quarta-feira, 8 de junho de 2016

A CIDADANIA, A LUZ DA BÚSSOLA INTERNA E A TRANSCENDÊNCIA DA COERÊNCIA

“Satisfação em tempos de crise
        O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e o perfil do profissional de alguns anos atrás não atende mais às expectativas atuais. Há pressões de todos os lados, em um cenário que promete cada vez mais competição e instabilidade. Os ciclos de mudanças ocorrem em espaços menores. A todo momento surge uma notícia nova sobre algo a se fazer para melhorar e alcançar os objetivos estabelecidos em nossa vida pessoal e profissional.
         Para tempos assim, as exigências para um perfil mais competitivo assustam muito, pois os critérios de competências estão, literalmente, cobrando que se tenha o melhor em conhecimento, habilidade e atitude, especialmente dos líderes.
         Enquanto isso, o indivíduo envolvido nesse cenário busca sucesso, estabilidade e, acima de tudo, felicidade. Tenta equilibrar sua vida profissional e pessoal da melhor maneira possível. Contudo, sempre esbarra na rotina de processos, nas cobranças infindáveis, na necessidade de equilíbrio emocional quando pressionado por resultados, na busca por soluções para diversos problemas de sua vida, no investimento caro em capacitação e na falta de tempo para ficar com a família, além de todas as demais questões do dia a dia.
         Fica evidente que precisamos de novas orientações e de propostas mais humanizadas, sensatas e cabíveis quando tratamos de satisfação pessoal, sucesso profissional e desenvolvimento de lideranças nas organizações. Como se diz, não podemos mais esperar as coisas novas tendo sempre os velhos comportamentos.
         Primeiramente, é preciso identificar os fatores que desencadeiam os problemas, sua natureza e onde realmente eles moram. Deve-se começar pelas questões internas, que têm relação com as dimensões física, mental, emocional e espiritual.
         Em poucas palavras, a dimensão física trata da nossa saúde e envolve hábitos alimentares, práticas de atividades físicas, descanso e bem-estar. A dimensão mental se refere ao modo como cuidamos de nossa mente para lidar com todas as situações que vivemos, como, por exemplo, quando precisamos de produtividade elevada, pensamento estratégico e análise acurada. Todas esses atributos demandam uma mente treinada, clara e bem desenvolvida.
         A dimensão emocional está relacionada com as habilidades que temos de reconhecer as nossas emoções e as dos outros e como as utilizamos para guiar nossos pensamentos e comportamentos. Já a dimensão espiritual diz respeito à importância de se refletir sobre as coisas que nos motivam e qual o nosso propósito de vida. Afinal, descobrir e realizar nosso desígnio nos traz uma satisfação mais duradoura.
         O que precisamos, portanto, é aceitar nossa “bússola interna”. Ela é o nosso mapa de orientação comportamental para a tomada de decisões em todos os níveis de nossa vida. É com ela que conseguiremos harmonizar as quatro dimensões do nosso ser para, então, conquistar uma vida melhor no trabalho, em casa e em qualquer lugar onde estejamos.”.

(TONY LOUREIRO. Escritor e palestrante, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 6 de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 30 de maio de 2016, mesmo caderno e página, de autoria de ARISTIDES JOSÉ VIEIRA CARVALHO, médico, mestre em medicina, especialista em clínica médica e medicina de família e comunidade, e que merece igualmente integral transcrição:

