sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, AS FACES DE UMA NOVA POLÍTICA E OS LÍDERES PARA A SUSTENTABILIDADE

“Uma reflexão sobre a reforma política
        É atribuída a Sófocles a expressão “o poder revela o homem”. Aristóteles, ao enveredar por esses caminhos, constrói a narrativa de que o homem é um animal político. Discípulo de Platão, Aristóteles é mais afeito às questões do mundo real que do mundo imaginário. O famoso quadro de Rafael A escola de Atenas, mostra os dois. Enquanto Platão contempla o céu, Aristóteles olha a terra.
É na terra chamada Brasil que há uma urgência de compreensão de uma filosofia prática que nos ajude a olhar o que tem de ser feito hoje em busca do amanhã. Aqueles que exercem o poder precisam saber que tudo passa. Foucault dizia que o poder é processo e não coisa. Que é dinâmico. Que é mutável. O poder em si não existe. O que existe são relações de poder. O poder é um serviço. O poder, sob a égide da ética, é um serviço, que visa ao bem. E, voltando a Aristóteles, o exercício do poder requer virtudes, requer compromisso com o bem-comum.
         A política é uma excelência moral. Recordou, recentemente, o papa Francisco, que “a política é uma elevada forma de caridade”. Mas por que então essa aversão à política? O político é aquele que deixa os seus interesses próprios por compreender que é preciso cuidar do todo, do coletivo. É o que renuncia a uma parte da própria vida para cuidar de tantas outras. Mas são essas outras vidas que hoje não querem os políticos. Por quê? Fala-se em reforma política. E não é de hoje. É razoável um país ter mais de 35 partidos políticos e outros 50 em pedidos de registro? O que é um partido político?
         Na teoria, é uma parte da sociedade que comunga de ideias e que se une para governar com base nesses princípios. É por isso que os partidos têm documentos, têm compromissos. São diferentes uns dos outros. Mas com essa quantidade de partidos será possível identificar a diferença entre eles? O que pensam? Como agirão se estiverem no governo? Como agem os legislativos?
         Há outras questões. Os partidos têm processos internos democráticos ou têm donos? Como são financiados? Como usam esses recursos? Um vereador de uma cidade do interior e um prefeito de uma outra cidade, de um outro canto do país, do mesmo partido, têm projetos comuns? Evidentemente, as pessoas são diferentes, mas se estão no mesmo partido é porque há algo que as une. Ou não? E as coligações? Respeitam quais fundamentos? Buscam quais objetivos?
         A proibição do financiamento empresarial foi um passo importante. Por que não ir além? Se as campanhas forem financiadas apenas com recursos públicos, haverá maior liberdade para que os eleitos possam agir, respeitando os princípios do próprio partido. Com menos partidos, isso será possível?
         O poder revela o homem. Revela se o homem está maduro ou não para o seu exercício. Se tem serenidade ou se busca o aplauso fácil. Seja um juiz, seja um promotor, um deputado, um ministro, um governador, um prefeito, cada um exerce o poder. E a forma de exercê-lo será exemplo correto ou incorreto para os que hoje não se sentem representados, nem ouvidos, e, talvez por isso, rejeitam a política e o poder.”.

