cuidadosas e criteriosas com os recursos públicos, para que sejam utilizados, prioritariamente, em favor da segurança, da educação, da saúde e da convivência pacífica e respeitosa entre as pessoas. Se a defesa da dignidade humana passar a ser prioridade, com certeza a indiferença, a intolerância e a violência serão substituídas pela sensibilidade e pela delicadeza e a cultura de paz ganhará forma em nossa meio.”.

(ARISTIDES JOSÉ VIEIRA CARVALHO. Médico, mestre pela UFMG e especialista em clínica médica e medicina da família e comunidade, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 14 de outubro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Seremos um Brasil nos trilhos?
        Colocar a sociedade brasileira nos trilhos sob os parâmetros da justiça social e do desenvolvimento integral é um caminho complexo. Por isso, todos os cidadãos devem buscar se envolver no necessário processo de discernimento relacionado à Proposta de Emenda à Constituição 241 (PEC 241). Em pauta estão importantes definições que vão impactar nossas vidas ao longo de duas décadas. Imagine o que significa 20 anos para o país. Podem ser décadas de avanços rumo ao desenvolvimento integral, um caminhar promissor para todos, especialmente para quem é mais pobre. Mas, é preciso atenção para a permanente ameaça de se seguir na direção oposta, com a multiplicação dos vergonhosos cenários de miséria e exclusão já presentes no país.
         Por isso, a escolha dos rumos com a PEC 241 merece uma mobilização nacional, que contemple análises e discussões envolvendo os mais diversos setores: economistas, especialistas e movimentos da área social, igrejas, universidades e, de modo particular, o Parlamento brasileiro, que a partir do voto, fundamentado nas necessárias ponderações, indicará o passo a ser dado.
         Não se pode, imprudentemente, apoiar ou definir escolhas que, se equivocadas, pesarão crucialmente sobre os ombros de todos – mais perversamente atingindo os excluídos. Isso não significa deixar de investir nos ajustes e readequações que são necessários, adotando lógicas de gestão capazes de extinguir as dinâmicas que garantem certas regalias a determinadas classes, grupos e indivíduos, privilégios que estão na contramão da equidade e da justiça social. O governo federal e o Parlamento têm o dever de encontrar, criativamente, saídas para as crises e apresentar soluções para os graves problemas enfrentados pela nação brasileira. Evidentemente, isso não é tarefa fácil e exige complexas ponderações para não se perderem as conquistas alcançadas na Constituição Cidadã de 1988, marco para o início do pagamento de dívidas sociais históricas.
         Em um momento tão determinante para o futuro, nada de precipitações. São esperadas análises e um amplo processo de escuta da sociedade para que os mecanismos escolhidos, diante da necessidade de se colocar o Brasil nos trilhos, não ameacem, irreversivelmente, a vida de todos, principalmente a vida de quem já sofre. Assim, oportuno é sublinhar que as mudanças propostas não podem ser justificadas e definidas apenas pelas avaliações do ponto de vista econômico. É preciso considerar e buscar intervir, de modo mais profundo, no tecido cultural brasileiro, habituado a funcionar nos trilhos dos privilégios e das regalias.
         Nesse sentido, a PEC 241 não pode ser, simplesmente, fruto da interlocução entre Executivo Federal e o Parlamento. Sua análise e discussão têm que se tornar um fato político e social mais amplo, permitindo o envolvimento dos segmentos todos da sociedade. É preciso haver debates entre especialistas, de diferentes áreas, e também uma convocação do povo, por diversos modos, para uma ampla mobilização nacional, de modo a criar entendimentos. Restringir a definição de uma diretriz que terá impacto nas próximas duas décadas à Praça dos Três Poderes, em Brasília, é algo desrespeitoso e temerário. Afinal, não se pode definir o futuro de um país sem análises e clarividências capazes de incluir, junto com a busca pela regulamentação e limitação dos gastos públicos, outros graves desafios que precisam ser enfrentados.
         Não bastam as afirmações políticas, em tom de promessa acalentadora, diante de mecanismos que podem funcionar, mais uma vez, como guilhotina destinada aos mais pobres e indefesos. Esses mecanismos precisam ser configurados a partir dos parâmetros da justiça social. Entre os pares envolvidos na ampla discussão que o momento político requer está a Igreja Católica, cujo tom de voz deve estar sempre em sintonia com as orientações do papa Francisco. O magistério e a singularidade pastoral de Francisco impulsionam essa instituição bimilenar a contribuir com a construção de uma sociedade justa e solidária.
         Por isso, antes de qualquer elogio ou apoio apressado, embora sempre reconhecendo e dialogando com os interlocutores da sociedade pluralista, particularmente nos âmbitos governamentais, a Igreja recorda o que pede o papa Francisco em sua Exortação Apostólica Alegria do Evangelho: não à economia da exclusão, não à idolatria do dinheiro, não a um dinheiro que governa em vez de servir. No cumprimento de sua tarefa missionária, a Igreja está atenta às transformações vividas pela humanidade, à singularidades próprias da realidade brasileira. Reconhece tudo o que contribui para o bem-estar das pessoas, nos âmbitos da saúde, educação, da comunicação e em tantas outras áreas. Mas também é, diante das graves situações sociais e políticas, porta-voz de quem vive precariamente.
         Cada vez mais, crescem o medo e o desespero no coração de inúmeras pessoas. A alegria de viver, frequentemente, se desvanece por falta de respeito à dignidade humana, pelo crescimento da violência e da desigualdade social. Urge reverter a fonte desses males, a cultura do descartável. Isso inclui avaliar medidas necessárias, ponderar suas consequências, contemplando a exigência de não se correr o risco de acertar de um lado, mas, por outro, favorecer o aumento da vergonhosa exclusão. Somente com o fim da exclusão de quem vive nas periferias de todo tipo é que se pode construir um verdadeiro projeto capaz de colocar o Brasil nos trilhos.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em agosto a ainda estratosférica marca de 475,20% para um período de doze meses; e em setembro, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,48% e a taxa de juros do cheque especial  registrou ainda em agosto históricos 321,08%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        