“Buscar a coerência
        A célebre frase de Paulo Freire “é fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a sua fala seja a sua prática” tem sido utilizada, com frequência, por movimentos acadêmicos e populares, que defendem a coerência, uma palavra muito importante para os dias de hoje.
         Discutir sobre a coerência é fundamental, porque nos faz pensar na transparência, na responsabilidade e na autenticidade. Mas é preciso cuidado: pode nos conduzir a um discurso moralista, que aponta os deslizes e os atropelos dos outros e nos cega para as nossas próprias contradições. E aí ficamos diante de uma situação complexa: como lidar com esse tema de forma a nos incluirmos nas reflexões e não usarmos apenas o olhar que se volta para fora e não vê as nossas próprias ações?
         Muitas vezes nos angustiamos e sofremos por não alcançar a identificação entre o que sentimos, dizemos e o que efetivamente fazemos e somos. A busca pela coerência é um dos desafios que nos é colocado a cada dia e que, à medida que o enfrentamos, nos tornamos mais humanos, mais autênticos. Afinal, não somos perfeitos. Estamos em construção. E perseguir a coerência é tarefa para uma vida inteira.
         Sabemos, entretanto, que as incoerências e as contradições não ocupam apenas o âmbito das preocupações pessoais, individuais. Elas estão presentes também nos espaços coletivos. A política é um bom exemplo. As atuações de alguns políticos brasileiros expressam incoerências tão absurdas que – embora justificadas e defendidas com naturalidade e de forma estranha – são vistas com crescente indignação pela população. E aqui cabem algumas considerações.
         Nunca, na história do Brasil, se ouviu e se discutiu tanto sobre política. A população, nos espaços de convivência, emite opiniões, troca de ideias e muitas vezes discorda e se atrita. Recebe todos os dias, uma quantidade enorme de informações. Certamente aprende com tudo isso. Mais amadurecida aprende, por exemplo, que discursos inflamados, seguidos de aplausos e torcidas, não significam compromisso efetivo com as mudanças e transformações necessárias. A situação atual remete a ditados populares como “colocar a barba de molho” ou “gato escaldado tem medo de água fria”.
         Um novo governo assumiu recentemente. Terá pouco tempo para provar a que veio. A expectativa da grande maioria da população brasileira é a de que exista coerência entre o que foi anunciado e o que efetivamente vai ser realizado. Espera-se que os resultados sejam benéficos. Gerenciar pequenos negócios e processos não é coisa fácil. Gerenciar uma nação, então, é algo muito complexo, considerando os diferentes interesses dos grupos e organizações sociais. Por isso, não se espera ações mirabolantes dos novos gestores e políticos, mas sim, tendo em vista as manifestações populares e a grave crise sociopolítica e econômica, muito dedicação, responsabilidade e coerência. Como dizia o cineasta Stan Lee, “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. Acrescentamos, usando Paulo Freire: e a necessidade de coerência entre o discurso e a prática.
         Com certeza, mudanças substanciais não acontecerão se as grandes contradições não forem combatidas com firmeza. Para além de ideias e teorias, é preciso avançar em mecanismos concretos que impeçam o crescimento e a persistência de posturas irresponsáveis e inconsequentes. Exigência semelhante podemos fazer em relação às nossa vidas: não conseguiremos resultados bons e justos se não perseguirmos a coerência no nosso dia a dia. O “jeitinho brasileiro” e outras invenções criadas com o objetivo de levar vantagem em tudo deverão ser abolidos e substituídos por práticas que defendem e garantem a dignidade do ser humano, a responsabilidade com a vida em todas as suas dimensões e a construção de relações solidárias, justas e humanitárias.
         “Como será o amanhã?”, pergunta o cantor. O amanhã dependerá das boas escolhas e atitudes que tomamos no presente. Que elas sejam regadas pela coerência e anunciem novos tempos.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 515 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  





segunda-feira, 6 de junho de 2016

A CIDADANIA, O PODER DA GESTÃO DO CONHECIMENTO E A BUSCA DOS TESOUROS DA SUSTENTABILIDADE

“Conectar e coletar
        Tenho escrito e compartilhado regularmente discussões sobre a necessidade de se adotar, em escritórios de advocacia especialmente, o conceito de gestão do conhecimento com uma das armas (se não a mais importante) para ser utilizada na gestão estratégica, de marketing e operacional, melhorando sensivelmente o preparo do escritório no enfrentamento da atual concorrência e a adaptação ao futuro tecnológico que se aproxima a passos largos.
         Gestão do conhecimento (KM na sigla em inglês) não é um software que se instala e simplesmente se coloca para funcionar. É um conceito ou uma filosofia de se tratar todo o conhecimento adquirido pela empresa e também de todo o conhecimento externo agregado relativo à atividade daquela empresa. KM envolve todos os processos da empresa (desde pesquisas de mercado, passando por compras, materiais utilizados, processos construtivos, armazenagem, distribuição até marketing e vendas); envolve principalmente pessoas e seu treinamento; sua utilização afeta os resultados da empresa como um todo; e é uma filosofia de trabalho e, por isso, deve ser incorporada com o modo de pensamento e atitude de todas as pessoas da empresa e, por fim, a decisão de investimento nela se mescla com a decisão de investimento em outros ativos.
         Essa filosofia, para ser incorporada à empresa, precisa ter como base alguns outros conceitos existentes ou implantados previamente para que seja efetivamente eficaz.
         Conceito de “learning organization”, no qual todos os integrantes têm em mente que o contínuo aprendizado representa um fator preponderante para o desenvolvimento.
         Conceito de “ambiente colaborativo”, no qual os integrantes compartilham suas experiências e conhecimentos.
         E conceito de “empresa inovadora”, no qual a empresa incentiva a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos, processos e procedimentos para aumentar sua eficiência e vantagem competitiva.
         A palavra “conectar” simboliza todo o processo de democratização ou distribuição do conhecimento tácito existente, de modo a torná-lo conhecido por todos os integrantes da organização.
         Por sua vez, a palavra “coletar” representa todo o aparato tecnológico envolvido nos processos de explicitação do conhecimento tácito, sua organização e oferecimento a todos por meios simples e intuitivos de pesquisa e utilização.
         Resumindo, gestão do conhecimento tem a ver com conectar pessoas entre si, às informações, ao conhecimento e aos procedimentos, todos coletados, organizados e indexados com a tecnologia necessária para essas conexões.”.