(GABRIEL CHALITA. Presidente da Academia Paulista de Letras, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 10 de novembro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 11 de novembro de 2016, mesmo caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Painel de escolhas
        O painel de escolhas que afetam e desafiam a subjetividade humana no mundo contemporâneo, é de tamanho imensurável. Essa realidade oferece novas possibilidades para discernimentos, mas, ao mesmo tempo, os tornam ainda mais complexos. Uma complexidade que incide também nas relações entre grupos, pessoas e sociedades. É muito forte o fluxo da cultura globalizada, que, sem deixar de apresentar novos valores e possibilidades, produz fragmentações e fragilidades, processos que, frequentemente, desqualificam subjetividades. Por isso, são urgentes as medidas que permitam recuperar a interioridade humana.
         A carência de líderes capazes de conduzir processos sociais, culturais, políticos e religiosos com propriedade para dar novos rumos à sociedade é consequência dessa fragilidade no âmbito da subjetividade, enfraquecido nas dimensões humana e espiritual. Os desdobramentos são os atrasos nas dinâmicas conjunturais, com a desfiguração e a falência de muitas instituições. Sem líderes e agentes capazes de garantir o adequado funcionamento institucional, é estabelecida uma ambiência confusa, onde as pessoas não reconhecem o próprio papel, o serviço que devem oferecer e as prioridades.
         Diante desse quadro que atinge os recursos humanos, as instituições não conseguem se adequar às necessidades do mundo contemporâneo e, por isso, não são capazes de oferecer contribuições à sociedade. Tornam-se prisioneiras de um tipo de marasmo egoísta que incapacita pessoas, permanentemente indispostas para assumir compromissos e, por isso mesmo, apenas preocupadas em manter o “tempo livre”. Essa situação cria indisposição para posturas altruístas, que requerem dois componentes indispensáveis: a motivação e o objetivo prioritário de se promover o bem do outro.
         A esse marasmo acrescenta-se ainda a ânsia pelos resultados imediatos, um mal contemporâneo. Busca-se uma velocidade que desconsidera os necessários processos para se alcançarem certos objetivos. Essa ansiedade gera sensação de fracasso e de desânimo. Mas grave, ainda, é o pessimismo estéril que precisa ser vencido com um “não” radical. O derrotismo apenas aprisiona as pessoas em uma permanente sensação de desencanto, tornando-as lamurientas. Esse quadro, indiscutivelmente, é reflexo da falta de uma espiritualidade profunda, déficit que gera uma desertificação interior, o apego e a submissão ao que conta menos. Um mal que domina, faz perder a serenidade e a alegria de servir e de participar dos projetos que ajudam a transformar o mundo.
         As instituições, consequentemente, não conseguem agentes capazes de inovar e abrir novas frentes. Apegam-se apenas à manutenção do que já fazem, inviabilizando as dinâmicas capazes de gerar novas respostas. Mesmo reconhecendo a necessidade de caminhos novos, permanecem amarradas a processos pesados. Respondem às “perguntas de hoje” com as “respostas” de ontem.
         Ao se reconhecer a importância dos funcionamentos institucionais, que se alicerçam no agir de cada pessoa, identifica-se uma urgência: investir nas tarefas educativas que deem aos indivíduos a possibilidade de conquistarem uma subjetividade com envergadura humana, espiritual e moral, condição para que se tornem agentes de mudanças e inovações. Ao mesmo tempo, inadiável é a permanente avaliação das dinâmicas institucionais, para que elas não enjaulem as pessoas e os grupos na mediocridade. Assim, é possível romper o “círculo vicioso” que impede o desenvolvimento humano. A superação desses entraves ajudará no surgimento de líderes e agentes com criatividade para oferecer novas respostas à sociedade do atual painel de escolhas.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em outubro a ainda estratosférica marca de 475,8% nos últimos  doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 328,9%; e também no mesmo período, o IPCA acumulado  chegou a 7,87%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...
São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A CHAVE DO CAMINHO ESPIRITUAL E AS SAUDÁVEIS OPORTUNIDADES DA CRISE