        



             

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, O CAMINHO DA ASCENSÃO ESPIRITUAL E OS DESAFIOS DAS TECNOLOGIAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM

“Chaves para trilhar o caminho de busca e de ascensão espiritual 
 Em geral, o ser que está buscando o caminho espiritual vive as provas básicas para se confirmar como um servidor da obra de Deus, tomando contato com Leis Superiores e dispondo-se a vivê-las. Sua decisão de seguir o caminho de ascensão foi tomada e será ajudado a caminhar, a depender de seu propósito de prosseguir.
         Hoje em dia, aquele que se apresenta para a Causa Divina deve ter consciência sobre pontos fundamentais para poder trilhar o caminho ascensional, tais como: ao caminhar pela senda da Luz, cada passo deverá desligá-lo do mundo material que conhecia; os seres que mais necessitam de sua ajuda nem sempre são o que aparentam ser, e a oração e a busca da própria Origem o sustentarão para sempre.
         Em geral, o indivíduo lida com reações de seus aspectos inferiores que não querem elevar-se e criam todo tipo de dificuldades e de desculpas para a ascensão. Esses aspectos, criados e nutridos durante dezenas de encarnações, reclamam seu espaço e prometem lutar até o fim para que seus desejos, frutos da ilusão do mundo, sejam satisfeitos.
Sabemos que cada ser que desperta, em diferentes graus, abre portas para que muitos outros seres despertem, rompendo grilhões com a matéria e com a corrente do carma. A aspiração e a fé devem ser a sustentação para prosseguir.
         Seguindo o trajeto rumo à ascensão, o indivíduo deverá levar em conta que vencer a si mesmo nada tem a ver com lutar, pois a luta produziria somente perdedores. Vencer a si mesmo é render-se às Leis Divinas para que elas transformem o ser. Considerar também que a ilusão atua somente em quem se deleita com as ofertas do mundo. Para sair da ilusão, deve-se sair do deleite; para sair do deleite, deve-se esquecer de si e para esquecer de si, deve-se estar aberto para encontrar a necessidade do outro a cada momento.
         Vencidas algumas etapas do caminho rumo à ascensão, o indivíduo sabe que a Luz sempre prevalecerá e tem plena confiança nisso. Contudo, o medo se apresenta e tenta passo a passo paralisar sua caminhada. Mas de onde ele surge? O medo é uma forma do não amor expressar-se; onde abre-se espaço para o amor, o medo faz-se presente para impedir que o amor flua. Poderá a pessoa perceber com clareza que seus apegos geram medo, não importando se estes são grandes ou pequenos, densos ou sutis; se são apegos, serão uma porta fechada para o Amor verdadeiro e uma porta aberta para o medo.
         Em tempos de tensão e de caos planetário que estamos vivendo, todos os apegos serão colocados à prova e devem ser amorosamente desmascarados e expulsos do Templo do Coração. Os que se libertarem por meio do Amor serão refrescados pelo Fogo do Espírito e encontrarão a valentia para seguir o caminho de ascensão. Os que forem testados pelo medo encontrarão primeiro o sofrimento e, após a conscientização e abertura para a purificação, poderão libertar-se dos apegos paralisantes, geradores do medo.
         Em um mundo como o nosso, regido pela mentira, que valoriza os “dramas” pessoais que se retroalimentam pela satisfação do sofrimento e pela busca do preenchimento por meio da vaidade, o medo encontra portas ocultas para entrar. Por isso a mentira deve ser banida da aura do ser.
         Quem busca a ascensão espiritual deve lembrar-se de que a Energia Divina cura tudo isso e retira os seres humanos desse estado de obscuridade em que vivem. Onde Deus está, somente o Amor existe.
(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 9 de outubro de 2016, caderno O.PINIÃO; http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/trigueirinho/chaves-para-trilhar-o-caminho-de-busca-e-de-ascens%C3%A3o-espiritual-1.1383173).
Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 11 de outubro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de CYNTHIA ENOQUE, diretora do Instituto de Comunicação e Design do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), e que merece igualmente integral transcrição:

“Tecnologias 2.0 na educação
        A educação é uma troca comunicacional mediada por pessoas, linguagens e tecnologias. Nessa perspectiva, carece de meios que a sustentem. Atualmente, há suportes participativos que podem fomentar a autonomia e a criticidade que o mercado profissional e a sociedade contemporânea demandam, se utilizados conscientemente.
         Esses suportes tecnológicos medeiam a comunicação (e, por consequência, educação) desde que as sociedades humanas se tornaram mais complexas.
         As paredes das cavernas, os pergaminhos, os papiros, o som do tambor, o sinal de fumaça antecederam as tecnologias modernas de comunicação. Na história da mídia, o primeiro dos suportes foi o impresso. Posteriormente, surgiram os meios eletrônicos de armazenamento e de difusão, como o rádio e a TV. Hoje, entram em cena os meios digitais. E uma vez que a educação é comunicação, todas essas mídias são utilizadas no contexto escolar.

Em termos comunicacionais, há uma diferença básica em relação a esses suportes. Os impressos armazenam a informação e permitem uma difusão mais limitada e sem possibilidade de intervenção. Os eletrônicos (rádio, TV) armazenam e promovem uma intervenção em massa, mas não propiciam uma intervenção. Por esse motivo, denominam-se 1.0. As tecnologias digitais, por sua vez, não só apoiam o material linguístico, mas também propiciam e potencializam trocas (entre) e intervenções (dos) sujeitos. Essas tecnologias se denominam 2.0, uma referência à segunda geração da “world wide web”, que se caracteriza pela possibilidade de inserir, alterar, armazenar e compartilhar conteúdos.

         Contemporaneamente, essas tecnologias permitem implementar um vasto leque de aplicações 2.0, como redes sociais, edição de texto cooperativo, comunicação on-line, publicação de vídeos e fotos, bookmarking, aprendizagem por meio de ambientes virtuais de aprendizagem e de realidade/interação virtual, entre outros. Pela lógica bidirecional que suportam, essas ferramentas contemplaram as três instâncias de mediação apontadas por Vygotsky para o desenvolvimento cognitivo humano: a social, por ser coletivo e por possibilitar a troca de saberes; a sígnica, por suportar linguagem; e a instrumental, por se tratar de uma ferramenta que possibilita a permuta de informações, bem como o seu armazenamento. Nessa perspectiva, não só o apoio linguístico, mas também o tecnológico, mais precisamente as tecnologias digitais, são de suma importância para a realização de um trabalho pedagógico genuinamente cooperativo.
         
         Cabe aqui, no entanto, refletir sobre o uso 1.0 ou 2.0 das tecnologias digitais no contexto escolar. A cooperação demandada atualmente pode ser proporcionada e potencializada pelos meios digitais se, de fato, são utilizadas em uma lógica 2.0. Não raro, ferramentas abertas à participação são subaproveitadas como meras versões modernosas do quadro branco, caderno, TV ou livros. Otimizar o uso das tecnologias participativas  significa conceber o discente como sujeito do processo de comunicação (educação). Para tanto, o docente deve assumir o papel de mediador social desse processo, propondo descobertas e práticas em lugar de entregar o conteúdo pronto para consulta em mídias digitais. Noutros termos, há que se repensar metodologias, papéis e objetivos pedagógicos para que se instaure uma lógica genuinamente 2.0 dessa ferramentas 2.0.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em agosto a ainda estratosférica marca de 475,20% para um período de doze meses; e em setembro, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,48% e a taxa de juros do cheque especial  registrou ainda em agosto históricos 321,08%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        