(JOSÉ PAULO GRACIOTTI. Consultor e sócio da Graciotti Assessoria Empresarial, engenheiro formado pela Escola Politécnica com especialização financeira pela FGV e especialização em gestão do conhecimento pela FGV, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 1º de junho de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 3 de junho de 2016, mesmo caderno e página, de autoria de DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, e que merece igualmente integral transcrição:

“Sucateamento de tesouros
E alto o preço que se paga em decorrência do sucateamento da máquina pública. Um doloroso prejuízo que atingirá também gerações futuras. Exemplo emblemático é o que ocorre com a educação: o acúmulo de déficits dificulta a construção de novas possibilidades. É muito preocupante a lista de tudo o que se perde quando não se trata adequadamente essa importante área. Compromete-se o tecido da cultura, tornando-o incapaz de garantir às instituições o adequado funcionamento. A análise de todo esse processo merece uma profunda reflexão que se descobre em novas atitudes, particularmente de líderes nos âmbitos regionais: Uma tarefa que exige adequada compreensão do atual contexto sociopolítico.
Esse exercício requer, prioritariamente, considerar a realidade mais próxima – o domicílio, o ambiente de trabalho, a prática religiosa, os representantes escolhidos – mas, sem deixar de olhar para o que se localiza na amplitude de uma nação como a brasileira. Quando o cidadão passa um pente-fino nas inúmeras situações que formam o seu cotidiano, percebe com nitidez pontos relevantes das muitas fragilidades que corroem o tecido social. Só assim será possível detectar os vícios que levam à mediocridade e até mesmo ao desrespeito em relação aos tesouros que se tem. Ignorar esses hábitos ruins traz consequências nefastas, a exemplo da tibieza da representação política, em contextos regionais e nos cenários mais amplos. Faltam vozes com força de convencimento, pessoas com capacidade para articular e produzir projetos, atrair benefícios e imprimir dinâmicas com inventividade e competência.
A política passa, então, a carecer de líderes com autoridade para defender o bem comum e impulsionar projetos que garantam destaque nacional a contextos regionais. O resultado é o espetáculo da mediocridade que impacta negativamente as diferentes esferas da vida, com graves desdobramentos. Ainda no âmbito da educação, constata-se a timidez da incidência do mundo acadêmico sobre o cotidiano das pessoas. A grande rede de ensino, que reúne instituições governamentais e particulares, muitas de tradição e qualidade, não consegue dar novos rumos às mentalidades. Com isso, muitos desconhecem os valores de sua própria região e de suas raízes. A educação formal não chega a tocar o âmago da consciência e, com isso, perde-se a força da cultura, necessária para produzir riquezas inovadoras e libertárias. O que se percebe é certo comodismo e a falta de inteligência que alicerçam o desconhecimento sobre as heranças históricas, ambientais e religiosas.
A força dominadora da mediocridade vai tomando conta e não se tem o ânimo necessário para se falar da ética. Grande é o desconhecimento para se falar e compreender os parâmetros da solidariedade. Há uma cegueira quanto à prática da distribuição de bens. Pouca sensibilidade para efetivamente defender os mais fracos. Progressivamente, esmaece a referência a Deus, com o consequente enfraquecimento da indispensável defesa cotidiana da justiça. Com isso, no âmbito político, profissional e empresarial, prioriza-se mais o que atende a interesses individuais e partidários. Fica obscurecida a nobre tarefa de se deixar interpelar por um sentido mais amplo da vida.
Assim, são preocupantes os consequentes processos de desumanização, muitos deles irreversíveis, como é o caso da violência e do desrespeito à sacralidade da dignidade de toda pessoa. Não menos grave é o caos ético que sucateia experiências familiares, enfraquece narrativas que sustentam as tradições e, dessa forma, corrói os tesouros da cultura, depreda os acervos patrimoniais, escava, escandalosamente, pelo lucro, as paisagens, passa por cima de povoados e pessoas, apagando suas histórias.
É urgente que cada pessoa busque cuidar “da própria casa”, sob pena de perdas maiores. Especialmente, quando se pensa no povo mineiro, essa tarefa requer a elaboração de uma consciência social e política, religiosa e cultural condizente com a história tricentenária de Minas Gerais. Desse modo, será possível, efetivamente, reconhecer, reverenciar e respeitar a herança de antepassados que escreveram uma história mais exitosa, menos mesquinha, mais audaciosa e menos medíocre. Efetivamente, serão valorizadas as tradições, sem a negociação do que se tem como herança. Oportuna é uma reação de todos os segmentos no cenário da própria cultura regional para aperfeiçoar competências, redescobrir valores e riquezas que precisam ser adequadamente tratados. Nesse caminho se configura luminosidade na consciência cidadã para tornar sempre mais forte e qualificado o território dessa pátria menor, determinante para sustentar a grandeza da pátria maior e, assim, debelar, definitivamente, o sucateamento de tesouros.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)     a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 515 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)     a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  