“O serviço abnegado, as provas e as dádivas do caminho espiritual
        Com a vivência da humildade, os ditos milagres começam a acontecer na vida dos seres já amadurecidos que ascenderam no caminho, porque outras Leis Espirituais mais adiantadas encontram campo de expressão no ser. É fundamental estar diante do Senhor sempre pequenino, pois quanto menor for visto aos olhos dos homens, maior será aos olhos de Deus.
         Muito será exigido daquele que muito recebeu; por isso as dádivas vão para aqueles que recém despertaram, enquanto aquele que ajuda a abrir a porta para o descenso da Graça frequentemente nada recebe. Porque o despertar e o caminhar de um irmão são a verdadeira dádiva e alegria na vida de um abnegado, que se esqueceu de si em prol da caridade e em benefício do bem ao próximo.
         Quando o Senhor o provê de um instrumento, seja ele de curto ou longo alcance, deverá sempre utilizá-lo sabendo que não lhe pertence, e que a Mão do Senhor deve guiar cada movimento para que não se confunda. Pois todo dom, talento e capacidade a Ele pertencem e a Ele devem retornar.
         A prática do serviço abnegado, e a vivência do estado de Graça e dos dons do espírito fazem com que o ser se transforme num “Apóstolo do Novo Tempo”, reconhecido por toda parte, porque fala a língua de quem o busca. Esse ser está, assim, preparado para viver etapas mais elevadas do caminho espiritual.
         O apóstolo deve abraçar a própria cruz, considerando que provas duras cairão sobre ele de forma a acelerar seu processo de equilíbrio e também de aceitação do sacrifício. Porque viver esse processo, que podemos denominar como “cristificação”, não é recolher as promessas e dádivas que entregou ao Senhor, mas viver como Ele os últimos momentos de Sua Paixão, transferindo seus atos para os tempos atuais.
         Saibamos que o próprio Senhor acompanha de perto os passos de seus apóstolos e isso significa que Ele dará não somente consolos nos momentos de prova, mas que lhes dará, também, provas nos momentos de paz. Tudo para que esse apóstolo, que já passou por tantos obstáculos, possa agora passar pela prova final de sua fé e de seu amor por Deus, para que o Propósito Divino se cumpra.
         Assim, todas as suas misérias reunidas, através de cada uma de suas encarnações sobre a Terra, virão à tona, inclusive tudo que já parecia estar resolvido. O ser evoluído, o apóstolo, já estará forte o suficiente para não perder tempo consigo mesmo, seguindo em sua vida abnegada, enquanto se dá a purificação do seu ser.
         Este é o momento da Cruz e deve carregá-la até o momento de ser crucificado. Não deve sonhar estar sem o seu peso, antes deve amá-la, porque nela será pregado assim como foi com o seu Senhor. E aí inicia-se o trajeto do verdadeiro sacrifício deste apóstolo. Porque somente ele saberá que carrega a própria cruz de maneira integral, somente ele saberá que as dores dos crimes que cometem contra os princípios crísticos, durante muitas encarnações, agora o dilaceram por dentro. E nada disso sentirá que deve compartilhar com alguém, pois nenhum ser encarnado o compreenderá totalmente.
         Somente uma certeza o levará adiante: a de que o Senhor o espera e que não será eterno seu martírio – assim como não o foi para o Senhor – que viveu sofrimentos tão maiores, que os seus parecem até suaves.”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 20 de novembro de 2016, caderno O.PINIÃO, página 18).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINA, edição de 22 de novembro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de WELFANE CORDEIRO JÚNIOR, médico intensivista, com MBA em gestão de saúde pela FGV e mestrado em gestão de tecnologias e inovação de saúde pelo Hospital Sírio Libanês de São Paulo, e que merece igualmente integral transcrição:

“A oportunidade da crise
        Do início até a década de 1990 do século 20, o mundo discutia quem era mais diabólico: capitalismo ou comunismo. Mas foi um país nórdico banhado pelas ideias dos ingleses Beatrice e Sidney Webb que logrou criar a forma de governo mais próxima do paraíso na terra. E conseguiu se nutrir  dos dois opostos. A Suécia foi o modelo mais bem acabado de estado de bem-estar social predominante na Europa após a Segunda Guerra Mundial.
         Na década de 1960, a Suécia desviou-se mais para a esquerda com a segunda geração de direitos humanos, ampliando e liberalizando a educação e o sistema de saúde universal. Essas medidas pediam cada vez mais a presença do Estado. Entre 1950 e 1990, o setor público ampliou 1 milhão de empregos e o setor privado praticamente estagnou. A solução para esse aumento de gastos era sempre o aumento de impostos. Em 1993 a crise chegou e o país teve que rever todos os conceitos anteriores. Reduziu a participação do PIB nos gastos públicos de 67% para 49% e fez uma imensa revolução fiscal, reduzindo as mais altas alíquotas.
         E a políticas sociais? Na educação os suecos introduziram escolas pagas pelo governo, mas geridas pela iniciativa privada e usaram o conceito de vouchers educativos. Mas a maior revolução veio na saúde. Estocolmo tinha seis grandes hospitais gerenciados pelo poder público. O maior deles o St. Gorans (São Jorge) passou a ser gerenciado por uma empresa privada, que fez uma verdadeira revolução, introduzindo conceitos de fluxos de pacientes, qualidade e lean healthcare, metodologia trazida da indústria (sistema Toyota de produção). Os outros hospitais logo seguiram o exemplo.
         Esse modelo tem transformado a gestão de saúde em alguns países pelo aumento assombroso da eficiência com redução de custos. Para se ter uma ideia, as filas sempre foram o maior problema do sistema de saúde sueco. Hoje, hospitais como o St. Gorans giram os seus leitos com menos de quatro dias – só como comparação na Alemanha a média é de 7,5 dias. Isso reduziu tempos de espera e necessidade de novos leitos (construção de hospitais). A Suécia tem 2,8 leitos hospitalares para cada 1.000 cidadãos, comparado com 6,6/1.000 na França e 8,2/1.000 na Alemanha (o Brasil tem 2,4 leitos/1.000). Hoje o governo sueco compara e divulga os resultados de seus hospitais, premiando-os por seus resultados.
         A Suécia tem os hospitais mais eficientes da Europa nos dias de hoje e isso se deveu a uma crise. Nós estamos passando por algo semelhante. Um Estado inchado e pessimamente gerido nos levou a este impasse. A primeira atitude é acertar a arrecadação com a despesa. Há desperdícios incríveis no sistema de saúde brasileiro e uma imensa oportunidade. Os hospitais públicos brasileiros têm média de permanência indecentes – alguns chegam a 20 dias.
         A criação de forma mal planejada de unidades não hospitalares (UPAs) se tornou um grande problema. São estruturas caras, ineficientes e se tornaram substituto equivocado de hospitais, aumentando a mortalidade de pacientes internados nesses locais. Outra tragédia que aumenta o desperdício de forma é a forma de descentralização feitas nos últimos anos no país. O modelo de descentralização municipal está esgotado. A economia de escala, sabemos hoje, se correlaciona na área da saúde com melhores resultados clínicos e econômicos. Trabalhos feitos na Índia por economistas de Harvard comprovaram isso.
         Além do mais, um modelo que muda gestores a cada quatro anos está fadado ao insucesso. Um bom exemplo é o desperdício de não utilizarmos estruturas semelhantes, porque uma só atende privado e outra só o sistema público. Estamos jogando dinheiro que não temos fora. Em Belo Horizonte caberia apenas dois bons serviços de cirurgia cardíaca, no máximo três hospitais de atendimento de trauma maior e não aproveitamos a sinergia que poderia haver entre o público e o privado, por razões extrainteligência. Um fato como este melhoraria a mortalidade da população com custos menores.
         É óbvio que o governo investe pouco na saúde do país, mas se juntarmos com o investimento privado temos 7% do PIB investidos. Precisamos e devemos urgentemente repensar nossos modelos de gestão. Essa crise é uma oportunidade de ouro. Ela expôs nossa grave ineficiência.”

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em setembro a ainda estratosférica marca de 480,28% para um período de doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 324,9%; e em outubro o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 7,87%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 



        
        

         

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A ESSÊNCIA DAS CONEXÕES E A LUZ DA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