        



        




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A FELICIDADE NA GESTÃO DAS EMPRESAS E A QUALIFICAÇÃO NA SUSTENTABILIDADE DAS CIDADES

“EXISTEM EMPRESAS QUE SÃO FELIZES?
        Você acredita já ter empenhado todos os esforços possíveis para melhorar a produtividade, a lucratividade e os relacionamentos na sua empresa? Ótimo. Tenho uma experiência no mínimo curiosa para compartilhar com você. Mas você precisará abrir mão do preconceito e mergulhar nessa reflexão. Os resultados podem surpreendê-lo.
         Pare. Respire e expire profundamente, até esgotar o ar dos pulmões. Repita uma segunda e, se quiser, mais algumas vezes. Feche os olhos e foque a atenção na sua respiração. Respire suavemente e se deixe levar, permitindo que seus pensamentos passem pela mente sem se importar muito com eles. Se já fez isso antes é possível que, neste momento, se sinta melhor, mais bem disposto, mais presente. Quem sabe não lhe veio um insight criativo neste segundo?
         Na vida e no trabalho, nos relacionamos o tempo todo: clientes, fornecedores, empregados, outros gestores, mercado. Vivemos crises e expectativas, e também exultamos quando realizamos, atendemos bem, atingimos metas e somos reconhecidos.
         Hoje, o homem percebe seu corpo, mente e espírito trabalhando juntos. Já entendeu que é um ser integral. As partes se inter-relacionam e interdependem.
         A medicina tradicional conjuga-se com outras abordagens; a psicologia e espiritualidade já conversam. Diversas técnicas começam a convergir.
         Embora as tecnologias, produção e administração tenham evoluído, nas empresas ainda não foi possível perceber se há também uma convergência que permita cuidar, restaurar ou ampliar as suas energias e potencialidades.
         Abordar desequilíbrios que se estabelecem nos processos ou no ambiente da empresa é mais fácil; em geral, recursos, tempo e técnica bastam. Porém, para atuar sobre as relações, a conversa é outra. Empresas são comandadas e constituídas por gente. Portanto, reproduzem toda essa estrutura de organização humana.
         Como abordar essas questões se os processos, técnicas e recursos tradicionais não são suficientes ou alcançam apenas parte do problema? Minha proposta é tomarmos um ponto de vista diferente – dar um zoom out, mudando o nosso olhar para a empresa como se fosse um ser vivo.
         Observar sem julgamentos prévios se a empresa está realmente a serviço do cliente ou apenas a serviço de um indivíduo ou de um pequeno grupo. Avaliar se alguns padrões erráticos estão se repetindo dentro da empresa e se sempre geram perda de energia.
         Pergunte-se se há quanto tempo não olha se seus negócios continuam alinhados com o propósito da empresa. Se seus ideais mudaram, sua empresa deveria saber disso. Se fluxos e processos estão bloqueados nas relações internas da empresa ou com seus parceiros, estes devem estar dificultando o seu funcionamento e vitalidade.
         Ao entender que nossas empresas são compostas de pessoas que interagem e que estas sofrem, têm dores, problemas de relacionamento e choram, mas que vibram, exultam, são generosas e inovam, percebemos que são tão mais produtivas quando o “clima” está bom.
         Se formos sensíveis o suficiente para entender que a contração e expansão em nós e nas empresas são ciclos naturais e vêm e vão, poderemos atuar para fazer com que deem o seu melhor.
         Proponho a nós, gestores, que a primeira chave está em observar, depois observar novamente, estão estudar e entender, avaliar alternativas e somente atuar quando estivermos conscientes o suficiente.
         Acredito que talvez a mudança se inicie em nós, ajustando nossos próprios comportamentos, perdoando quem deva ser perdoado, refazendo relacionamentos e fortalecendo elos. Sim, isso é realmente necessário.
         Ao atuarmos conscientemente, restabelecendo uma relação aberta e sadia entre as pessoas que compõem a nossa empresa, restabeleceremos aos poucos a confiança e o equilíbrio desses fluxos e relacionamentos e aos poucos tornaremos nossas empresas mais felizes.
         Se o homem aprendeu a meditar e se espiritualizar para buscar a paz, saúde e insights, por que não podemos usar isso para trazer resultados semelhantes para a nossa empresa?
         A segunda e mais importante chave é conhecer a si próprio e cuidar primeiro de si, só então cuidar do próximo. O nosso autoconhecimento nos faz mais preparados, mas é fundamental harmonizar espírito, mente e coração.
         Pessoas mais conscientes de suas potencialidades são capazes de fazer empresas mais felizes.”.