      

sexta-feira, 3 de junho de 2016

A CIDADANIA, A ENERGIA DO AMOR MAIOR E AS LUZES DO HUMANISMO

“Uma nova vida surge no planeta 
e é percebida por muitos
       Pouco compreendida foi a afirmação: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” (João 6,53); Com a encarnação do Cristo há dois mil anos, a energia do Amor Maior, penetrou no mundo, atingindo até os seus níveis mais densos. Esse Amor aumentou grandemente a capacidade de a vida de superfície da Terra responder aos impulsos divinos. Não fosse isso, o mundo não poderia prosseguir em seu movimento evolutivo.
          Existe uma grande parcela de indivíduos que resistem ao contato com estas energias superiores. A elas Jesus disse: “Vim em nome de Meu Pai, mas não me recebeis.” (João 5,43). Mas aos que acolheram essas energias foi dito: “Conheceis o Espírito da Verdade, porque ele habita convosco e estará em vós.” (João 14,17).
          Hoje, a energia do Amor Maior volta a permear o mundo, de maneira especial, e brilhará ainda mais visivelmente do que o fez até agora. Conforme anunciado, “como brilha um relâmpago de uma extremidade do céu, até a outra, assim será com o Filho do homem no seu dia (dia de seu retorno).” (Lucas 17,24).
          Uma nova vida já se prenuncia no planeta, e pode ser percebida por muitos indivíduos. O campo para a semeadura está preparado, as sementes lançadas. É preciso apenas acolhê-las.
          Dentro de cada indivíduo vive uma Luz que luta por expressar-se, criada à imagem d’Aquele que sustém os universos. Mantém-se ocultada pelos véus da ilusão, mas tem a possibilidade de revelar-se na maioria por intermédio de cada expressão pura do Espírito. Reflete-se até mesmo nas rochas que espelham de forma visível a perfeição da criação divina.
          O mundo passa por convulsões, devido à agitação que se estabelece no planeta como um todo; em cada partícula que insiste em manter-se mas trevas, o bem se choca com o mal. Mas há sinais na terra, no ar, nas águas, no vento e nas folhas das plantas que tentam voltar-se à Luz.
          Portas abrem-se, revelando fronteiras distantes que um dia deverão ser cruzadas. Chispas de amor do coração do Pai incendeiam tudo o que tocam, mergulhando o universo numa luz infinita.
          Novos tempos marcam este Tempo; novas luzes prenunciam a Grande Luz. Promessas dos Céus aos indivíduos são agora cumpridas. Uma aurora de inefável beleza rasga o céu da Terra. Palavras não são capazes de revelar à pequenina consciência dos indivíduos a aproximação dessa grandiosa era de Paz.
          A redenção do planeta anuncia-se e quando mais plenamente realizada, permitirá à humanidade uma existência harmoniosa, de paz e de serviço ao Criador. Poucos serão os vestígios do seu passado conflituoso ante a grandiosidade do que viverá. Os traumas dos tempos confusos serão curados pelo confronto de Amor e Vida que a Fonte única, desde agora, derrama sobre a Terra.
          A humanidade futura não mais se apresentará como um conjunto de grupos conflitantes como nos dias de hoje. Os indivíduos irão reconhecendo a sua unidade com a vida suprema, e a ela devotarão suas energias. Silenciosamente, a alma de cada indivíduo liberto dirá aos seus irmãos que se dirigem a essa união com o Espírito: “Vós conheceis o caminho para ir aonde vou.” (João 14,4).
          Não há êxito sem luta, não há Amor sem entrega, nem Paz sem o encontro com o Amor. Este é o caminho dos que, no silêncio, voltam-se para o Absoluto: seja feita a Vossa Vontade!”.