“Conexões que não precisam de wi-fi
        A conexão entre pessoas não se explica. Sente-se. Por isso é tão comum, ao longo da vida, encontrarmos indivíduos com os quais temos, mutuamente, a sensação de afinidade. E, muitas vezes, originada sem um histórico preexistente. Pelo menos, não nesta vida.
         A conexão viria, então, “do nada”? Há correntes que defendem a ideia de que uma forte ligação espiritual entre duas almas vem de muitas vidas passadas conjuntamente. A experiência compartilhada de alegrias e tristezas, de prazer e dor, de construção e destruição, e de vida e morte, vai gerando nos envolvidos sentimentos mais profundos, laços de proximidade, em que a história vai começando a se confundir com a história do outro.
         Todo esse processo de ligação espiritual, para os espíritas, cria uma sintonia, com simpatias e antipatias, amor e ódio, prazer e dor, desejo e repulsa, entre outros sentimentos que aos poucos vão formando conexões.
         Esta conexão entre as almas, por sua vez, pode se expressar em afinidades de pensamentos, sentimentos e crenças, ou pode gerar tendências quase que opostas, onde uma complementa a outra naquilo que ambas necessitam de uma unificação ou diversificação.
         Pesquisa publicada, recentemente, na revista Psychological Science mostra que abraços – ou simplesmente tocar em alguém – reduzem o medo de mortalidade, acalmando os temores existenciais. “Toque interpessoal é um mecanismo tão poderoso que até mesmo objetos que simulam toque podem ajudar a incutir nas pessoas um sentido de significado existencial”, escreveu o pesquisador-chefe do estudo, Sander Koole.
         Os laços podem ser criados, de modo tão forte e significativo, que se expressam vibratoriamente de diversas maneiras – não apenas despertando em nós uma variedade de sentimentos, por vezes confusos e contraditórios, como também uma afinidade profunda, uma sintonia que se manifesta até por meio de fenômenos paranormais.
         Seguindo esta mesma linha de raciocínio, somos seres espirituais habitando corpos físicos, e estamos neste planeta de passagem por um tempo extremamente curto. Em nossa essência mais profunda, portanto, há a necessidade de termos bons relacionamentos, e uma conexão sincera e profunda com outras pessoas.
         Há uma outra vertente filosófica que traz à luz a reflexão acerca da necessidade de conexão de nossa almas com o cosmos. Mas em que consiste o cosmos? Em resumo, o cosmos é o tudo, é o próprio universo. E o universo é energia. Assim, tudo é energia e tudo está interconectado.
         O amor vem, portanto, dessa energia cósmica, de dentro de nós, e quanto mais conectados com a nossa essência, com a família, com os amigos e com a pessoa que divide a vida conosco, mais o amor divino entra em nosso coração. E ele é a porta, o portal que conecta nosso espírito com todo o universo, com o cosmos. Resumidamente, estamos todos conectados pelo amor.
         Um movimento simples, criado em Florianópolis (SC), vem ganhando cada vez mais participantes em algumas cidades brasileiras. O EntreOlhares, realizado em Brasília, pela quinta vez, no fim do mês passado, tem como propósito criar um ambiente para que pessoas desconhecidas umas das outras tenham a chance de trocar olhares, “olho no olho”. Quem já foi conta que é emocionante.
         Finalmente, que as novas tecnologias estão trazendo consequências  desastrosas para a corrente fluida de conexão da humanidade não há que discutir. Lamentavelmente, as pessoas não têm mais tempo de se olhar. Vivem o hoje pensando no amanhã; queixando-se pelo que deixaram de viver ontem. A grande verdade é que nunca estivemos tão conectados, no sentido literal da expressão, e tão desconectados, energeticamente falando, com o outro. Mas enquanto existir amor no mundo, há um fio de esperança dentro de nós.”.

(FLÁVIO RESENDE. Jornalista, coach ontológico e empresário, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 12 de novembro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 15 de novembro de 2016, mesmo caderno e página, de autoria de JOÃO KEPLER, especialista em e-commerce, marketing, empreendedorismo e vendas, autor do livro Educando filhos para empreender, e que merece igualmente integral transcrição:

“A melhor profissão para o seu filho
        Criação, educação empreendedora, papel dos pais, o poder e a importância da liberdade de escolha dos filhos. Quais os exemplos práticos em situações em que os pais precisam se enxergar como “orientadores” dos filhos?
         No dia a dia, é muito comum a gente ler ou ouvir alguém dando dicas e ensinando fórmulas, quase que mágicas, para atingir o sucesso. E, com toda certeza, você como parte do seleto grupo de pessoas bem-sucedidas na vida. Convenhamos que, apesar de ser um tema relativamente comum, não existe mágica e, se alcança-lo fosse assim tão fácil, todas as pessoas o atingiriam. É claro que o sucesso é uma questão muito relativa, que depende de perspectiva, e não diz respeito somente a dinheiro, como muita gente imagina (tem gente que pensa que dinheiro é sinônimo e garantia de sucesso). Se isso fosse verdade, pessoas ricas nunca se sentiriam infelizes e todas teriam um enorme sucesso.
         O que os pais precisam entender e passar aos seus filhos é que o sucesso não é só chegar ao topo da escada, mas é ter a coragem de tentar a subida, de empreender, de dar o melhor de si por uma causa que leve as outras pessoas a serem mais felizes e a sociedade a ser melhor.
         Você, pai ou mãe, com certeza já percebeu como a sociedade moderna tem evoluído de forma constante e, incrivelmente, rápida. Principalmente, da nossa geração para cá, nem preciso falar! A todo momento somos expostos a novas invenções, tecnologias e modismos que desaparecem com a mesma velocidade com que surgiram. O que muitos pais talvez ainda não tenham se dado conta é de que, em meio a todo esse processo de desenvolvimento e adaptação, algumas profissões desapareceram, assim como outras estão surgindo para suprir as novas demandas e necessidades da contemporaneidade.
         Meu objetivo aqui não é assustar ninguém, mas, sim, fazer um alerta em relação às mudanças que já ocorreram e que vão continuar ocorrendo em nossa sociedade como um todo. Seu filho não precisa se desesperar e correr para busca uma segunda formação, pelo contrário, só precisa começar a pensar em como utilizar seus conhecimentos a favor da criação do seu próprio negócio, por exemplo. Pode-se tornar um especialista ou montar uma empresa de consultoria, ou que venda produtos e serviços exclusivos. Lembre-se de que as mudanças devem ser encaradas, sempre, como uma forma positiva de recomeçar e traçar novos rumos.
         Meu conselho para o filho que optar por ser um funcionário e seguir carreira em uma empresa: fique antenado, não se feche para o novo, comece a olhar tudo por outras perspectivas e ângulos. Procure inovar também na sua carreira e se preparar para buscar uma oportunidade nesse novo mercado, que não espera nada menos que isso.
         Cada escolha representa uma oportunidade. Cada queda um aprendizado. E cada atitude uma consequência. O simples fato de você estar lendo este artigo já o coloca em um grupo privilegiado de pais que têm a oportunidade ilimitada para criar uma vida bem-sucedida (na sua medida) para o seu filho.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em setembro a ainda estratosférica marca de 480,28% para um período de doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 324,9%; e em outubro o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 7,87%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  
        
 
 



        
        


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL, A FORÇA DA COMPETITIVIDADE E DAS TECNOLOGIAS E A LUZ DO JORNALISMO DE QUALIDADE

“Competitividade e tecnologia nas empresas
        A recente proposta de reforma do ensino médio no Brasil tem suscitado uma série de discussões sobre a importância da educação e a relevância de uma boa formação dos jovens e adolescentes para o mercado de trabalho. Um desafio que preocupa muitas empresas no Brasil.
         A má-formação educacional aparece como um dos principais vetores para a falta de competitividade das empresas brasileiras, de acordo com o relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de 2015, que comparou a situação no Brasil à de outros 14 países. A mesma entidade divulgou um estudo recente, com líderes de empresas inovadoras, mostrando que 89% dos respondentes consideram que os recém-formados que entram no mercado de trabalho não estão bem capacitados para exercer suas funções. Entre os fatores mais citados que dificultam a inovação no Brasil estão educação/qualificação (25%) e falta de cultura de inovação no país e nas empresas (24%).
         A solução para esse cenário passa não só pela melhoria da educação formal dos brasileiros, mas também pela capacitação e especialização que as próprias empresas têm que oferecer para ter colaboradores mais produtivos. Um caminho que passa, necessariamente, por plataformas tecnológicas e de ensino a distância (EAD), as quais têm custos até 50% a 70% mais baixos do que as soluções de ensino presencial, ao reduzir custos com mão de obra, infraestrutura, deslocamento, materiais, alimentação e outros. Permitem, também, acessar um número maior de profissionais ao mesmo tempo e garantem a flexibilidade, cada vez mais exigida pelos jovens, de estudar a qualquer hora e local.
         Outro importante diferencial do ensino a distância, e que promete atender a um modelo mais eficaz de capacitação e formação de profissionais, é o uso de soluções tecnológicas para melhorar a experiência e o engajamento dos alunos, que só se torna possível nessa modalidade. Alguns exemplos são o uso de técnicas como a gamificação e o uso de simuladores e realidade virtual, que representam um diferencial competitivo das plataformas tecnológicas de educação.
         Na prática, as tecnologias para educação despontam como o caminho mais curto e eficiente para as empresas brasileiras reduzirem a lacuna da capacitação de mão de obra e aumentar a competitividade e os resultados dos negócios.”.