(EVANDRO VARELLA. Superintendente da Faculdade IBS/Fundação Getúlio Vargas, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 9 de outubro de 2016, caderno ADMITE-SECLASSIFICADOS, coluna MERCADO DE TRABALHO, página 2).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 10 de outubro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de CARLOS ALBERTO DI FRANCO, jornalista, e que merece igualmente integral transcrição:

“Pichações, bofetadas na cidade
        No dia seguinte ao debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo na TV Globo, em que a pichação foi criticada por João Doria (PSDB) e Marta Suplicy (PMDB), o Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera, na zona sul, e a Estátua do Borba Gato, em Santo Amaro, na mesma região, amanheceram cobertos de tinta colorida: rosa, verde, amarelo e azul. A barbárie é a ponta do iceberg de algo mais grave: a degradação das cidades e a incompetência arrogante das suas autoridades. A reação do prefeito Fernando Haddad (PT) foi emblemática. Em campanha na zona leste, Haddad disse achar que as pichações podem ser fruto de radicalização criada no debate.
         “Acho que tem a ver com o tipo de provocação que foi feito no debate. Quando você instiga as pessoas, desafia as pessoas, como Doria e Marta fizeram, dizendo que ‘não vai acontecer nunca mais’. Não é assim que se fala com as pessoas, dialoga-se”, afirmou. Lamentável. É a defesa do diálogo demagógico e transgressor. O crime não deve ser punido. A lei não deve ser cumprida. No episódio, a cidade de São Paulo foi demitida por seu governante.
         O Centro antigo de São Paulo, por exemplo, está à deriva. Edifícios pichados, prédios invadidos, gente sofrida e abandonada, prostituição a céu aberto, zumbis afundados no crack, uma cidade sem alma e desfigurada pela ausência criminosa do poder público.
         Nós, jornalistas, precisamos mostrar a realidade. Não podemos ficar reféns das assessorias de comunicação e das maquiagens que falam de uma revitalização que só existe no papel. Temos o dever de pôr o dedo na chaga. Fazer reportagem. Escancarar as contradições entre o discurso empolado e a realidade cruel. Basta percorrer três quarteirões. As pautas não estão dentro das redações. Elas gritam em cada esquina. É só pôr o pé na rua e a reportagem salta na nossa frente. Os jornais precisam ter cheiro de asfalto. Jornalismo é isso: mostrar a vida, com suas luzes e suas sombras. São Paulo, a cidade mais rica do país e um dos maiores orçamentos públicos, é um retrato de corpo inteiro da falência do Estado.
         Também o Brasil, um país continental, sem conflitos externos, com um povo bom e trabalhador, está na banguela. Os serviços públicos não funcionam. Basta pensar na educação. A competitividade global reclama crescentemente gente bem formada. Quando comparamos a revolução educacional sul-coreana com a desqualificação da nossa educação, dá vontade de chorar. A assustadora falta de mão de obra com formação mínima é um gritante atestado do descalabro da recente “pátria educadora”. Governos sempre exibem números chamativos. E daí? Educação não é prédio. Muito menos galpão. É muito mais. É projeto pedagógico. É exigência. É liberdade. É humanismo. É aposta na formação do cidadão com sensibilidade e senso crítico.
         O custo humano e social da incompetência e da corrupção brasileira é assustador. O dinheiro que desaparece no ralo da delinquência é uma tremenda injustiça, uma bofetada na cidadania, um câncer que, aos poucos e insidiosamente, vai minando a República. As instituições perdem credibilidade numa velocidade assustadora. Nós, jornalistas, temos um papel importante. Devemos dar a notícia com toda a clareza. Precisamos fugir do jornalismo declaratório.
         Nossa missão é confrontar a declaração do governante com a realidade dos fatos. Não se pode permitir que as assessorias de comunicação dos políticos definam o que deve ou não ser coberto. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do país real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.
         A sociedade está cansada da inconsistência de alguns governantes, de tanto jogo de faz de conta, de tanto cinismo. Quer mudança. Quer um projeto verdadeiramente transformador. As cicatrizes que desfiguram o rosto de São Paulo e do Brasil podem ser superadas. Dinheiro existe, e muito. Falta vergonha na cara, competência e um mínimo de espírito público. Façamos reportagem. Informação é a arma da cidadania.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em agosto a ainda estratosférica marca de 475,20% para um período de doze meses; e em setembro, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 8,48% e a taxa de juros do cheque especial  registrou ainda em agosto históricos 321,08%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...