(TRIGUEIRINHO. Escritor, em artigo publicado no jornal O TEMPO Belo Horizonte, edição de 29 de maio de 2016, caderno OPINIÃO, página 18).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 23 de maio de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de CARLOS ALBERTO DI FRANCO, jornalista, e que merece igualmente integral transcrição:

“Francisco, um provocador
       O papa Francisco é um comunicador de mão cheia. Intuitivo. Simples. Direto. Seu estilo é surpreendentemente solto e provocador. Seu discurso é coloquial e próximo. É um papa falante, alegre, com jeito laico. Um papa diferente. Mas é o papa. E tem plena consciência do seu ministério e de sua autoridade. Não pode ser interpretado pela metade. Ele demanda contexto. Francisco dá boas manchetes. Mas é preciso ir ao cerne do seu pensamento. Caso contrário, cria-se a síndrome da esquizofrenia informativa: um papa fala na manchete, mas outro discursa no conjunto da matéria.
          Suas entrevistas no avião papal suscitam títulos com pegada e costumam render boas suítes, sugestivos desdobramentos do noticiário. O rebuliço é intenso. Sobra versão. Falta, frequentemente, fazer a lição de casa básica: ler a íntegra da entrevista. Francisco não mexerá nas doutrinas da Igreja Católica. É seu fiel depositário. Mas, sem dúvida, promove a mudança de tom.
          O papa, creio, quer provocar uma ruptura com uma agenda negativa e reativa. “Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e ao uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não falei muito dessas coisas, e me censuraram por isso. Mas, quando se fala disso, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido, e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente. A proposta evangélica deve ser simples, profunda, irradiante. É dessa proposta que vêm as consequências morais”, sublinha o papa.
          Francisco, por óbvio, não minimiza a gravidade dos equívocos morais. Sua defesa da vida, por exemplo, desde o momento da concepção, é clara, forte, sem qualquer ambiguidade. A doutrina é transparente. O papa está preocupado não apenas com a atuação pública da Igreja, mas com o cuidado pastoral das pessoas concretas. Que erram. Que sofrem. Que se arrependem. Seu foco não são os processos, mas as pessoas. Quer uma Igreja mais compassiva. E isso é cativante.
          Francisco insiste muito na essência da mensagem cristã: o carinho, o acolhimento, a compaixão de Deus. Por isso, decretou o Ano da Misericórdia. A “plataforma moral” da Igreja não pode ser erguida sobre os alicerces do legalismo, mas em cima dos sólidos pilares de um projeto de salvação. Sem isso, e sem o exercício da liberdade humana, o edifício da Igreja “corre o risco de cair como um castelo de cartas, de perder a frescura e o perfume do Evangelho. A proposta evangélica deve ser mais simples, profunda, irradiante. É desta proposta que vêm depois as consequências morais.”
          Impressiona, e muito, o tom positivo que permeia todos os discursos do papa. Impressiona igualmente a transparência de Francisco em suas entrevistas aos jornalistas. É um papa sem tabus. Ele tirou a Igreja do córner. Francisco rasga um horizonte valente e generoso. Deixa claro que os católicos não são antinada. E o que cristianismo não é uma alternativa negativa, encolhimento medroso ou mera resignação. É uma proposta afirmativa, alegre, revolucionária. Os discursos do papa não desembocam num compêndio moralizador, mas num desafio empolgante proposto por uma pessoa: Jesus Cristo. Os jovens entendem o recado e mostram notável sintonia com Francisco.
          Os que apostam na descontinuidade vão perder o jogo. João Paulo II, Bento XVI e Francisco tocam a mesma música, embora com gingado diferente.
          A eleição meteórica de Bergoglio foi, no fundo, uma forte manifestação da unidade e da continuidade.
          O pontificado de Francisco está sendo um testemunho de fé, convicção e coragem. Ao contrário dos que dentro da Igreja Católica cederam aos apelos da secularização, Francisco sempre acreditou que a firmeza na fé e na fidelidade doutrinal acabarão por galvanizar a nostalgia de Deus, que domina o mundo contemporâneo. Acredita que o esgotamento do materialismo histórico e a frustração do consumismo hedonista prenunciam um novo perfil existencial. Na visão do papa, o terceiro milênio trará o resgate do verdadeiro humanismo.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)    a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 515 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)    a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Destarte, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...  