(LUIZ ALBERTO FERLA. CEO do DOT Digital Group, empresa especializada em oferta de soluções de EdTech, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 7 de novembro de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição, caderno e página, de autoria de CARLOS ALBERTO DI FRANCO, jornalista, e que merece igualmente integral transcrição:

“Iluminador da história
        O jornalista Carl Bernstein – famoso no mundo inteiro depois da série de reportagens, escrita com Bob Woodward, que revelou o escândalo Watergate e derrubou o presidente Richard Nixon, em 1974 – não forma com o time dos corporativistas. Sua crítica, aberta e direta, aos eventuais desvios das reportagens representa excelente contribuição ao jornalismo de qualidade. “O importante é saber escutar”, diz Bernstein. “As respostas são sempre mais importantes do que as perguntas que você faz. A grande surpresa no jornalismo é descobrir que quase nunca uma história corresponde àquilo que imaginávamos."
         O comentário é uma estocada nas atitudes de engajamento, arrogância e prejulgamento que corroem e desfiguram a reportagem. “Os jornalistas, hoje, trabalham com um monte de preconceitos”, sublinha. “Fazem quatro ou cinco perguntas para provocar alguma polemicazinha de nada, mas evitam iluminar a cena, fazer compreender.” Com a autoridade de quem sabe das coisas. Bernstein dá uma lição de maturidade profissional.
         O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história. A distorção, no entanto, escapa à perspicácia do leitor médio. Daí a gravidade do dolo. Na verdade, a batalha da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, da preguiça profissional e da incompetência arrogante. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de ranços ideológicos invencíveis, transformam um princípio irretocável num jogo de faz de conta.
         A apuração de mentira representa uma das mais graves agressões à ética e à qualidade informativa. Matérias previamente decididas em guetos sectários buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se fundamenta na busca da verdade, mas num artifício que transmite um simulacro de isenção, uma ficção de imparcialidade. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: repercussão seletiva. O pluralismo de fachada, hermético e dogmático, convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a versão.
         Certos setores da imprensa, vez por outra, têm caído nessa tentação antijornalística. Trata-se de uma prática que, certamente, acaba arranhando a credibilidade. O leitor não é tonto. A verdade, cedo ou tarde, acaba se impondo. O brilho da pauta construída com os ingredientes da fraude é fogo de artifício. Não é ético e não vale a pena. Ainda não conseguimos, infelizmente, superar a síndrome dos rótulos. Alguns colegas não perceberam que o mundo mudou. Insistem, teimosamente, em reduzir a vida à pobreza de quatro clichês: direita, esquerda, conservador, progressista. Tais epítetos, estrategicamente pendurados, têm dupla finalidade: exaltar ou afundar, gerar simpatias exemplares ou antipatias gratuitas.
         A reportagem de qualidade é sempre substantiva. O adjetivo é o adorno da desinformação, o farrapo que tenta cobrir a nudez da falta da apuração. É importante que os responsáveis pelas redações tomem consciência desta verdade redonda: a imparcialidade (que não é neutralidade) é o melhor investimento.
         Autor do mais famoso livro sobre a história do jornal The New York Times, Gay Talese vê alguns problemas da imprensa a partir da crise que atingiu um dos jornais mais influentes do mundo. Embora faça uma vibrante defesa do Times, “uma instituição que está no negócio há mais de 100 anos”, Talese põe o dedo em algumas chagas que, no fundo, não são exclusividade do diário norte-americano. Elas ameaçam, de fato, a credibilidade da própria imprensa. “Não fazemos matéria direito, porque a reportagem se tornou muito tática, confiando em e-mails, telefones, gravações. Não é cara a cara. Quando eu era repórter, nunca usava o telefone. Queria ver o rosto das pessoas. Não se anda na rua, não se pega o metrô ou um ônibus, um avião, não se vê, cara a cara, a pessoa com quem se está conversando”, conclui Talese. Reportagem com rosto humano. Com cheiro de asfalto. É isso que atrai e faz do jornalismo uma atividade perene.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a excelência educacional – pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas, gerando o pleno desenvolvimento da pessoa, da cidadania e da qualificação profissional (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em setembro a ainda estratosférica marca de 480,28% para um período de doze meses, e a taxa de juros do cheque especial  registrou históricos 324,9%; e em outubro o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 7,87%); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 516 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...
São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela excelência educacional, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos em inadiáveis e fundamentais empreendimentos de infraestrutura, além de projetos do Pré-Sal e de novas fontes energéticas, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Excelência Educacional ...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...