quarta-feira, 1 de junho de 2016

A CIDADANIA, A LUZ DA ECONOMIA COLABORATIVA E A SUSTENTABILIDADE DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS (22/2)

(Junho = mês 22; faltam 2 meses para a Olimpíada 2016)

“Economia colaborativa
       Não há como negar que o modelo econômico atual, baseado em cortar, cavar e queimar, está nos seus últimos dias. A população mundial cresce exponencialmente, enquanto os recursos naturais são finitos. Chegamos à “era dos limites”. Consumir menos, reutilizar sempre e compartilhar mais. Essa é a ideia central da economia colaborativa. O tema tem ganhado espaço e evidência, impactando na mudança de comportamento das pessoas em relação aos padrões de consumo. Uma frase interessante do economista norte-americano Jeremy Rifkin cita que “enquanto o mercado capitalista baseia-se no interesse próprio e é guiado pelo ganho material, os bens comuns sociais são motivados por interesses colaborativos e guiados por um profundo desejo de se conectar com os outros e de compartilhar”.
          Um novo modelo econômico está silenciosamente se configurando. Em um futuro próximo, as empresas que não atuam de forma colaborativa estão fadadas a perder grandes fatias do mercado. Somente prestar serviços ou produzir produtos de consumo não é suficiente para atender às necessidades dos consumidores. Eles buscam mais. O tema dentro das organizações está tornando-se tão importante que é utilizado como recurso para melhoria da produtividade. Um grande exemplo dessa prática é o projeto Cocriando, da Natura, que tem plataforma on-line de colaboração e cocriação. É um espaço onde consumidores, consultores e colaboradores podem construir, juntos, novas ideias, novos conceitos e modelos de produtos e serviços.
          Voltando à questão inicial. Três pilares sustentam o modelo de economia colaborativa: pessoas, tecnologia e sustentabilidade. Por isso, o sucesso de empresas que vêm surgindo, atendendo às necessidades das pessoas, em um ambiente de limites, por meio de serviços locados em plataformas digitais, como a Airbnb e o Uber, que já são consideradas novos modelos de negócio. Porém, é importante relembrar que tais movimentos disruptivos têm sido alvo de protestos e vêm enfrentando impasses na legalização de suas operações.
          Penso que a era do capitalismo tradicional, caracterizado pelo consumo desmedido, pela ostentação e pelo descaso com o meio ambiente saturou o modelo econômico atual, fazendo-nos voltar à antiga era do “escambo” – porém, com respaldo da tecnologia, que nos possibilita a troca de forma muito mais abrangente, justa e consciente. Com mais pessoas compartilhando, trocando informações e experiências, estamos criando a nova era da economia – a economia colaborativa –, cada vez mais presente no mundo contemporâneo. Afinal, todos podem viver e consumir de forma mais consciente, olhando para o bem-estar das futuras gerações.”.

(JAIRO MARTINS. Presidente executivo da FNQ, em artigo publicado no jornal ESTADO DE MINAS, edição de 26 de maio de 2016, caderno OPINIÃO, página 7).

Mais uma importante e oportuna contribuição para o nosso trabalho de Mobilização para a Cidadania e Qualidade vem de artigo publicado no mesmo veículo, edição de 24 de maio de 2016, caderno OPINIÃO, página 7, de autoria de PEDRO HENRIQUE NEVES DE CARVALHO, professor do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), e que merece igualmente integral transcrição:

“A construção da cidadania global
       As relações internacionais (RIs) formam um quadro de abordagens para se conhecer e compreender o mundo. As RIs no Brasil são construídas por um número reservado de instituições de ensino que ampliaram a educação na área das Ciências Humanas. O curso de relações internacionais do UniBH, há mais de uma década tem apresentado uma forma de ensino que busca inovar. Há uma procura constante por práticas extensionistas que unem os temas globais aos temas locais, dentro da realidade do cidadão brasileiro. Essa união se torna possível pela razão interdisciplinar do curso, além de criar atividades para o envolvimento do corpo discente com questões reais que se reproduzem no quando internacional e nacional-urbano.
          O RI-UniBH, por meio do seu projeto de extensão, o Banco de Consultores de Relações Internacionais, tem, há seis anos, realizado atividades que aproximam as unidades distantes: o global e o local. A nossa urbano-globalidade não tem apenas recriado os nossos entendimentos sobre o mundo, mas também lapidado o diálogo social. Aqueles problemas de outrora, tidos como distantes, agora nos provocam diariamente. Assim, tem-se uma linha de questões desafiadoras que exigem nosso posicionamento e ação: os efeitos perversos da globalização; a defesa dos direitos humanos; a questão dos refugiados; as crises energéticas e o consumo; entre outros temas. A despeito da localidade de alguns temas, como a crise dos refugiados, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), essa é uma temática que envolve toda a sociedade mundial, dado o sentido de urgência e de complexidade.
          Qual a importância desse diálogo entre espaços distintos (global/local) para a construção de uma nova sociedade? E como desenvolver a identidade do cidadão global? Os temas globais devem, em princípio, ser apropriados pelos cidadãos nacionais, empoderados por meio da compreensão e discussão acerca dos complexos processos. Via Observatório do Cidadão Global – OCG, o Banco de Consultores em Relações Internacionais tem, desde 2014, criado um diálogo aberto junto às escolas de ensino médio de Belo Horizonte e região metropolitana. Busca-se uma construção transformadora, pois o OCG cumpre o papel da extensão universitária, aproximando o ambiente universitário da comunidade que o cerca.
          O objetivo é formar, entre os jovens do ensino médio, um conhecimento crítico a respeito dos processos internacionais que têm apresentado uma maior tendência e impacto. Almeja-se compreender os problemas das relações internacionais e as formas de ação dos grupos da sociedade civil vinculados às áreas temáticas trabalhadas. Acerca da questão dos refugiados, em 2016, as escolas parceiras do projeto desenvolverão discussões coordenadas pelos alunos do curso de RI. Assim, os alunos terão a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre o tema e desenvolver argumentos e ideias concernentes ao papel da sociedade civil com intuito de emular soluções para os problemas trabalhados. Por essa metodologia simples, mas envolvedora, aos poucos se lapidam as ações na nossa sociedade, a julgar que por meio do conhecimento e do diálogo uma nova identidade cidadã possa ser descoberta: a cidadania global.”.

Eis, portanto, mais páginas contendo importantes, incisivas e oportunas abordagens e reflexões que acenam, em meio à maior crise de liderança de nossa história – que é de ética, de moral, de princípios, de valores –, para a imperiosa e urgente necessidade de profundas mudanças em nossas estruturas educacionais, governamentais, jurídicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, financeiras e ambientais, de modo a promovermos a inserção do País no concerto das potências mundiais livres, civilizadas, soberanas, democráticas e sustentavelmente desenvolvidas...

Assim, urge ainda a efetiva problematização de questões deveras cruciais como:
a)    a educação – universal e de qualidade –, desde a educação infantil (0 a 3 anos de idade, em creches; 4 e 5 anos de idade, em pré-escolas) – e mais o imperativo da modernidade de matricularmos nossas crianças de 6 anos de idade na primeira série do ensino fundamental, independentemente do mês de seu nascimento –, até a pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado), como prioridade absoluta de nossas políticas públicas (enfim, 125 anos depois, a República proclama o que esperamos seja verdadeiramente o início de uma revolução educacional, mobilizando de maneira incondicional todas as forças vivas do país, para a realização da nova pátria; a pátria da educação, da ética, da justiça, da civilidade, da democracia, da participação, da sustentabilidade...);
b)    o combate implacável, sem eufemismos e sem tréguas, aos três dos nossos maiores e mais devastadores inimigos que são: I – a inflação, a exigir permanente, competente e diuturna vigilância, de forma a manter-se em patamares civilizados, ou seja, próximos de zero (segundo dados do Banco Central, a taxa de juros do cartão de crédito atingiu em abril a ainda estratosférica marca de 435,6% para um período de doze meses; e mais ainda em abril, o IPCA acumulado nos doze meses chegou a 9,28%, e a taxa de juros do cheque especial em históricos 308,7%...); II – a corrupção, há séculos, na mais perversa promiscuidade  –  “dinheiro público versus interesses privados” –, como um câncer a se espalhar por todas as esferas da vida nacional, gerando incalculáveis prejuízos e comprometimentos de vária ordem (a propósito, a lúcida observação do procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol: “A Lava Jato ela trata hoje de um tumor, de um caso específico de corrupção, mas o problema é que o sistema é cancerígeno...” – e que vem mostrando também o seu caráter transnacional;  eis, portanto, que todos os valores que vão sendo apresentados aos borbotões, são apenas simbólicos, pois em nossos 515 anos já se formou um verdadeiro oceano de suborno, propina, fraudes, desvios, malversação, saque, rapina e dilapidação do nosso patrimônio... Então, a corrupção mata, e, assim, é crime...); III – o desperdício, em todas as suas modalidades, também a ocasionar inestimáveis perdas e danos, indubitavelmente irreparáveis (por exemplo, segundo Lucas Massari, no artigo ‘O Desperdício na Logística Brasileira’, a “... Desconfiança das empresas e das famílias é grande. Todos os anos, cerca de R$ 1 trilhão, é desperdiçado no Brasil. Quase nada está imune à perda. Uma lista sem fim de problemas tem levado esses recursos e muito mais. De cada R$ 100 produzidos, quase R$ 25 somem em meio à ineficiência do Estado e do setor privado, a falhas de logística e de infraestrutura, ao excesso de burocracia, ao descaso, à corrupção e à falta de planejamento...”;
c)    a dívida pública brasileira - (interna e externa; federal, estadual, distrital e municipal) –, com projeção para 2016, apenas segundo a proposta do Orçamento Geral da União, de exorbitante e insuportável desembolso de cerca de R$ 1,348 trilhão, a título de juros, encargos, amortização e refinanciamentos (ao menos com esta rubrica, previsão de R$ 1,044 trilhão), a exigir alguns fundamentos da sabedoria grega:
- pagar, sim, até o último centavo;
- rigorosamente, não pagar com o pão do povo;
- realizar uma IMEDIATA, abrangente, qualificada, independente e eficaz auditoria... (ver também www.auditoriacidada.org.br)
(e ainda a propósito, no artigo Melancolia, Vinicius Torres Freire, diz: “... Não será possível conter a presente degradação econômica sem pelo menos, mínimo do mínimo, controle da ruína das contas do governo: o aumento sem limite da dívida pública...”);

Isto posto, torna-se absolutamente inútil lamentarmos a falta de recursos diante de tão descomunal sangria que dilapida o nosso já combalido dinheiro público, mina a nossa capacidade de investimento e de poupança e, mais grave ainda, afeta a credibilidade de nossas instituições, negligenciando a justiça, a verdade, a honestidade e o amor à pátria, ao lado de abissais desigualdades sociais e regionais e de extremas e sempre crescentes necessidades de ampliação e modernização de setores como: a gestão pública; a infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos); a educação; a saúde; o saneamento ambiental (água tratada, esgoto tratado, resíduos sólidos tratados, macrodrenagem urbana, logística reversa); meio ambiente; habitação; mobilidade urbana (trânsito, transporte, acessibilidade); minas e energia; emprego, trabalho e renda; agregação de valor às commodities; sistema financeiro nacional; assistência social; previdência social; segurança alimentar e nutricional; segurança pública; forças armadas; polícia federal; defesa civil; logística; pesquisa e desenvolvimento; ciência, tecnologia e inovação; cultura, esporte e lazer; turismo; comunicações; qualidade (planejamento – estratégico, tático e operacional –, transparência, eficiência, eficácia, efetividade, economicidade – “fazer mais e melhor, com menos” –, criatividade, produtividade, competitividade); entre outros...

São, e bem o sabemos, gigantescos desafios mas que, de maneira alguma, abatem o nosso ânimo e nem arrefecem o nosso entusiasmo e otimismo nesta grande cruzada nacional pela cidadania e qualidade, visando à construção de uma Nação verdadeiramente participativa, justa, ética, educada, civilizada, qualificada, livre, soberana, democrática e desenvolvida, que possa partilhar suas extraordinárias e generosas riquezas, oportunidades e potencialidades com todas as brasileiras e com todos os brasileiros. Ainda mais especialmente no horizonte de investimentos bilionários previstos e que contemplam eventos como a   Olimpíada de 2016; as obras do PAC e os projetos do Pré-Sal, à luz das exigências do século 21, da era da globalização, da internacionalização das organizações, da informação, do conhecimento, da inovação, das novas tecnologias, da sustentabilidade e de um possível e novo mundo da justiça, da liberdade, da paz, da igualdade – e com equidade –, e da fraternidade universal...

Este é o nosso sonho, o nosso amor, a nossa luta, a nossa fé, a nossa esperança... e perseverança!

“VI, OUVI E VIVI: O BRASIL TEM JEITO!”

- 55 anos de testemunho de um servidor público (1961 – 2016) ...

- Estamos nos descobrindo através da Cidadania e Qualidade...
- ANTICORRUPÇÃO: Prevenir e vencer, usando nossas defesas democráticas...
- Por uma Nova Política Brasileira...